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Notícias

12/03/2018

Diário Matinal Coinvalores - 12 de março de 2018

 

Bom dia,

Inflação recua em São Paulo. O índice de preços ao consumidor da FIPE registrou queda de 0,42% na primeira quadrissemana de março, variação igual a registrada na última leitura de fevereiro. Houve deflação em cinco das sete classes de despesas que compõem o índice, com a exceção sendo saúde e transportes.

Corte adicional na Selic é destaque do Focus. Diante de um quadro benigno de inflação, o mercado alterou as estimativas para a meta da taxa Selic no final do ano, passando dos 6,75% previstos há uma semana para 6,50% agora. Para o IPCA a estimativa é de 3,67% agora, ante os 3,70% da última divulgação, a despeito da ligeira alta na expectativa de preços administrados. Já para o PIB, a projeção é de alta de 2,87%, frente aos 2,90% registrados na última divulgação e aos 2,70% estimados há quatro semanas. Não houve mudança expressiva nas estimativas para 2019.

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Bolsas no azul lá fora. A segunda foi de fortes ganhos na Ásia, que responde no pregão de hoje aos dados mais positivos divulgados na sexta nos EUA, com destaque para os números do payroll com criação de empregos acima do esperado, mas ganhos salariais abaixo do esperado, o que o mercado leu como um fator de pressão a menos para o FOMC optar por uma alta adicional de juros nesse ano. Na Europa, as altas são mais tímidas diante da agenda econômica bem esvaziada nessa segunda-feira lá fora. Os mercados devem ficar atentos aos novos sinais referentes à possível “guerra comercial” desencadeada pela decisão do presidente Trump de sobretaxar a importação de aço e alumínio.
 

 

aFibria (FIBR3) segue sendo cortejada por compradores, o que não é bom para a Suzano (SUZB3). Mais notícias sobre possíveis operações de M&A envolvendo a Fibria devem movimentar as suas ações no pregão de hoje. O Valor, no final de semana, divulgou que a Suzano havia acertado a estrutura de financiamento necessária para adquirir a concorrente nacional. Ontem, a Isto É Dinheiro cravou que “A união de Fibria e Suzano será anunciada nesta segunda”. E hoje, novamente o Valor traz a notícia que a Paper Excellence fez uma oferta firme para aquisição da Fibria no final de semana, acima do seu valor de mercado. De toda forma, as notícias são positivas para os acionistas da Fibria, enquanto para os acionistas da Suzano, a possível proposta da Paper Excellence pode significar uma elevação no preço da aquisição ou mesmo a perda do negócio. Ou seja, há upside para os dois papéis com a operação, pois as sinergias de uma possível combinação de negócios são muito grandes, mas hoje vemos um risco mais elevado para os investidores posicionados em Suzano.

Resultado da Eletropaulo (ELPL4) é afetado por acordo com a Eletrobras (ELET6). A distribuidora paulista reportou prejuízo neste 4° trimestre, devido a despesa financeira de R$ 1,5 bilhão relacionada ao acordo assinado com a estatal, para encerrar uma disputa judicial que se arrastava há décadas. Fora isso, o EBITDA avançou frente ao 4T16, tanto pelo reajuste das tarifas e maiores vendas no mercado livre quanto pela redução das despesas operacionais, em linha com a meta do Programa de Produtividade. Além da redução de R$ 203 milhões registrada ao longo do último ano, a estimativa é cortes adicionais de R$ 150 milhões e R$ 100 milhões em 2018 e 2019 respectivamente. Seus papéis devem reagir de forma marginalmente positiva, sobretudo pela conclusão do acordo junto à Eletrobras.

Enfim, OPA da Prumo (PRML3) saiu! Como destacamos no relatório matinal da última sexta, o longo processo para a saída do Novo Mercado e cancelamento de registro de companhia aberta enfrentava muita resistência no que se referia ao preço por ação a ser pago pelo controlador, o grupo norte-americano EIG, aos acionistas minoritários da Prumo. Com isso, restavam dúvidas sobre o efetivo sucesso do leilão realizado no pregão de sexta-feira, mas as ações adquiridas na OPA superaram os dois terços dos papéis em circulação no mercado necessários para dar prosseguimento ao processo. Dessa forma, os acionistas que aderiram à OPA receberão R$ 11,50 por ação no próximo dia 14, segundo comunicado da Prumo, enquanto que as ações remanescentes, que representam 1,44% do capital social da companhia, passarão a ser negociadas no segmento tradicional da B3 até a confirmação pela CVM do cancelamento de registro da companhia.

Acionistas da Locamerica (LCAM3) aprovam incorporação da Unidas. A proposta foi votada em AGE na sexta passada e contará com o pagamento em torno de R$ 400 milhões (que já foram captados via debêntures) por 40,3% do capital da Unidas e a incorporação dos 59,7% remanescentes pela relação de troca de ações em 1 para 1,056633. Esses termos já estavam na proposta original apresentada ao final do ano passado e seu encaminhamento balizou a trajetória dos papéis LCAM3 desde então. De todo modo, acreditamos que a aprovação dos acionistas pode influenciar positivamente seus ativos em bolsa.

Telefônica Brasil (VIVT4) atualiza projeções de investimentos no país. Quem apresentou seu guidance foi a Telefônica, com novas estimativas de capex para o triênio 2018-2020. A previsão é de que a operadora realizará R$ 24 bilhões em investimentos para expandir e melhorar a qualidade das redes fixas e móvel, montante este que exclui possíveis compras de licenças, além de R$ 2,5 bilhões que serão destinados ao crescimento de sua rede de fibra óptica. Apesar de revistos, os números não diferem muito do que a empresa já havia sinalizado anteriormente e, portanto, não esperamos grande reação de seus papéis no pregão de hoje.

Publicamos o relatório de análise especial da TIM (TIMP3). A companhia realizou sua reunião anual com analistas, onde apresentou seu plano estratégico para os próximos três anos. Neste trabalho foram abordados os principais detalhes do evento e nossa visão sobre os ativos TIMP3, confira clicando aqui.
 

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