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Notícias

01/03/2018

Diário Matinal Coinvalores - 1º de março de 2018

 

Bom dia,


O PIB cresceu 1,0% em relação a 2016. O país mostra que saiu da recessão, encerrando 2017 com alta de 1,0%, resultado da expansão na agropecuária e nos serviços, enquanto a indústria apresentou estabilidade. O resultado veio em linha com as projeções que apontavam para alta em torno desse patamar. No trimestre, frente ao 3T17, na série com ajuste sazonal, o PIB teve alta de 0,1% e em relação ao 4T16, o PIB cresceu 2,1%.

IPC-S recua na última semana de fevereiro. O índice de preços apresentou variação de 0,17%, ficando 0,09 p.p. menor quando comparamos com a última divulgação. Com este resultado, o indicador acumula alta de 0,85% no ano e 3,07%, nos últimos 12 meses. Nesta última medição seis das oito classes de despesa que compõem o índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variações, com a maior contribuição partindo do grupo educação, leitura e recreação.

Índice de confiança empresarial estável. O índice apresentou leve arrefecimento em fevereiro, de 94,8 para 94,7 pontos. É a primeira queda, ainda que leve, após sete meses em que a confiança do empresariado melhorou por aqui. A queda é explicada pela piora da confiança no setor de construção civil, principalmente.

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Índices de atividade da Europa arrefecem menos que o esperado. Em fevereiro, os PMIs da indústria da zona do euro, Alemanha e Reino Unido perderam fôlego. Na zona do euro a prévia apontava para 58,5 pontos, porém o índice caiu para 58,6 com o volume de produção e novos pedidos ainda em alta. Já o índice alemão, ao invés de recuar dos 61,1 registrados em janeiro para 60,3 agora, como indicava a prévia, ficou em 60,6 pontos, com a melhora na produção sendo mitigada pelas pressões inflacionárias e menor volume de novos pedidos. No Reino Unido, o PMI ficou em 55,2 pontos indicando uma desaceleração moderada.

Taxa de desemprego atinge menor patamar desde 2008 na zona do euro. No início desse ano, a taxa de desemprego do bloco teve ligeiro recuo para 8,6%, na série dessazonalizada, frente aos 8,7% registrados na leitura anterior e aos 9,6% registrados doze meses atrás. Grécia e Espanha continuaram com as taxas mais elevadas da área, de 20,9% e 16,3% respectivamente, enquanto que na ponta contrária figuram República Tcheca (2,4%), Malta (3,5%) e Alemanha (3,6%).

Inflação dos EUA é destaque hoje. Além do discurso de Powell no senado norte-americano, os investidores ficarão atentos às divulgações sobre gastos com consumo em janeiro. A estimativa média do mercado aponta para uma aceleração no núcleo (que exclui itens voláteis como alimentos e energia)  do PCE, na comparação mensal, para 0,4%. Todavia, na comparação anual, o índice deve ficar estável, em 1,5%, ainda aquém da meta de 2% do Fed. Uma pressão inflacionária mais forte do que a projetada, certamente, trará uma nova rodada de perdas aos mercados de renda variável mundo afora, dado os temores quanto uma postura mais agressiva do  comitê de política monetária americano. A agenda ainda conta com o anúncio do número semanal de pedidos de auxílio desemprego, dados da indústria e gastos com construção, que devem ficar em segundo plano.

Fed segue ditando o humor dos mercados. Nesta semana, as indicações sobre a trajetória dos juros nos EUA têm guiado o desempenho das bolsas mundiais e a agenda norte-americana de hoje, que detalhamos mais acima, deverá novamente exercer o protagonismo. A aversão ao risco foi bastante refletida na bolsa de Tóquio e também já é vista na sessão desta quinta-feira na Europa. Já as expectativas em torno da reunião do partido comunista chinês que discutirá proposta de eliminar o limite de dois mandatos para Xi Jinping levaram as bolsas da região a fechar em leve alta na sessão de hoje.

  

aAmbev (ABEV3) reporta bom desempenho do 4T17. A companhia reportou crescimento de 14,7% em sua receita líquida, impulsionada pelo crescimento em todas as suas operações. O EBITDA ajustado foi 22,0% maior no 4T17, com uma expansão de 3 p.p. da margem EBITDA em relação ao 4T16, mesmo em um período de aumento dos custos e despesas. O lucro líquido ajustado por itens não recorrentes (reestruturação das operações) cresceu 23,2%, refletindo o crescimento do EBITDA e a redução de despesas financeiras parcialmente impactadas por uma maior alíquota efetiva de impostos. Para 2018, a companhia segue otimista, mas acredita que terá um primeiro trimestre bastante desafiador no Brasil, dada a forte base de comparação, com a empresa superando o desempenho da indústria, além disso, tiveram o impacto do Carnaval mais cedo. No entanto, a Ambev se diz preparada para suportar os obstáculos e espera crescer de forma gradual em todas as suas operações além de continuar buscando eficiências em seus custos e despesas.

OdontoPrev (ODPV3) apresentou bom desempenho. O resultado da operadora de planos odontológicos veio forte, em linha com as estimativas de mercado que destacamos na publicação matinal de ontem. Ressaltou-se especialmente a expressiva queda na sinistralidade, principal custo das operadoras, de 49,7% no 4º Trim/16 para 44,1%. Adicionalmente aos bons números, a OdontoPrev anunciou a distribuição complementar de dividendos aos acionistas no montante de R$ 2,9 milhões, apenas, pois esse total ficou abaixo do que esperávamos para este trimestre. Por conta do bom resultado, mas dentro do esperado, associado aos proventos menores que as expectativas, não acreditamos em fortes reações das ações ODPV3 no pregão de hoje.

Trimestre consistente da Senior Solution (SNSL3). Ao consolidar as relevantes aquisições feitas e promover ajustes nas operações para elevar sua rentabilidade, a Senior apresentou um ótimo resultado em bases ajustadas por tais eventos. A receita líquida saltou 51,1% entre os últimos trimestres de 2016 e 2017, o EBITDA ajustado mais do que dobrou (+117,3%), enquanto que o lucro líquido ajustado saltou 146,0%. Isso ocorreu, sobretudo, em virtude da incorporação da ATT/PS que ainda opera em patamar de rentabilidade inferior ao da Senior Solution. Como destacamos ontem, acreditamos que as ações SNSL3 deverão continuar o movimento de alta hoje em bolsa pela confirmação do seu bom desempenho. Por fim, a companhia irá distribuir JCP de aproximadamente R$ 0,15 líquido por ação, com os papéis ficando ex na próxima terça-feira e o yield é de 0,5%.

Resultado sem surpresas da Ecorodovias (ECOR3). Os números das estradas continuaram bem saudáveis nesse trimestre, com crescimento no tráfego puxado por veículos pesados e margem praticamente em linha com os demais trimestres do ano. A notícia negativa segue sendo o resultado do Ecoporto, que voltou a reportar EBITDA negativo nesse trimestre, após contribuição positiva no trimestre anterior, o que machucou a margem EBITDA consolidada na comparação com o 3T17. Mesmo com aumento da dívida líquida, a companhia viu uma melhora no resultado financeiro, por conta da redução da Selic. Para 2018, a alavancagem da companhia deve subir, haja vista a vitória nos leilões do Rodoanel Norte e da BR135, em Minas, e a aquisição da Rodovia Minas Gerais-Goiás, e pode virar um ponto de atenção. Ainda assim, vemos com bons olhos essa movimentação de fortalecimento do portfólio da companhia com foco no longo prazo. Seguimos recomendando a manutenção para os papéis da companhia em carteiras diversificadas.

Multiplan (MULT3) também não traz grandes novidades no resultado. A companhia viu sua receita apresentar um leve crescimento na comparação com o 4T16, com a entrada em operação de um shopping em Canoas no mês de novembro e a menor concessão de descontos em ativos importantes para a companhia como o Morumbi Shopping e o Shopping Vila Olímpia. Destaque no trimestre para o crescimento forte do FFO, indicador que tenta medir a geração de caixa das operações, somando efeitos não-caixa ao lucro líquido. Essa melhora considerável decorre da queda dos juros por aqui, que representou um recuo de 26,7% nas despesas financeiras nesse trimestre. Concomitantemente aos resultados, a companhia anunciou a aquisição de uma participação minoritária em uma empresa de soluções tecnológicas voltada ao varejo. Sem grandes surpresas e sem maiores informações sobra a aquisição, não esperamos uma reação forte do mercado aos números da Multiplan.

Wiz (WIZS3) tem trimestre mais tímido. A companhia viu sua receita apresentar bom crescimento na comparação anual, turbinada pela aquisição da Finanseg, mas quando olhamos para a evolução trimestre a trimestre, vemos sinais de desaceleração, conforme pode ser acompanhado no gráfico abaixo desse texto, especialmente em novas vendas de seguros habitacionais, em linha com a queda no ritmo de concessão de crédito habitacional na Caixa. Em consórcios, exatamente a operação adquirida no ano passado, também vemos um trimestre de desaceleração nas vendas de cartas de crédito. Vale destacar a elevação no SG&A, que machucou um pouco as margens do período, também. No trimestre, o resultado ainda foi afetado por eventos não recorrentes, que resultaram em uma queda de 9,8% no lucro líquido na comparação com o 4T16. Esperamos uma reação mais negativa do mercado aos números da Wiz.


Segunda geração dos E-190 da Embraer (EMBR3) recebe certificações. Os jatos E190-E2 foram certificados pela ANAC, pela FAA americana e pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação. Notícia muito positiva que pode impulsionar os papéis hoje, mas, por conta das conversas envolvendo a Boeing, os ativos devem seguir respondendo às especulações envolvendo uma possível combinação de negócios.

CADE barra outra aquisição da Ultrapar (UGPA3). A aquisição da Liquigás Distribuidora pela Ultragaz, subsidiária do grupo Ultrapar, foi barrada no tribunal do CADE, ontem, por 5 votos a 2. Segundo dados da superintendência do conselho, a nova empresa poderia responder por mais de 40% das vendas em vários estados do país, e ainda mesmo que fossem alienados 55% da Liquigás, conforme proposto, a operação traria "sérios riscos concorrenciais". O negócio foi fechado em novembro de 2016, por R$ 2,8 bilhões e agora, com a rescisão do contrato de compra e venda de ações, a Ultragaz terá que pagar uma multa de R$ 286,2 milhões para Petrobras (PETR4), controladora da Liquigás. Já era amplamente esperado pelo mercado que o CADE barrasse a operação, o que tende a amenizar o impacto sobre os papéis das companhias, mas, ainda assim, tanto a UGPA3 quanto a PETR4 devem responder de forma negativa à novidade.

Cemig (CMIG4) pode realizar nova oferta pública. A estatal mineira anunciou que está avaliando alternativas para alienação da totalidade das sobras de ações não subscritas no âmbito do aumento de capital realizado no último ano. Ao todo restaram 14,9 milhões de ações, o equivalente a 7,5% da proposta de aumento e a 1,2% da quantidade total de papéis em circulação atualmente. Dentre as alternativas analisadas está uma possível oferta pública de distribuição ou uma oferta pública de lote único e indivisível, por meio de leilão especial na B3. Apesar do volume ser pouco representativo, a notícia pode trazer alguma pressão para os papéis da companhia no pregão de hoje.

Hoje após o pregão é a vez da B3 (BVMF3) soltar seu balanço. As estimativas indicam que a bolsa paulista irá registrar forte crescimento, na casa dos 60%, na receita líquida, porém para a geração de caixa e lucro as elevações deverão ser um pouco menores na comparação com o 4º Trim/16. Além do resultado, fica a expectativa também para a distribuição de proventos da companhia. O panorama para as operações segue bastante positivo em razão do ciclo de queda na taxa de juros, a retomada das aberturas de capital das empresas, bem como o próprio volume maior de negociações. Neste contexto, podemos ver as ações BVMF3 no campo positivo no pregão de hoje.

Fleury (FLRY3) também apresenta seu desempenho no 4º Trim/17. O resultado do grupo de medicina diagnóstica deverá vir forte, com a mediana das projeções indicando para um avanço de cerca de 13% no faturamento da empresa, de 28% no EBITDA, porém com manutenção no lucro líquido sobre o que foi reportado no 4º Trim/16. De todo modo, acreditamos que as ações FLRY3 poderão reagir positivamente já no pregão de hoje.
 

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