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Notícias

08/03/2018

Diário Matinal Coinvalores - 8 de março de 2018

 

Bom dia,

IPC-S arrefece novamente. Hoje cedo saiu o indicador de inflação apurado pela FGV que desacelerou para 0,13% na primeira semana deste mês, com cinco das oito classes de despesas que compõem o índice apresentando decréscimo. Esse é mais um resultado que fortalece a tese de arrefecimento da inflação que pode justificar um corte adicional na Selic no próximo dia 21.

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PIB japonês e balança comercial chinesa surpreendem. A revisão do PIB do Japão indicou crescimento anualizado de 1,6% no último trimestre do ano passado, ante os 0,5% da leitura anterior e a estimativa mediana em 0,7% para essa revisão. Outra notícia positiva advinda do oriente foi a balança comercial da China que registrou forte aumento das exportações (+44,5% em relação à fev/17), resultando no superávit de US$ 33,7 bilhões no mês passado, o que certamente contribuirá para o PIB do 1º Trim/18 do gigante asiático. Além disso, hoje saem os dados de fevereiro da inflação ao produtor, em que se espera arrefecimento, e ao consumidor que deve acelerar na comparação anual.

BCE deverá manter diretrizes da política monetária nesta quinta-feira. Hoje, os membros da autoridade monetária europeia se reúnem e as expectativas são de que a taxa básica de juros permaneça zerada e que a indicação do fim do programa de compra de ativos siga para setembro próximo. Diante da manutenção das medidas, as indicações do presidente do BCE, Mario Draghi, após o término da reunião deverão ganhar mais importância para balizar os mercados.

Agenda americana. Único indicador relevante na agenda, o número de pedidos de auxílio desemprego deve ficar em segundo plano, haja vista a expectativa em torno do anúncio oficial sobre a sobretaxa para a importação de metais nos EUA. Na semana passada, Trump havia comentado em 25% para as importações de aço e de 10% para as importações de alumínio. A expectativa, no entanto, é que a medida venha com algumas ressalvas e exceções, o que ajuda a manter o bom humor dos mercados no pregão de hoje.

Bolsas no azul. Na Ásia, os dados de China e Japão, comentados acima, impulsionaram as Bolsas locais. Na Europa, o mercado abriu em alta também, mas bem mais cautelosa, à espera da reunião do BCE e do anúncio oficial do presidente americano sobre as taxas na importação de aço e alumínio por lá.
 

 

aResultados sem grandes surpresas da Multiplus (MPLU3), dividendo é destaque. A companhia apresentou crescimento no top line, ainda que abaixo da principal concorrente, como já era esperado. Ponto positivo foi a reversão da tendência negativa no acúmulo de pontos pelos clientes do programa que vimos no último trimestre. Ponto negativo do resultado foi a elevação nos custos de resgate da companhia, o que pressionou as margens da Multiplus. O resultado financeiro, que no caso da companhia é positivo, foi afetado pela queda na Selic, ficando menor, também. A soma desses fatores levou a uma queda expressiva em seu lucro líquido. Como comentamos, o destaque para a companhia segue sendo a distribuição de proventos. Serão R$ 0,707 (valor já líquido) entre dividendos e JCP. Pagamento em 3 de abril para quem estiver posicionado ao final do dia 12 de março, com os papéis ex na terça que vem.

Bom resultado da CSU (CARD3). A companhia superou nossa expectativa no trimestre, que era de ligeira melhora na comparação com os trimestres anteriores. A CSU entregou evolução de receita, especialmente na comparação com o 4T16, por conta da migração da base de cartões do Banco Mercantil do Brasil no começo do ano. Mas o destaque foi a boa evolução de margens, resultando em um salto de 59,5% no lucro líquido em apenas três meses. Notícia negativa da divulgação fica por conta da saída do BMG da base de clientes da CSU, o que pode manter os papéis pressionados no curto prazo. Porém, diferente do que aconteceu no passado, não vemos um impacto tão relevante na saída de um cliente, por conta dos esforços da companhia em aumentar a diversificação nesse sentido nos últimos anos. Como comentamos ontem, a CSU propôs pagar dividendos de R$ 0,10 por ação.

Resultado pressionado da São Carlos (SCAR3). A soma da queda de receita, por conta da venda de imóveis e do cenário ainda bem complicado para o segmento de atuação, e de um salto no SG&A nesse trimestre, pressionou muito os números da companhia. Mesmo com a redução nas despesas financeiras, fruto da queda na Selic, a São Carlos apresentou deterioração no FFO (espécie de lucro líquido ajustado do setor). A vacância do portfólio da companhia manteve-se elevada, próxima dos níveis do 3T17. Esperamos uma reação mais negativa do mercado à divulgação.

Forte resultado da Azul (AZUL4). A companhia continuou apresentando evolução de margens nesse trimestre, o que, aliada a um salto no top line, levou a uma melhora substancial na rentabilidade da cia aérea, mesmo com a pressão nos preços dos combustíveis, que é a principal linha de custos da companhia. No resultado financeiro, o câmbio comportado do trimestre diminuiu o impacto da variação cambial na dívida, o que também ajudou no salto de 491,9% no lucro líquido na comparação com o 4T16. Nas projeções para 2018, a companhia estima entregar forte crescimento na oferta de assentos, com destaque para o crescimento em voos internacionais. Além disso, destaque no guidance, também, para a perspectiva de melhora na margem operacional, que foi de 11,1% em 2017 e deve ficar entre 11% e 13% nesse ano. Esperamos reação positiva do mercado à divulgação.

Mais um trimestre pressionado para a Embraer (EMBR3). A companhia conseguiu entregar o guidance de top line para o ano cheio de 2017. Porém, suas margens vieram abaixo do piso das estimativas da companhia. O resultado, no entanto, não trouxe grandes surpresas, pois os últimos trimestres já haviam mostrado essa tendência. Além disso, os papéis da companhia devem ser pouco influenciados pelos números já que o mercado segue na expectativa do acordo da Embraer com a Boeing.

Resultado acima das expectativas da Localiza (RENT3). Pela incorporação da Hertz Brasil, já se esperava forte crescimento na comparação com o 4º Trim/16, porém seus números superaram a média de mercado com a receita líquida subindo 38,6%, o EBITDA 42,6% e o lucro líquido saltando 67,1%. Desse modo, acreditamos que os ativos RENT3 deverão reagir positivamente ao ótimo balanço do 4º Trim/17.

Conquista de patrocínios beneficiou o desempenho da Time For Fun (SHOW3). A companhia apresentou seu resultado do 4º Trim/17, onde houve crescimento de 57,1% na receita líquida, puxada pelo faturamento com patrocínios que dobrou na comparação com o 4º Trim/16, mas também pelo calendário de eventos que elevou em 87% o faturamento desse segmento. No mesmo sentido, houve surpreendente aumento de 91,6% no EBITDA e o lucro líquido passou de R$ 6,3 milhões para R$ 19,0 milhões agora. Esse desempenho da T4F poderá trazer boa reação para os seus papéis em bolsa.

Lojas Americanas (LAME4) reporta fraco desempenho neste 4T17. A companhia divulgou seu resultado do 4T17, apresentando queda de 11,6% em sua receita líquida na comparação com o 4T16, refletindo a migração de linhas/produtos da venda direta para o marketplace realizada pela B2W. E suas vendas mesmas lojas tiveram um pequeno aumento de 0,5 p.p. na mesma base de comparação. O EBITDA recuou 2,7% no 4T17 ante o 4T16, essa variação reflete o aumento pontual das despesas operacionais no período devido ao maior número de lojas abertas. E por fim, o lucro líquido ficou 11,4% maior, decorrente do melhor resultado financeiro no período em análise. Para o ano de 2018, a companhia continua com seu plano de expansão de suas lojas, 85 anos em 5, visando inaugurar 800 novas lojas entre 2015 e 2019. Em 2017, foram inauguradas 195 lojas vs. 93 em 2016. Neste contexto, acreditamos que suas ações devem reagir negativamente pelo resultado fraco neste 4T17.
 
B2W (BTOW3) reporta desempenho do 4T17. Mesmo mostrando melhora em seu resultado final e recuperação no caixa, o que pode refletir positivamente em suas ações, seu desempenho operacional continua aquém do esperado. A companhia apresentou redução de 30,4% em sua receita líquida neste 4T17, em comparação com o mesmo período de 2016. O EBITDA também veio menor, ficando 17,7% abaixo do reportado no 4T16. Já seu resultado final, ainda que com prejuízo, ficou melhor, finalizando o trimestre em R$ 34,9 milhões ante os R$ 102,3 milhões do 4T16. Do lado positivo, conforme já esperávamos, a companhia melhorou seu capital de giro, dado o forte crescimento do marketplace e acabou reduzindo o seu endividamento por conta do aumento de capital realizado em  março de 2017. O nível de alavancagem da B2W saiu de 3,0x no 4T16 para 2,4x neste período em análise. Outro ponto positivo e que deve favorecer a performance de suas ações foi o anuncio da empresa de criar duas novas empresas junto com a Lojas Americanas. A primeira é a IF - Inovação e Futuro, responsável pela criação de novos negócios para integrar as estruturas das companhias e a LET’s - Logística e Distribuição, empresa de logística compartilhada. Diante destas mudanças, ocorreu troca na diretoria da empresa, saindo a CEO Anna Christina Saicali, que ficará na presidência do conselho e no comando da IF e quem assume seu lugar é Márcio Meirelles.

SLC (SLCE3) reporta bom desempenho. A companhia conseguiu colher uma safra recorde em 2016/17, colhendo um total de 393 mil hectares. A cultura do algodão ficou 12,7% acima do projetado inicialmente. A produtividade de soja também superou o projetado em 7%. Com esse nível de produtividade, a receita líquida ficou 22,7% maior e o EBITDA ajustado da operação agrícola ficou 59% maior, ambos em relação ao 4T16. O lucro líquido total, incluindo as operações agrícolas e a venda de terras, por sua vez, ficou 19,8% maior na mesma base de comparação. Adicionalmente, a companhia vai propor em AGO, que será realizada em 25/04, o pagamento de R$ 200 milhões de dividendos. Payout de 59,8%. O dividendo por ação será de aproximadamente R$ 2,05, um yield de 5,9% em relação ao fechamento de ontem. Para 2018, a companhia continua otimista, já que a safra 2017/18 encontra-se em plena fase de colheita de soja e até o momento a empresa já havia colhido 40% da área prevista, com produtividade de 61,8 sc/ha, acima da expectativa da companhia. Além disso, espera-se uma leve queda nos custos de produção por hectare, fruto da estratégia de negociação de insumos. Neste contexto, acreditamos que suas ações devem reagir positivamente pelo bom resultado reportado.
 

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