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Notícias

02/03/2018

Diário Matinal Coinvalores - 2 de março de 2018

 

Bom dia,

Governo eleva IOF para transferências externas. Ontem, o presidente Michel Temer assinou decreto que aumenta de 0,38% para 1,1% o IOF sobre a remessa de recursos de residentes do país ao exterior. Segundo o Ministério da Fazenda, a medida visa eliminar uma distorção tributária, ao equiparar à taxa que é cobrada em compras de moeda estrangeira em espécie. O governo tenta mostrar que segue buscando alternativas para equilibrar o resultado fiscal, após inviabilizar a Reforma da Previdência, porém, o ganho estimado com a mudança é pequeno, de R$ 101 milhões neste ano.

IPC em deflação no final de fevereiro. Na 4° quadrissemana do mês, o índice de preços ao consumidor do município de São Paulo apresentou variação negativa de 0,42%. Os grupos alimentação, despesas gerais, habitação e vestuário foram, nessa ordem, os responsáveis pela deflação do período, que foi parcialmente amenizada pela aceleração dos preços em transporte e saúde.

a

Agenda americana. Após semana cheia de eventos e indicadores, com destaque para o deflator do PCE, que saiu ontem e não trouxe grandes surpresas ainda abaixo da meta do Fed, a sexta chega com agenda mais vazia, com destaque para o índice de confiança do consumidor medido pela Universidade de Michigan, com expectativa de deterioração em relação ao dado referente a janeiro. Ainda repercute nos mercados a decisão do presidente Trump de taxar as importações de aço e alumínio. A tarifa sobre o alumínio estrangeiro será de 10% e sobre o aço importado incidirá uma tarifa de 25%. Além de complicar a vida de siderúrgicas ao redor do mundo (não há indicações se alguns países ficarão de fora dessa medida), o anúncio de Trump também deve levar a uma revisão das expectativas no tocante à inflação americana para os próximos trimestres.

Inflação ao produtor dentro do esperado na zona do euro. O PPI da região avançou 0,4% em janeiro na comparação com dezembro em linha com as projeções de mercado. Na comparação anual, o resultado, alta de 1,5%, veio levemente abaixo do esperado. Vale destacar que não houve um segmento que destoou do movimento de leve avanço de preços. Entre os países, Estônia e Portugal tiveram um aumento bem acima da média, enquanto a Irlanda figura na outra ponta, como o único país da zona do euro a apresentar deflação em janeiro contra dezembro.

Vendas recuam na Alemanha. Em janeiro, as vendas no varejo recuaram 0,7% frente a dezembro, na série com ajuste sazonal, segundo dados da Destatis. Já na comparação com o mesmo período do ano passado houve alta de 2,3%, puxada principalmente pela venda de alimentos, bebidas e tabaco. A perspectiva segue  positiva para o desempenho econômico da Alemanha em 2018.

Bolsas em queda. A decisão do presidente Trump, comentada mais acima, foi catalisador de uma realização generalizada nos mercados, com destaque, claro, para a queda dos papéis das empresas do setor. Além disso, no Japão, a queda é ainda maior após o presidente do BoJ indicar que o banco central japonês considerará retirar estímulos em algum momento do próximo ano. É o primeiro sinal que Haruhiko Kuroda dá sobre o fim do ciclo de afrouxamento monetário.

     

aCia Hering (HGTX3) reporta bom desempenho. A companhia reportou bom desempenho neste 4T17, com crescimento de 4,7% em sua receita líquida, de 33,7% no EBITDA e 68,8% no lucro líquido. Essa recuperação reflete as maiores vendas das lojas próprias e da webstore. Outro ponto de destaque foi a forte elevação das margens, no período a companhia conseguiu apresentar crescimento de 4,7 p.p. em sua margem bruta e 3,9 p.p. na margem EBITDA, sendo favorecidas pela melhor gestão de estoques e promoções, além dos ganhos de escala no processo fabril e rigoroso controle de despesas. Para 2018, a Hering se diz mais confiante, dada à melhora da economia e aos seus investimentos no controle de estoque, custos e despesas. Desta forma, a empresa acredita que manterá suas margens em patamares próximos dos apresentados neste trimestre. Acreditamos que suas ações irão performar positivamente no pregão de hoje, dada à melhora em seus números.

Sinergia com a Cetip foi o destaque desse desempenho da B3 (BVMF3). Os maiores volumes negociados nos mercados de ações, derivativos e no balcão, além da recuperação no financiamento de veículos trouxeram avanços em relação aos números ajustados do 4º Trim/16, com a receita líquida crescendo 8% e o EBITDA 12%, ambos em linha com as expectativas de mercado. Vale ressaltar a queda de 4%, na mesma base de comparação, das despesas com pessoal decorrente dos ganhos de sinergias frutos da combinação de negócios com a Cetip. Por fim, em razão da menor posição de caixa, o lucro líquido recorrente reduziu 5,6% em relação ao reportado um ano antes. Ainda assim, acreditamos que os papéis BVMF3 deverão reagir positivamente hoje em função da boa performance operacional.

Bons números do Fleury (FLRY3) que anunciou dividendos e nova aquisição. O desempenho operacional no 4º Trim/17 do grupo de medicina diagnóstica foi sólido ao registrar crescimento de 11% na receita líquida e de 30% no EBITDA em relação ao reportado no quarto trimestre de 2016. Isso ocorreu em meio ao forte processo de expansão orgânica do grupo, o que tem constantemente nos surpreendido. O avanço no lucro líquido ajustado ficou em 9% entre os períodos. A companhia distribuirá R$ 204,2 milhões em dividendos, ao redor de R$ 0,65 por ação e com yield acima de 2%, aos acionostas posicionados em 6/março, com as ações ficando ex-dividendos na próxima quarta-feira e o pagamento está agendado para o dia 2/abril. Além disso, o Fleury adquiriu integralmente o Instituto de Radiologia de Natal, empresa que atua no segmento de medicina diagnóstica em exames de imagem na capital de Rio Grande do Norte. A compra foi por R$ 90,5 milhões, o que corresponde a 5,9 vezes o EBITDA gerado nos últimos doze meses findos em outubro de 2017 da empresa, que atingiu R$ 15,3 milhões, múltiplo abaixo do que o grupo Fleury é negociado atualmente. Diante dessas três boas notícias, entendemos que os papéis FLRY3 deverão reagir positivamente em bolsa.

Após BR, Petrobras (PETR4) estuda IPO da Liquigás. Segundo matéria da Folha publicada nesta manhã, o conselho da Petrobras decidiu fazer a abertura de capital da Liquigás, após o CADE barrar a venda para Ultragaz, como comentamos no diário matinal de ontem. A ideia seria fazer uma oferta secundária de ações, assim como foi feita no IPO da BR Distribuidora (BRDT3), onde vendeu 28,8% do capital. A expectativa seria arrecadar valor próximo ou até superior aos R$ 2,8 bilhões ofertados pela Ultrapar. A novidade, ainda que não confirmada pela companhia, deve trazer influência positiva para PETR4.

Ecorodovias (ECOR3) afirma que serviços citados na Lava Jato foram efetivamente realizados. A companhia foi citada em matérias indicando pagamentos sem causa por empresas do grupo à GTECH Engenharia e Planejamento, que seria de um filho de um funcionário do DER paranaense. Segundo a Ecorodovias, auditoria interna “indicou lisura, realização e efetiva entrega dos objetos contratados” e ainda “a companhia está segura da legalidade e regularidade dos contratos firmados”. Papéis sofreram bastante no pregão de ontem, como ocorreu com a CCR com a citação da semana passada. O nível de risco do setor se elevou bastante com as acusações recentes, então só recomendamos o posicionamento nos papéis para os investidores que tenham um perfil mais arrojado.
 

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