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27/02/2018

Diário Matinal Coinvalores - 27 de fevereiro de 2018

 

Bom dia,

1IGP-M apresenta avanço menor no mês. O índice geral de preços de mercado apresentou variação de 0,07% em fevereiro, ficando abaixo do reportado em janeiro, no entanto, acima das previsões de mercado, que esperavam uma desaceleração maior, para 0,02%. O índice acumulado em 12 meses apresenta queda de 0,42%. Os preços no atacado caíram 0,02% em fevereiro, forte desaceleração em relação à variação positiva de 0,91% de janeiro, principalmente por conta dos preços de combustíveis. Os preços ao consumidor variaram 0,28%, ante 0,56% no mês passado, com cinco das oito classes de despesas registrando recuo em suas taxas de variação. Já os custos da construção apresentaram aumento de 0,14% em fevereiro, contra 0,28% em janeiro.
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Powell no Congresso. O destaque do dia é o depoimento do novo presidente do banco central americano em um comitê da Câmara, que está marcado para o meio dia, horário de Brasilia. O tom do discurso de Jerome Powell certamente definirá o sentido das Bolsas à tarde. Uma fala mais dovish, que reforçaria a visão de três subidas de juros nesse ano e levaria as Bolsas para o campo positivo. Um tom mais hawkish levaria o mercado a aumentar as apostas em uma subida adicional e traria um movimento de realização nos mercados. Entre os indicadores, destaque para a balança comercial de janeiro, logo cedo, que para desespero do presidente Trump deve mostrar um déficit maior que o do mês anterior e para a confiança do consumidor, essa já de fevereiro, que deve mostrar melhora.

Agenda europeia. Mais cedo, a Comissão Europeia divulgou o indicador de confiança na economia da zona do euro, que mostrou desaceleração, mas continua em um nível elevado e superou as expectativas de mercado. A Itália, a despeito das incertezas que rondam as eleições do final de semana, fugiu da regra e mostrou melhora no índice de confiança nesse mês. Às 10h, sai o CPI alemão, que deve mostrar aceleração frente a janeiro, mas ainda assim ficar menor no acumulado de 12 meses. Essa tendência foi reforçada pela divulgação dos CPIs regionais hoje cedo, que vinham de queda no mês passado, mas passaram para o campo positivo.

China apresentará seus PMIs. As sondagens referentes ao mês de fevereiro serão divulgadas e as expectativas são novamente de desaceleração. O PMI do setor de serviços deverá se manter acima dos 55 pontos, mas com diminuição frente aos 55,3 registrados em janeiro. Da mesma forma se espera que o PMI industrial tenha uma leve redução de 51,3 pontos na leitura passada para 51,2 nesta. Com isso, o indicador composto deverá se manter no campo expansivo, porém arrefecendo ao sair dos 54,6 pontos atingidos no primeiro mês deste ano.

Bolsas em compasso de espera. Na Ásia, o Nikkei ainda responde à perspectiva de manutenção dos estímulos monetários por lá, enquanto as Bolsas chinesas experimentaram queda, na expectativa de desaceleração do crescimento econômico por lá nesse começo de ano. Na Europa, a terça é de leves quedas nas Bolsas, mesmo com a confiança acima da expectativa, aguardando a fala do novo chair do Fed no Congresso americano.

 

aGuararapes (GUAR4) reporta bom desempenho no 4T17. A companhia reportou crescimento de 9,3% em sua receita líquida total neste 4T17. As suas vendas em mesmas lojas crescem 7,7%, com as vendas totais de mercadorias subindo 11,9%. Já as receitas da financeira cresceram 2,7% e as do shopping aumentaram 5,8% neste 4T17 em relação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA ajustado veio 42,4% maior e o lucro líquido cresceu 29,6% no 4T17 em relação ao 4T16. Este bom desempenho reflete o crescimento das vendas em mesmas lojas e na consistência da expansão da margem bruta de mercadorias, além da maturação das operações de celular e de perfumaria, aliado ao maior controle de despesas operacionais e, também, da recuperação de créditos fiscais. Outro ponto positivo foi a sua desalavancagem, a companhia saiu de uma relação dívida líq./EBITDA de 1,4x no 4T16 para 0,6x no trimestre em análise. Acreditamos que suas ações deverão performar positivamente no pregão de hoje, dado o bom resultado divulgado.

Redução de RAP afeta resultados da Taesa (TAEE11), dividendos são destaque. Os números da companhia ficaram um pouco aquém do esperado nesse trimestre, com EBITDA regulatório crescendo apenas 1,4% frente ao 4T16, e a margem recuando 0,6 pontos percentuais, para 88,4%. Além do menor reajuste da receita pela inflação, seis empreendimentos sofreram o corte proporcional de 50% da Receita Anual Permitida, ao atingir o 16° ano de operação, conforme previsto nos contratos de concessão. Não obstante, os custos com pessoal, material e serviços avançaram no trimestre, enquanto que a menor despesa financeira deu algum ímpeto ao resultado final. Cabe destacar que a companhia propôs a distribuição de dividendos, no valor de R$ 0,46 por unit. O yield é de 2,15% e as datas ex e de pagamento ainda serão definidas. O impacto dos resultados mais fracos deve ser amenizado pelos proventos.

Resultado aquém do esperado da Tietê (TIE11). A elétrica apresentou desempenho aquém do esperado no 4° trimestre, apesar da alta de 16,8% no EBITDA, frente ao 4T16. A hidrologia mais desfavorável e o elevado custo com compra de energia para revenda se sobressaíram frente ao maior volume e preço de venda no mercado spot e a incorporação da receita do Complexo Eólico Alto Sertão II. Não obstante, a aquisição do complexo eólico elevou significativamente as despesas financeiras da companhia, levando a redução de 47,8% no lucro líquido do trimestre, em doze meses. A companhia propôs a distribuição de dividendos no valor de R$ 0,1211 por unit, que corresponde a um yield de cerca de 1,0%.  A proposta deve ser analisada na AGO prevista para 24 de abril, quando será definida a data ex e de pagamento. Suas ações devem responder de forma negativa às divulgações.

Transmissão Paulista (TRPL4) tem números impulsionados por RBSE. O início do recebimento da indenização pelos ativos não amortizados, no valor de R$ 823,4 milhões, aliado a entrada em operação de novos empreendimentos favoreceu o desempenho da companhia em 2017. Além disso, houve a reversão de contingências, devido a decisões judiciais favoráveis e revisão dos prognósticos, o que mitigou o efeito da alta dos custos com pessoal e serviços, bem como a expressiva piora no resultado de equivalência patrimonial. Dessa forma, o EBITDA mais que dobrou no período, enquanto a margem EBITDA saltou dos 51,3% registrados em 2016 para 76,0% agora. Com números dentro do esperado, a divulgação não deve trazer grande influência para os papéis TRPL4 hoje.

Perspectiva é positiva para resultado da Vale (VALE3). A mineradora deve divulgar números sólidos em 2016, com crescimento de EBITDA, margem e lucro líquido, dado a cotação do minério em patamar atrativo e os esforços da companhia para ganho de eficiência operacional e maximização da rentabilidade. A redução de sua alavancagem também deve ser destaque positivo. Cabe ficar atento a uma possível divulgação sobre a nova política de dividendos, haja vista que a nova gestão planeja tornar a Vale uma empresa mais previsível nesse aspecto, a fim de reduzir parte do desconto observado nos múltiplos da Vale frente aos pares internacionais. A expectativa de bons resultados deve dar novo fôlego a suas ações.

Rumo (RAIL3) e sua controladora, Cosan Logística (RLOG3), soltam o balanço hoje. Após o pregão, a companhia de transporte e a holding de logística do grupo Cosan apresentarão seus números que, no comparativo anual, deverão ganhar expressivo destaque, com estimativas dando conta de que a receita líquida aumentará 50%, o EBITDA praticamente dobrará e haverá a reversão do prejuízo em lucro líquido entre os períodos. Em nossa avaliação, grande parte dessa melhora operacional e financeira da Rumo já foi precificada em suas ações ao longo de 2017, porém a confirmação desse bom resultado no último trimestre poderá levar os papéis RAIL3 e RLOG3 para o campo positivo no curto prazo em bolsa.
 

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