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Notícias

26/02/2018

Diário Matinal Coinvalores - 26 de fevereiro de 2018

 

Bom dia,

1Confiança arrefece na construção, mas tendência continua positiva. Em fevereiro, o índice de confiança da construção registrou queda de 1,2 ponto frente a janeiro, puxado principalmente pelo menor otimismo dos empresários com relação às perspectivas de curto prazo, enquanto o índice que mede a percepção dos empresários quanto ao momento atual mostrou leve avanço no período, de 0,6 ponto. De toda forma, após oito meses de alta consecutiva, esse resultado não altera a tendência ascendente, mas, mostra que "o caminho a ser perseguido não será fácil", segundo o coordenador da pesquisa.

Inflação menor e PIB maior no Boletim Focus. Os principais ajustes nas projeções macroeconômicas ocorreram nas previsões de inflação para 2018, coma mediana para o IPCA saindo de 3,81% para 3,73%, movimento também visto no IGP-M (de 4,50% para 4,36%) e no IGP-DI (4,18% ante 4,36% há uma semana). A estimativa para o PIB também chamou atenção, com a mediana há quatro semanas saindo de 2,66% para 2,89% no relatório dessa semana. As demais projeções não sofreram alterações relevantes, valendo ressaltar que a previsão para a SELIC ainda se mantém em 6,75% ao final deste ano, apesar das discussões recentes sobre a possibilidade do Banco Central reduzir em 0,25 p.p. os juros na próxima reunião, marcada para 21 de março.
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Agenda americana. A semana promete ser agitada nos EUA, com destaques para os discursos de membros do Fed e de presidentes regionais da instituição. A maior expectativa é para as falas do novo chair do banco central no Congresso americano. Jerome Powell fala amanhã a um comitê da Câmara e na quinta para um comitê do Senado sobre o relatório semestral de política monetária divulgado na última sexta, e considerado dovish pelo mercado. Hoje, o diretor do Fed, Randal Quarles, discursa no final da tarde. Além dele, o presidente do Fed de St. Louis fala hoje, mas este não tem direito a votar nesse ano. Entre os indicadores, destaque para índice de atividade econômica nacional do Fed de Chicago, que deve mostrar uma leve desaceleração.

Bolsas em alta. Na esteira do bom desempenho das Bolsas americanas na tarde da última sexta, os mercados asiáticos abriram a semana em alta, repercutindo o relatório semestral de política monetária que comentamos anteriormente e as falas do presidentedo banco central japonês de que não vê necessidadede revisar o relaxamento monetário em curso. As Bolsas da Europa também abriram em alta, esperando um discurso também mais dovish do presidente do BCE, Mario Draghi, que fala hoje no final da manhã (no nosso fuso) em Bruxelas.
 

 

aBrookfield faz nova proposta à Renova (RNEW11). A Brookfield Energia Renovável realizou uma nova proposta que prevê a aquisição de todo o Complexo Alto Sertão III e aproximadamente 1,1 GW em determinados projetos eólicos em fase de desenvolvimento. O valor ofertado é de R$ 650 milhões, sujeito a um acréscimo de até R$ 150 milhões, vinculado à geração futura do Complexo, a ser apurada após 5 anos de sua entrada em operação, além de outros R$ 187 mil por MW de capacidade instalada para os projetos eólicos em desenvolvimento. Se a proposta for aceita pela administração da companhia, será concedido um novo período de exclusividade a Brookfield, de 30 dias, prorrogáveis por mais 30 dias adicionais. A notícia pode dar novo ânimo aos papéis da Renova.

A briga interna continua na BRF (BRFS3). As ações da BRF vêm tendo fortes quedas, não só pelo fraco resultado reportado no 4T17, conforme comentamos em nosso Diário na última sexta feira, mas também pelas constantes brigas internas. Desta vez foram os fundos Petros, Previ e outros acionistas que propuseram uma AGE para a destituição de todos os membros do conselho. Segundo os fundos, é necessária uma reformulação da estratégia de gestão para melhorar os resultados, além de ter um pessoal mais “profissional, independente e experiente”. A AGE é para deliberar sobre as seguintes matérias: (i) destituição de todos os membros do Conselho de Administração da Companhia; (ii) aprovação do número de 10 membros; (iii) eleição de novos membros para ocuparem os cargos; e (iv) eleição do Presidente e do Vice-Presidente do Conselho de Administração. Com todas essas desavenças e os fracos números reportados acreditamos que suas ações continuarão sendo afetadas negativamente.

Movida (MOVI3) convoca AGE para incorporar subsidiária. A companhia de locação veicular apresentou a proposta da administração que será remetida à assembleia de acionistas no próximo dia 12. Pretende-se incorporar integralmente a Movida Gestão eTerceirização de Frotas S.A., atualmente sua subsidiária, de forma a simplificar a estrutura organizacional, além de reduzir custos administrativos e otimizar as estruturas de todos os segmentos de operação da Movida. O gasto estimado para a efetivação deste processo é de R$ 200 mil aproximadamente. Entendemos que as potenciais sinergias da incorporação são favoráveis a Movida, o que pode levar os seus papéis a reagirem positivamente no pregão de hoje.

Eletrobras (ELET6) venderá participação em SPEs. O conselho de administração da elétrica aprovou a alienação das participações societárias da Eletrobras em SPEs (sociedades de propósito específico) detidas pela holding e pelas subsidiárias: Chesf, Furnas, Eletronorte, Eletrosul e Eólica Mangue Seco 2. Será ofertada a participação em 70 SPEs ao todo, por meio de leilão previsto para ocorrer no início de junho, no dia 07. A iniciativa tem como principal objetivo a redução da alavancagem da companhia, e está alinhada com seu plano estratégico para 2018-2022. As ações da Eletrobras devem responder de forma positiva à novidade.

Hypera Pharma (HYPE3) reporta bom resultado. A companhia (antiga Hypermarcas) reportou bom resultado neste 4T17, com elevação de 17,6% na receita líquida, de 27,4% no EBITDA e 117,7% em seu resultado final, em relação ao mesmo período de 2016. Tal resultado advém principalmente da expansão em volume nesse período, com destaque para produtos de marca, além da melhoria do resultado financeiro. Também contribuiu para uma maior lucratividade a redução da carga tributária em função da declaração, ainda no 4T17, de JCP. A companhia ainda divulgou seu guidance para 2018, com projeção de um EBITDA chegando em R$ 1,35 bilhão (+9,5% em relação a 2017) e um lucro líquido ao redor de R$ 1,1 bilhão (praticamente em linha com o ano passado). Acreditamos que suas ações irão performar positivamente no pregão de hoje.

Portobello (PTBL3) apresenta números melhores neste 4T17. A companhia reportou resultado positivo neste 4T17, com elevação de 4% em sua receita líquida, refletindo principalmente o crescimento das exportações. O EBITDA ficou 7,8% maior, com margem EBITDA aumentando 6 p.p., ante o 4T16, por conta do bom desempenho das vendas em relação as despesas, aliado a maturação dos novos negócios. Já o lucro líquido veio menor em 8% na mesma base de comparação, refletindo a piora em seu resultado financeiro. Acreditamos que suas ações irão performar positivamente no pregão de hoje, haja vista, que a companhia vem melhorando seus números e apresentou forte crescimento de margem, além disso, vem se desalavancando, saindo de uma relação Dívida Líquida/EBITDA de 4,03x em 2016 para 2,09x em 2017.

Energisa (ENGI11) distribuirá proventos. A companhia irá distribuir R$ 173 milhões em dividendos, o que equivale a R$ 0,50 por unit e a um yield de cerca de 1,5%. Os papéis ficam ex na quinta-feira, dia 1° de março e o pagamento será realizado na semana seguinte, no dia 08/03.

Tietê (TIET11) e CTEEP (TRPL4) devem divulgar bons resultados. A estratégia de sazonalização da Tietê aliado ao maior preço médio de energia no mercado spot devem favorecer seus números do 4° trimestre. A expectativa é que sua receita avance em torno de 10%, enquanto que o EBITDA deve crescer cerca de 20% frente ao 4T16, propiciando interessante ganho de rentabilidade. Para a Transmissão Paulista as estimativas também são boas, versus o resultado normalizado do 4T16, com estimativa de EBITDA crescendo cerca de 30%, com expressiva recuperação de margem EBITDA. Destaque também para a possível distribuição de proventos de ambas as companhias. Diante de tais perspectivas, os papéis TIET11 e TRPL4 podem apresentar desempenho positivo já a partir do pregão de hoje.

Cielo (CIEL3) aprova programa de recompra. Acompanhia vai adquirir até 1,55 milhão de ações, o que equivale a 0,14% das CIEL3 emcirculação. Plano vai até 22 de fevereiro do ano que vem. A iniciativa é positiva, mas deve ter muito pouco impacto nos papéis, por conta do baixo volume de ações que a companhia poderá recomprar nesse programa.
 

AGENDADE DIVIDENDOS
 


 

AGENDADE RESULTADOS


Bons negócios


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