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Notícias

23/02/2018

Diário Matinal Coinvalores - 23 de fevereiro de 2018

 

Bom dia,

1Inflação segue arrefecendo e abrindo espaço para queda na SELIC. Hoje o dia contou com a divulgação de três índices de inflação ao consumidor, os chamados IPCs, sendo o principal deles o IPCA-15. O índice teve uma leve desaceleração em fevereiro, ao registrar alta de 0,38%,em linha com as expectativas de mercado, apesar das pressões advindas dos grupos de Educação (+4,01%) e de Transportes(+1,11%) que sazonalmente impactam o indicador. Em contrapartida, houve forte desaceleração (de 0,76% para 0,13%) no grupo de Alimentos e Bebidas, além da deflação nas categorias de Habitação (-0,51%) e Vestuário(-0,73%). No mesmo sentido, o IPC-S recuou 0,2 ponto percentual nessa semana, ao registrar variação de 0,26%, bem abaixo da mediana das previsões em 0,34%, enquanto que o IPC apurado pela FIPE registrou deflação de 0,23% na terceira quadrissemana deste mês. Esses resultados deverão reacender as apostas nos mercados quanto a possibilidade do Banco Central dar mais um corte adicional na taxa básica de juros na reunião de março, levando a SELIC a 6,5% ao ano.
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Indicadores sem surpresas na Europa. A revisão do PIB alemão apenas confirmou o resultado anterior, com crescimento de 2,3% na comparação com o 4T16 e 2,2% no consolidado de 2017, ritmo mais forte que o esperado no começo do ano passado, mostrando que a recuperação econômica por lá está forte. Já o CPI, índice de inflação ao consumidor, da zona do euro desacelerou para 1,3% em janeiro, com Espanha, Portugal e Itália com inflação abaixo da média e mesmo França e Alemanha, cujos índices vieram acima da média, seguem bem abaixo da meta de 2,0% do BCE, e esse é um dos pontos que o comitê de política monetária tem destacado para manter a política monetária expansionista.

Agenda amena nos EUA. Sem indicadores relevantes, o mercado fica de olho na entrega do relatório semestral de política monetária do Fed para o Congresso americano, antes do novo chair do Fed falar às duas casas na próxima semana. No final do dia, o presidente do Fed de São Francisco, que tem direito a voto nesse ano, discursa em Los Angeles sobre perspectivas para a economia americana. As apostas seguem divididas quanto ao número de elevações nos juros para esse ano e qualquer sinalização de membros do comitê deve movimentar os mercados.

Bolsas europeias abrem pressionadas. Na Ásia, o pregão foi positivo, seguindo a direção do fechamento do mercado americano de ontem. Já na abertura da Europa, os mercados operam de lado, com leves quedas entre os principais índices, apenas com o DAX, da Bolsa de Frankfurt no campo positivo, ainda assim bem leve, após adivulgação do PIB alemão.
 

 

aSólido resultado da CCR (CCRO3). A companhia viu os números de tráfego das suas estradas melhorarem nesse trimestre, especialmente no segmento de veículos pesados, que foram 6,6% mais numerosos que no mesmo trimestre do ano anterior. Em veículos leves, a elevação do tráfego foi bem menor, de 2,2%. A melhora no tráfego foi importante porque os reajustes no ano passado foram bem menores do que em 2016, por conta da inflação já cadente (a tendência segue para 2018). A tarifa média em suas estradas foi apenas 3,2% maior do que a tarifa média do 4T16. Vale destacar que nos últimos dois anos, mesmo com a menor agressividade que a companhia mostrou nos leilões de infraestrutura (já em 2018, a empresa foi a vencedora do leilão de duas linhas do metrô de SP), a CCR comprou participações adicionais em uma série de concessões que já participava, o que ajudou a impulsionara receita. Dessa forma, a receita líquida avançou 19,5% na comparação com o 4T16 e se elevaria em 12,4%, contando a mesma base de ativos, com as participações antigas. A margem EBITDA avançou 2,9 p.p., atingindo 61,3%, patamar bem saudável. A CCR propôs dividendo de R$ 0,20 poração, yield de 1,3% com fechamento de ontem, a seraprovado em AGO. Consideramos os números positivos e os papéis da CCR bem descontados e vemos as quedas dos últimos meses como uma oportunidade de posição no ativo.

Magazine Luiza (MGLU3) mais um trimestre extraordinário. A companhia novamente reporta números positivos e acima das expectativas de mercado. No 4T17, sua receita líquida evoluiu 31%, com forte crescimento de 20% nas lojas físicas e de 60% no e-commerce. O EBITDA do período ficou 38% maior, com margem de8,6% e alta de 260% do lucro líquido neste 4T17 ante o 4T16. A empresa termina 2017 com uma posição de caixa líquido de 1,7 bilhão de reais, para suportar todos os projetos de crescimento e transformação digital programados para 2018. Além disso, vale comentar que o cenário econômico vem melhorando e ainda teremos a Copa do Mundo para acelerar o aumento de suas vendas. Além disso, suas ações acabaram sofrendo quedas nos últimos pregões dando oportunidade de entrada no papel. A Magazine Luiza também informou que lançou um plano de recompra de ações, equivalentes, nesta data, a 1,57% das ações totais emitidas e a 4,42% das açõesem circulação, com um prazo de até 365 dias.

Grendene (GRDN3) reporta números operacionais satisfatórios. A companhia reportou aumento de 10,1% em sua receita líquida, altade 20,4% no EBIT e de 19,4% no EBITDA e 4,2% de elevação no lucro líquido neste 4T17 em relação ao 4T16. No período em análise a linha que ficou fora das expectativas foi o seu resultado final, por menores volumes no mercado interno e principalmente pelas mudanças nos tributos que continuam impactando o lucro. A companhia continua sendo conservadora e mantém sua meta de crescimento de 10 anos com elevação entre 8% e 12% na receita bruta, de 12% e 15% do lucro líquido e mantém o objetivo de investimento na casa dos 8% a 10% da receita líquida. A Grendene também anunciou a distribuição de JCP/Dividendos complementares no valor de R$ 0,065 para dividendos e R$ 0,37 (valor já líquido) em JCP, as ações ficarão ex-dividendo a partir de 04/05 e pagamento em 16/05. Consideramos que suas ações possam responder negativamente no pregão de hoje, haja vista que o bottom line veio um pouco abaixo da expectativa. 

RD (RADL3) divulga forte resultado. A companhia encerrou o 4T17 com crescimento de 14,5% em sua receita líquida, sobre o 4T16. No ano a companhia abriu 210 lojas e encerrou 20, terminando o período com 1.610 filiais em todo oPaís, ficando acima da projeção de 200 aberturas de lojas. Com isso, a participação de mercado totalizou 12,0% no 4T17, um incremento de 0,5 ponto percentual sobre o 4T16. O EBITDA aumentou 18,3%, com uma margem de 8,2% contra os 7,7% do 4T16. E por fim, o lucro líquido veio 143% maior na mesma base de comparação. Além da melhora em seus números a companhia também conseguiu ganhar market share e ainda mantém baixa alavancagem para suportar o seu plano de crescimento em abertura de lojas, sendo projetada abertura de 240 lojas para este ano. Acreditamos que suas ações possam responder positivamente no pregão de hoje.

Conselho da Locamerica (LCAM3) aprova os termos da incorporação da Unidas. A proposta que será votada em AGE marcada para o próximo dia 9 dá conta do pagamento em torno de R$ 400 milhões(que já foram captados via debêntures) por 40,3% do capital da Unidas e a incorporação dos 59,7% remanescentes pela relação de troca de ações em 1 para 1,056633. Esses termos já estavam na proposta original apresentada ao final do ano passado e seu encaminhamento já tem balizado a trajetória dos papéis LCAM3 desde então. De todo modo, acreditamos que a aprovação do conselho tende a manter seus ativos no campo positivo em bolsa.

Copasa (CSMG3) tem sólido resultado. Os números da companhia ficaram em linha com nossas estimativas, com EBITDA saltando 9% no acumulado de 2017 contra 2016 e o lucro avançando quase 30% na mesma base de comparação. O reposicionamento tarifário e o incremento no número de ligações de água e esgoto impulsionaram o faturamento do período, sendo parcialmente compensado pela queda anual de 2,2% no consumo médio por unidade. Em termos de custos, uma mudança na metodologia, referente a PPP do Rio Manso, trouxe impacto negativo, bem como alta com serviços de terceiros e na provisão para crédito de liquidação duvidosa, o que culminou em leve pressão na margem EBITDA,que saiu de 36,1% em 2016 para 35,6% agora. A companhia irá distribuir JCP de R$ 0,3098 (líquido) por ação. Os papéis ficam ex na próxima quarta-feira (28/02) e o yield é de 0,68%. Os resultados, como não trouxeram grandes novidades, não devem influenciar de forma significativa o desempenho de suas ações ao longo do pregão hoje.

Resultado da Engie (ENGIE3) supera expectativas. A geradora entregou sólidos resultados no 4T17, com o volume devendas de energia avançando 6,7% em doze meses. O reconhecimento das receitas advindas das usinas Jaguara e Miranda, a partir de novembro, e as transações realizadas no mercado de curto prazo também contribuíram positivamente. Ademais, o controle de custos, incluindo um programa de demissão voluntária, colaborou para o ganho de 2,1 pontos percentuais na margem EBITDA, que atingiu 51,6% no trimestre. A companhia propôs a distribuição de dividendos complementares no valor de R$ 0,9755 por ação, o equivalente a um yield de 2,6%. A proposta será avaliada na AGO marcada para 11 de abril, quando deverá ser definida a data ex e de pagamento. Suas ações devem responder de forma positiva à divulgação.

Cosan (CSAN3) tem resultado pressionado no 4T, mas cumpre guidance no ano. No último trimestre os números da companhia foram afetados pelo menor preço médio de venda na Raízen Combustíveis e na Raízen Energia, que mais do que compensaram o maior volume de vendas. Nos combustíveis, vale ressaltar, que a companhia continua ganhando share, devido sua estratégia de relacionamento de longo prazo com os postos revendedores. Os números do período foram alavancados pela cessão de direitos creditórios e pelo resultado da venda de participação na Radar, mas, expurgando esses efeitos, não recorrentes, a companhia teria registrado prejuízo de R$ 101,4 milhões no trimestre. Ainda assim, no acumulado de 2017 a companhia atingiu as principais linhas do guidance, ficando inclusive mais próximo da banda superior em todas as áreas de negócio. Por falar em guidance, para 2018 a companhia apresentou uma projeção preliminar, que aponta que o EBITDA consolidado deve variar entre -4,6% e +5,2%, puxado principalmente pela Raízen Energia e pela Comgás. A divulgação pode trazer impacto marginalmente negativo para os papéis da companhia hoje.

Bom desempenho da Comgás (CGAS5). A companhia apresentou bom desempenho no último trimestre doano, com o volume de vendas avançando 4% frente ao 4T16, puxado, pela classe comercial, dado a adição de novos clientes, pela gradual retomada do consumo na classe industrial e também pelo melhor resultado em cogeração. Soma-se a isso o reajuste das tarifas e os esforços da companhia para ganho de eficiência operacional, mediante a redução dedespesas, e o EBITDA normalizado saltou 16%, com margem de 27,8%, ambos em comparação ao 4° trim/16. Para 2018, a companhia projeta que o EBITDA normalizado apresente um crescimento entre 1,9% e7,7%. Seus papéis podem reagir de forma positiva no curto prazo.

A operação Carne fraca continua afetando o resultado da BRF (BRFS3). A companhia reportou aumento de apenas 3,6%, refletindo acima de tudo os menores volumes exportados, por conta do fechamento de algumas regiões e por menores preços tanto no mercado interno quanto no externo. Já o EBITDA caiu 13,4% emrelação ao 4T16 e o resultado final foi um prejuízo de R$ 807 milhões. Outros dois pontos negativos foram a perda de participação de mercado da empresa no Brasil, que tem as marcas Sadia e Perdigão, na categoria frios e o outro foi o forte aumento da alavancagem, onde sua relação dívida líquida sobre EBITDA passou no período de 3,25 vezes para 4,79 vezes. Dados os números aquém do esperado acreditamos que suas ações irão performar negativamente no pregão de hoje.
 

AGENDADE DIVIDENDOS
 


 

AGENDADE RESULTADOS


Bons negócios


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