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Notícias

06/03/2018

Diário Matinal Coinvalores - 6 de março de 2018

 

Bom dia,

Mercado de olho no STJ. Na agenda de indicadores doméstica, o destaque fica para a produção industrial, que mostrou retração de 2,4% em janeiro sobre dezembro, na série com ajuste sazonal. O resultado interrompe uma sequência de quatro meses de altas. A maior queda foi na produção de bens duráveis. Um resultado negativo, porém, já era esperado pelo mercado, o que pode mitigar o impacto da divulgação no mercado bursátil. Além disso, as atenções do mercado nessa terça-feira estarão voltadas para Brasília, onde, às 13h, o STJ julga o pedido de habeas corpus de Lula. O efeito do habeas corpus seria evitar uma possível prisão do ex-presidente após se esgotarem os recursos no TRF-4. Dependendo do resultado, as chances de termos Lula candidato nesse ano caem ainda mais.

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Fed e Trump no radar norte-americano. A agenda de indicadores macro dessa terça-feira conta apenas com a divulgação do número de encomendas à indústria em janeiro, cuja expectativa é de ligeira retração frente ao resultado anterior. Logo, os investidores seguem atentos aos discursos de representantes do Fed, sobretudo de Willian Dudley e Lael Brainard, que votam no comitê de política monetária esse ano. A postura de Trump no âmbito da política comercial também é destaque e, certamente, trará mais volatilidade para os mercados bursáteis ao longo do dia.

Bolsas se recuperam. Os índices asiáticos e europeus operam com ganhos nesta manhã, refletindo, principalmente, os menores temores quanto a possibilidade de uma guerra comercial, após Trump sinalizar que pode recuar na imposição de tarifas de importação, mediante certas condições. A novidade também deve favorecer o desempenho dos ativos de renda variável por aqui.
 

 

aValid (VLID3) apresenta melhora gradual nos resultados. Os mercados em que a companhia atua, especialmente no mercado externo, ainda estão bem complicados. O impacto tem sido principalmente em preço, o que levou a uma redução na receita de dois segmentos, mobile e meios de pagamento, na comparação com o 4T16, mesmo com pequena evolução no volume de vendas. Isso resultou em uma leve retração na receita líquida consolidada entre os trimestres analisados. No entanto, a companhia conseguiu reportar evolução de 5,3% no EBITDA consolidado, com uma boa contribuição do segmento de identificação aliada aos esforços da Valid para controlar seus custos e despesas, cujos efeitos devem se acentuar no decorrer de 2018. Destaque do trimestre para a geração de caixa positiva em R$ 87,6 milhões, revertendo a tendência negativa vista especialmente no primeiro semestre do ano. Não tivemos grandes surpresas no resultado, então não esperamos uma forte reação do mercado aos números.

Números da Santos Brasil (STBP3) vieram melhores que previsões. Apesar da fragilidade operacional, o resultado da Santos Brasil surpreendeu na comparação entre os últimos trimestres de 2016 e 2017. A receita líquida ficou estável, enquanto que o EBITDA veio ligeiramente melhor com alta de 5,9% e houve a reversão do prejuízo em lucro líquido de R$ 20,4 milhões. Neste contexto, acreditamos que suas ações devem reagir positivamente pelo resultado acima das expectativas.

Ferbasa (FESA4) tem bons resultados. Apesar da redução no volume de vendas no 4° trimestre, ante o mesmo período de 2016, a Ferbasa apresentou números sólidos. O maior preço médio em dólar de seus principais produtos compensou, parcialmente, a queda nas exportações de ferro cromo e o arrefecimento do mercado interno. Ademais, o controle sobre despesas e a maior diluição dos custos fixos propiciaram o expressivo ganho de margem EBITDA, que saiu dos 15,1% registrados doze meses atrás para 30,2% agora. Já o lucro líquido foi afetado pela menor receita financeira do período. Seus papéis devem reagir de forma marginalmente positiva aos resultados.

TOTVS (TOTS3) apresenta proposta para a AGO. Para a Assembleia Geral Ordinária (AGO) do exercício de 2017 que está agendada para 05/abr/18, a administração da desenvolvedora de softwares propôs o orçamento de capital de R$ 56,8 milhões para 2018, sendo que R$ 32,5 milhões desses recursos virão da reserva de lucros e o restante do próprio caixa da TOTVS o que, consequentemente, não implicará na tomada de dívida para financiar seus projetos de investimentos para este ano. No que se refere aos proventos, a empresa fará uma pequena distribuição adicional de R$ 5,4 milhões, equivalente à R$ 0,03 por ação e yield de 0,1%, aproximadamente. Os acionistas posicionados ao fim do dia da AGO (05/abr) terão direito aos proventos, com as ações ficando ex-dividendos em 06/abr e o pagamento sendo feito no dia 09 de maio.

Noticiário ainda agitado na BRF (BRFS3). Ontem, as ações da BRF chegaram a cair 19,7% em decorrência das notícias da nova fase da Operação Carne Fraca, que acabou prendendo alguns ex-executivos da companhia, entre eles seu ex-presidente, Pedro de Andrade Faria. A companhia divulgou um fato relevante onde comenta apenas que estará se inteirando dos detalhes da referida operação e que está colaborando com as investigações para esclarecimento dos fatos. Além do comunicado sobre a operação, a companhia também anunciou que o conselho de administração adiou a assembleia que tratará sobre a troca de todos os seus membros, que ocorreria ontem, para o dia 26/04, dando um novo fôlego para os atuais conselheiros. Acreditamos que suas ações continuarão sofrendo em bolsa, haja vista que alguns países já estão pedindo esclarecimentos sobre as prisões e também não descartam possíveis restrições de produtos vindos do Brasil.

Minerva (BEEF3) reporta bom desempenho operacional neste 4T17. A companhia apresentou crescimento de 55,1% em sua receita líquida e elevação de 45,4% no EBITDA no trimestre se comparado ao mesmo período de 2016. Este bom desempenho reflete a recuperação do cenário brasileiro, além de uma maior demanda no mercado internacional e da reabertura da planta de Mirassol D’Oeste. Os novos ativos, localizados na Argentina, Uruguai e Paraguai, também apresentaram bons resultados e estão em estágio avançado de integração. No entanto, o resultado final acabou sofrendo, saindo de lucro líquido para registrar prejuízo líquido de R$ 313,5 milhões, decorrente da piora em seu resultado financeiro. Acreditamos que o resultado reportado não deverá influenciar nas suas ações, já que o mesmo veio dentro do esperado. Mas as notícias sobre os desdobramentos da operação da Carne Fraca (operação Trapaça) podem movimentar os seus papéis, mesmo que a empresa não tenha sido citada. O grande problema para os frigoríficos brasileiros é uma possível retomada do movimento de fechamento de mercados importadores, como aconteceu na operação original.

M. Dias Branco (MDIA3) reporta fraco desempenho. A companhia reportou fraco desempenho neste 4T17, com queda de 2,6% em sua receita líquida, de 19,3% no EBITDA e de 14,5% em seu lucro líquido na comparação com o 4T16. O ponto positivo do período foi que a empresa manteve a liderança nacional de suas duas principais linhas de produtos (biscoitos e massas), com expansão de market share. Este fraco desempenho reflete o impacto desfavorável do contexto macroeconômico, da deflação dos preços de alimentos, principalmente nas linhas de farinha, farelo de trigo e massas e o aumento da concorrência no mercado de massas, sobretudo no Nordeste nesse 4T17, observando-se prática de preços bastante reduzidos. Dado o fraco resultado reportado pela empresa, acreditamos que seus papéis tendem a responder negativamente no pregão de hoje.
 

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