Menu

Notícias

28/02/2018

Diário Matinal Coinvalores - 28 de fevereiro de 2018

 

Bom dia,

Índice de confiança de serviços avança em fevereiro. O índice avançou 1,3 ponto em fevereiro, ficando em 93,1 pontos, sendo o maior nível desde abril de 2014, quando atingiu 95,9 pontos. Este desempenho positivo foi influenciado pela melhora tanto da situação atual quanto das perspectivas de curto prazo. O índice de expectativas retornou ao patamar de março de 2014. Já a utilização da capacidade instalada do setor de serviços variou -0,1 p.p. em fevereiro, para 82,2%.

Taxa de desemprego fica em 12,2% em janeiro. A taxa de desemprego ficou em 12,2% no trimestre encerrado em janeiro, apresentando elevação quando comparamos ao registrado no trimestre encerrado em dezembro, quando a taxa foi de 11,8%. Isso significa que 12,7 milhões de pessoas estão desempregadas no país, segundo os dados divulgados pelo IBGE.

Indicador de incerteza da economia apresenta queda em fevereiro. O índice caiu 7,1 pontos, entre janeiro e fevereiro de 2018, ao passar de 109,6 pontos para 102,5 pontos. No entanto, espera-se que a proximidade das eleições possa deixar este indicador bem volátil.

a

Agenda repleta hoje nos EUA. O discurso do presidente do Fed, marcado para as 12h do horário de Brasília, seguirá como principal influenciador dos mercados. Ontem, na Câmara, Jerome Powell defendeu o processo de normalização gradual dos juros básicos e do balanço da instituição diante do crescimento econômico norte-americano e da reação da inflação, o que foi suficiente para elevar as apostas de que o Fed subirá quatro vezes a taxa neste ano. O tom da fala de hoje novamente deverá balizar o humor dos investidores, mas também teremos a revisão do PIB do quarto trimestre de 2017, com expectativas em torno de 2,5% de crescimento anualizado, indo de encontro ao panorama de retomada consistente da atividade. Por fim, saem os dados semanais de estoque de petróleo por lá que movimentam as cotações da commodity.

PMIs chineses desaceleraram mais do que era esperado. O índice da sondagem industrial saiu de 51,3 pontos no mês passado para 50,3 em fevereiro, bem abaixo dos 51,2 pontos apontados pela mediana de mercado. No mesmo sentido, o PMI do setor de serviços ficou em 54,4 pontos frente aos 55,3 registrados em janeiro e a previsão de 55,0 pontos. Hoje saem os dados industriais apurados pela Markit que deverão seguir a mesma toada, arrefecendo em relação às últimas leituras, porém mantendo-se no campo de expansão da atividade.

CPI da zona do euro apresenta leve queda. O CPI da zona do euro apresentou leve desaceleração ficando em 1,2% em fevereiro, contra 1,3% de janeiro. E o núcleo da inflação ficou abaixo do esperado, passando de 1,2% para 1,0%, o que deve aumentar o interese nos próximos discursos de dirigentes do BCE.

Bolsas recuam. O otimismo de Jerome Powell, ontem, trouxe de volta à tona a possibilidade de quatro altas nos juros esse ano, aumentando a cautela mundo afora. Nesse sentido, as Bolsas europeias operam majoritariamente em baixa nesta manhã, assim como os índices asiáticos fecharam em queda, potencializada pelos dados de atividade mais fracos na China e no Japão.

 

aOperacional segue forte, mas não recorrentes machucam a Smiles (SMLS3). A companhia continuou mostrando bom crescimento do acúmulo e dos resgates de milhas, novamente com ganhos de market share. Até a linha de lucro bruto, o resultado veio sem grandes novidades, com margem bruta em linha com a apresentada no trimestre anterior. Nas linhas de despesas vieram as surpresas do trimestre. Gastos que a Smiles classificou como desenvolvimento de negócios, que são gastos que a empresa teve com uma consultoria, e a baixa para prejuízo de R$ 15,2 milhões com a Netpoints. O resultado financeiro, que no caso da companhia é positivo, veio menor que nos trimestres anteriores por conta da queda da taxa de juros. Os dividendos propostos pela Smiles para esse ano ficaram abaixo da nossa expectativa. A companhia propôs pagar R$ 3,65 por ação, valor a ser aprovado em assembleia, o que significa um yield de 4,4%, abaixo da faixa que aguardávamos, o que pode pesar nos papéis, a despeito do resultado operacional seguir bem forte.

Bom desempenho da Iguatemi (IGTA3). A companhia de shoppings conseguiu entregar o guidance de crescimento de receita para o ano e superou o teto do guidance de margem EBITDA (que o mercado considerava bem tímido, vale lembrar), com um bom resultado no quarto trimestre. Destaque para a volta das receitas com revendas de pontos, que andavam menores por conta da crise. Em todo o ano de 2017, as receitas com revendas de pontos totalizaram R$ 22,2 milhões, e apenas no 4T17 foram R$ 10,5 milhões. Outro ponto relevante foi a queda de 10% nos custos na comparação com o 4T16, ajudados por revisões em contratos de operação de estacionamentos. Dessa forma, o FFO, espécie de lucro líquido ajustado do setor, saltou 19,2% na comparação anual, também favorecido pela queda das despesas financeiras pela queda de juros. O guidance da Iguatemi para 2018 prevê novamente crescimento entre 2% e 7% para a receita, mas com margem EBITDA entre 75% e 79%, acima do guidance para 2017. Além disso, a Iguatemi deve acelerar os investimentos nesse ano, investindo entre R$ 170 milhões e R$ 220 milhões, contra R$ 98,1 milhões nesse ano.
   
JHSF (JHSF3) vai fazer IPO da divisão de shoppings. A companhia optou por separar a sua operação de shoppings, que já respondia por grande parte do seu resultado, na JHSF Malls, empresa que será negociada no Novo Mercado da Bovespa, assim como acontece com a própria JHSF, que segue com os negócios de hotéis e restaurantes, fruto da aquisição da marca Fasano, o projeto do aeroporto executivo nos arredores de SP, além do negócio de incorporação, que não tem lançamentos há algum tempo já. Não esperamos que a notícia tenha um grande impacto nos papéis da companhia, pois essa possibilidade já vinha sendo amplamente comentada pelo mercado.

Banco de investimentos é destaque no resultado do BTG (BPAC11). A volta mais forte das ofertas de equity e de dívida por aqui, além das operações de M&A que o banco ajudou a estruturar, fez a receita da área de Investment Banking saltar 26% na comparação com o 4T16 e 184% na comparação com o 3T17. Quem também apresentou crescimento forte foi a área de Asset Management do BTG, com bom crescimento dos ativos sob gestão. O ROE do banco foi de 16,0%, um pouco abaixo do reportado no 3T17, quando as mesas do banco foram destaque, mas em linha com o reportado no acumulado do ano. Com resultado sem grandes surpresas, não esperamos uma forte reação do mercado à divulgação.

Vale (VALE3) divulga números sólidos e distribuirá proventos. O lucro líquido básico do 4° trimestre atingiu US$ 1,889 bilhão, ficando ligeiramente acima das estimativas do mercado. Na comparação com o 4T16 houve retração no EBITDA e margens, sobretudo em razão do menor preço médio do minério de ferro, que foi parcialmente compensado pelo maior volume de produção, controle sobre custos e despesas e melhor desempenho em metais básicos. No acumulado do último ano frente a 2016 houve significativa melhora nas principais linhas do balanço, com a margem EBITDA atingindo 45,2%. Cabe destacar também a forte geração de caixa livre, de US$ 8,6 bilhões, e a redução de sua dívida líquida de US$ 25,0 bilhões em 2016 para US$ 18,1 bi agora. Além dos resultados positivos, a Vale também anunciou a distribuição de R$ 2,5 bilhões em JCP, o que corresponde ao valor líquido de R$ 0,4152 por ação e a um yield de 0,9%. Papéis ficam ex em 07 de março e o pagamento deve ocorrer em 22/03. A despeito do resultado positivo e dos proventos, as ações da companhia podem ficar levemente pressionadas no pregão de hoje, refletindo os dados de atividade mais fracos do que o esperado na China e a ligeira queda na cotação do minério.

Gerdau (GGBR4) segue com prejuízo, mas desempenho operacional melhora. A siderúrgica apresentou bom resultado no 4° trimestre, com EBITDA ajustado avançando 64,9% ante o 4T16 e a margem saindo de 8,3% para 12,0%, na mesma base de comparação. Houve crescimento em todas as áreas de negócios da companhia, com destaque para as operações no Brasil. As vendas totais ficaram praticamente estagnadas no período, mas os reajustes de preços e a redução das despesas propiciaram o ganho de rentabilidade no período. Todavia, a realização de um novo impairment levou ao prejuízo de R$ 1,1 bilhão no trimestre. A geração de caixa apresentou significativa melhora, e sua alavancagem seguiu em tendência de queda. Os papéis da companhia devem responder de forma positiva aos resultados, que ficaram levemente acima das estimativas.

Energias do Brasil (ENBR3) reporta bom desempenho. A elétrica apresentou números fortes no último trimestre, com a alta de 37,9% no EBITDA ajustado, frente ao 4T16, sendo explicada pela melhora em todos os segmentos de negócios. A área de distribuição foi favorecida pelos reajustes tarifários, pelo maior volume de vendas na EDP São Paulo  e também pela venda de energia excedente no mercado de curto prazo, enquanto que em geração e comercialização, a estratégia de sazonalização e os preços de venda se sobressaíram frente ao maior custo com compra de energia. Junto aos resultados a companhia propôs a distribuição de dividendos adicionais de R$ 0,348 por ação. O yield é de 2,5% e a data ex e de pagamento devem ser definidas na AGO marcada para 04 de abril. Suas ações devem responder de forma positiva às divulgações.

Carrefour Brasil (CRFB3) reporta resultado do 4T17. A companhia reportou crescimento de 4,2% em sua receita líquida, de 0,7% no EBITDA ajustado e 9% no lucro líquido em relação ao 4T16. O Atacadão continua contribuindo positivamente para os números da empresa, que no consolidado acabou sofrendo, no período em análise, com a deflação de alimentos, no Carrefour varejo, além dos maiores custos afetado pela inflação passada. No geral, fraco desempenho, mas dentro do esperado. A companhia também anunciou a intenção de distribuir JCP, no valor de R$ 0,16  por ação, mas ainda será submetida em AGO, a ser realizada no dia 27 de abril.

Ótimo desempenho da Rumo (RAIL3) que atualizou seu guidance. Em termos operacionais, os números da companhia vieram acima das expectativas que destacamos na publicação de ontem, com a receita líquida crescendo 56,9% e o EBITDA mais do que dobrando (+109,9%) entre o 4º Trim/16 e o 4º Trim/17. O resultado financeiro ainda ficou negativo, em R$ 392,2 milhões neste período, culminando no prejuízo líquido de R$ 57,4 milhões, porém, cabe ressaltar, que foi bastante inferior aos R$ 456,9 milhões negativos reportados no 4º Trim/16. Além do balanço, a Rumo divulgou suas projeções de longo prazo para o volume transportado, a geração de caixa esperada (medida pelo EBITDA) e os investimentos (capex) previstos entre os anos de 2018 e 2020. No volume transportado a estimativa é de crescimento médio anual de 12%, para o EBITDA a taxa média anual é de 20% e o capex nesses três anos deve ficar entre R$ 4,4 bilhões e R$ 5,2 bilhões. Contudo, lembramos que estas projeções estão condicionadas à renovação antecipada das concessões ferroviárias que vencem entre 2026 e 2029, sendo esse ainda um fator de risco para a companhia. Ainda assim, entendemos que as ações RAIL3, e também os papéis da sua controladora Cosan Logística (RLOG3), tendem a reagir bem no pregão de hoje.

Resultado da Weg (WEGE3) aquém do esperado. Os números da companhia ainda foram fracos no 4° trimestre, a despeito do crescimento das vendas no mercado interno. O aumento nos preços das commodities e impactos pontuais na produtividade da planta da África do Sul e a rentabilidade mais pressionada em negócios novos, em fase de maturação, como a operação de transformadores nos EUA, pressionaram o EBITDA e a margem do período, que saiu de 16,9% no 4T16 para 14,1% agora. A influência de tal divulgação deve ser negativa sobre WEGE3 no curto prazo.

OdontoPrev (ODPV3) apresenta seu desempenho hoje. O resultado da operadora de planos odontológicos deverá vir forte por conta da aquisição da Odonto System, operadora que adicionou cerca de 600 mil beneficiários à base da companhia. A mediana das projeções indica para um avanço de 28,5% no faturamento, com EBITDA 53,9% maior e o lucro líquido dobrando entre os últimos trimestres de 2016 e 2017. Adicionalmente aos bons números, a OdontoPrev deverá anunciar a distribuição de proventos aos acionistas, como tem feito em todos os trimestres dos últimos anos. Com isso, acreditamos que suas ações poderão ficar hoje já em terreno positivo.

Outra que divulgará seus resultados será a Senior Solution (SNSL3). Em bases recorrentes, os números da desenvolvedora de softwares deverão se mostrar resilientes. No entanto, em termos consolidados, a DRE irá apurar uma menor rentabilidade das operações em razão das aquisições realizadas recentemente, especialmente pela incorporação da ATT/PS que ainda opera com margens inferiores às da Senior Solution.  De todo modo, avaliamos que seus ativos poderão se beneficiar em bolsa diante das expectativas dos números trimestrais.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

 
 

AGENDA DE RESULTADOS


Bons negócios


« Voltar