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Notícias

22/02/2018

Diário Matinal Coinvalores - 22 de fevereiro de 2018

 

Bom dia,

1Agenda segue morna por aqui. Sem indicadores relevantes no radar, o mercado deve seguir respondendo ao noticiário externo, ainda que não tenhamos grandes novidades lá fora, também. Por aqui, o cenário político, para variar, segue muito movimentado, agora com as apostas em cima de uma possível candidatura do presidente Temer para continuar no Planalto. Isso pode azedar um pouco o humor do mercado que prefere as forças de centro unidas em torno de uma candidatura única.
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Segunda prévia do PIB britânico ficou aquém das previsões. No último trimestre de 2017, a economia do Reino Unido cresceu 0,4% em relação ao terceiro trimestre do ano passado e 1,4% na comparação anual. A primeiro leitura preliminar do indicador havia registrado avanço de 0,5% e de 1,5%, respectivamente. As atividades de mineração, energia e do setor de serviços arrefeceram mais que o esperado nessa revisão e justificam, em boa parte, os números ficarem abaixo dos dados preliminares.

Agenda americana. Ontem, a ata do FOMC reforçou a visão de uma alta adicional de juros nos EUA (mesmo que sem sinais muito claros) na esteira da revisão para cima das projeções para a principal economia do mundo. O comitê segue no radar nessa quinta, com discursos de três membros votantes. Os presidentes dos Fed de NY, que sempre vota, e de Atlanta, que reveza com Dallas e St. Louis e tem direito a voto esse ano. Além deles, o diretor do Fed desde novembro, Randal Quarles, falou mais cedo em Tóquio e reforçou o gradualismo na subida de juros, mas não deu sinais de quantas altas considera ideal para esse ano.

Na Alemanha, confiança caiu em fevereiro. O índice de clima de negócios no país saiu do nível recorde de 117,6 pontos registrados em janeiro para 115,4 neste mês, ficando menor do que as previsões de mercado em 117 pontos. O subíndice que mede as expectativas das empresas para os próximos seis meses recuou de 108,3 pontos para 105,4, enquanto a categoria sobre as condições atuais diminuiu de 127,8 para 126,3 pontos.

Bolsas em queda. A ata do Fed que, com a visão mais otimista para a economia americana, acabou reforçando a visão de uma alta adicional nesse ano, acaba pesando sobre as Bolsas lá fora, tanto na Europa, quanto na Ásia. Destoam desse movimento mais negativo as Bolsas chinesas que ficaram fechadas por uma semana e se ajustam ao movimento das demais Bolsas nesses últimos dias.

 

aResultado sólido do BB (BBAS3) no quarto trimestre. O banco trouxe números saudáveis, ainda bem abaixo dos pares privados no tocante à rentabilidade, mas com boa evolução sobre os trimestres anteriores. Destaque para a queda nas despesas com PDD, que caíram quase 10% em apenas três meses e quase 25% na comparação com o 4T16. Fruto da melhora na inadimplência, que segue acima do mercado, mas já acumula dois trimestres de melhora. Outro destaque foi a redução de 3,1% nas despesas administrativas no consolidado do ano. A carteira do banco voltou a crescer na comparação com o 3T17, com destaque para agronegócio. O banco divulgou o guidance para 2018 com melhora no lucro. O lucro líquido de 2017 foi de R$ 11,1 bilhões e para 2018 a estimativa é de algo entre R$ 11,5 bi e R$ 14 bi. A carteira de crédito do banco deve voltar a crescer entre 1% e 4%. O BB ainda anunciou JCP de R$ 0,2081 por ação (valor já líquido). Papéis ficam ex no dia 2 de março e o pagamento será no dia 12 de março, com o valor sendo atualizado pela Selic até a data. Esperamos reação positiva do mercado à divulgação.

Banrisul (BRSR6) anuncia JCP trimestral. O banco gaúcho vai pagar R$ 0,1756 por ação PNB, que são os papéis do banco que têm liquidez. O yield da operação, com o fechamento de ontem dos papéis é de 1,0%. Papéis ficam ex no dia 27,então o investidor tem até segunda-feira para se posicionar em BRSR6 e fazer jus à distribuição. Pagamento em 28 de março.

IMC (MEAL3) não aceita proposta da Sapore. A IMC acabou rejeitando a proposta realizada pela Sapore, segundo o comunicado enviado pela empresa no final do dia de ontem. Segundo o comunicado da IMC, “não seria possível ao Conselho de Administração tratando-se de operação de incorporação e não tendo existido prévia discussão visando à celebração de um protocolo, não é possível à administração avaliar a adequação dos termos da Proposta – que não atribui qualquer prêmio para a Companhia – nem realizar a análise adequada das informações sobre a companhia de capital fechado”. No entanto, deixou em aberto uma possibilidade de conversa futura, já que vê sinergias interessantes na operação. Acreditamos que as ações da IMC deverão se manter voláteis, já que a mesma deixou em aberto uma futura negociação.

Processos regulatórios contra a Oi (OIBR4) são arquivados. Após a aprovação do plano de recuperação judicial da companhia, ainda que com alguns questionamentos em curso, o conselho diretor da Anatel optou por encerrar o processo de caducidade da concessão e decassação de licenças da operadora que estava sendo discutido pelo regulador em meados do ano passado diante do impasseentre os acionistas, credores e executivos da Oi. Além desse processo, o Tribunal de Contas da União aprovou arejeição do TAC, revogado desde 2016, que somava multas em torno de R$ 5 bilhões à Oi. Duas notícias que podem levar os ativos OIBR4 para o campo positivo no curto prazo.

Fraco desempenho da Ultrapar (UGPA3). Os números da Ipiranga foram mais modestos do que o esperado, com o volume de vendas do Ciclo Otto avançando apenas 1% no último ano, frente a 2016, e do diesel recuando 2% na mesma base de comparação. Os custos dos combustíveis trouxeram impacto negativo, pressionando a margem do período. As outras áreas de negócios também apresentaram desempenho mais fraco, com a Ultragaz sendo impactada pelo acordo assinado com o CADE e a Ultracargo pelo recebimento de seguro em 2016. A Oxiteno registrou bom desempenho no 4° trim, mas não o suficiente para reverter a queda no EBITDA e nas margens no consolidado do ano. A companhia irá distribuir dividendos de R$ 0,90 por ação, que corresponde a um yield de aproximadamente 1,15%. Papéis ficam ex no início de março, no dia 02. Contudo, suas ações devem responder de forma negativa ao resultado.

Marcopolo (POMO4) volta a ganhar participação de mercado. Os resultados da companhia foram afetados por uma série de eventos não recorrentes, relacionados à venda parcial deações de uma de suas subsidiárias em 2016, ao incêndio em uma unidade e a reestruturação realizada no início do último ano. Expurgando tais efeitos é possível ver uma paulatina melhora operacional, puxada pelo aumento da demanda por rodoviários e micros nomercado doméstico. O market share da companhia no país foi de 48,1% ano passado, frente a participação de 41,3% registrada em 2016. Junto aos resultados, a companhia anunciou queirá distribuir dividendos de R$ 0,021 por ação, aos acionistas posicionados na próxima segunda-feira (26/02), ex na terça dia 27. O pagamento deve ocorrer em 29/03 e o yield é de 0,5%. A divulgação deve refletir de forma marginalmente positiva sobre suas ações.

Braskem (BRKM5) tem acordo homologado nos EUA. A Corte norte americana homologou a proposta firmada com o líder da ação coletiva movida pelos acionistas contra a companhia, devido à suspeitas de envolvimento da Braskem em um esquema de pagamento de propina na compra de Nafta, junto a Petrobras. O acordo prevê o pagamento de US$ 10 milhões pela companhia aos investidores, a fim de encerrar  todas as demandas dos detentores de ADRs. Como a proposta já era conhecida pelo mercado, a novidade deve trazer pouca influência sobre suas ações hoje.

Copasa (CSMG3) deve divulgar bons resultados. Hoje, após o pregão, a concessionária deve divulgar bons números, impulsionados por fatores como o maior volume faturado, o reajuste tarifário e a estratégia de controle de custo se busca por ganhos de eficiência operacional. A estimativa é que no 4° trimestre do último ano, a receita líquida avance 10% frente a 2016, enquanto o EBITDA deve crescer ainda mais, em torno de 20%, com ganho de margem. A expectativa de bons resultados deve trazer influência positiva para os papéis da companhia a partir de hoje.

BRF (BRFS3) reportará resultados. A companhia reportará seus números depois do fechamento do mercado dehoje, com perspectivas de melhora em seu faturamento neste 4T17. Esperamos números melhores por conta de seu processo de reestruturação e, principalmente, pela redução de custo com insumos dado os preços de grãos que continuam em patamares ainda atrativos, o que poderá continuar favorecendo as margens operacionais da empresa. Mas o que realmente irá continuar deixando os papéis da empresa voláteis é mudança de presidente. Certamente o mercado irá esperar os próximos movimentos do presidente, já que a companhia vinha de sucessivos resultados aquém do esperado.

Esperamos bons resultados para a Magazine Luiza (MGLU3). A companhia reportará seu resultado do 4T17 no final do pregão de hoje, com perspectivas positivas. Esperamos que os bons números continuem, dado o seu processo de expansão da oferta de produtos de terceiros em marketplace e o foco na sua transformação digital e pela sazonalidade, haja vista que o 4º trimestre é o melhor trimestre em vendas para o setor, dada as vendas de Natal e principalmente pelas vendas na Black Friday. Desta forma, esperamos que suas ações respondam positivamente, já que vêm apresentando fortes quedas nos últimos pregões, abrindo espaço para entrada no papel.

RD (RADL3) reportará resultados do 4T17. As expectativas para o resultado da RD são positivas, o otimismo quanto aos seus números se mantém dada as aberturas de lojas, além da maior maturação de suas lojas, aliado com o controle de seus custos e despesas. Outro ponto de destaque positivo é que a empresa mesmo com seu plano agressivo de abertura de lojas continua com baixa alavancagem, com grande parte do seu endividamento no longo prazo e com taxas baixas.
 

AGENDADE DIVIDENDOS
 


 

AGENDADE RESULTADOS


Bons negócios


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