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Notícias

17/04/2018

Diário Matinal Coinvalores - 17 de abril de 2018

 

Bom dia,

IPC-Fipe recua nesta 2ª quadrissemana. O índice de preços ao consumidor registrou um recuo marginal de 0,01% na 2ª quadrissemana de abril, revertendo o ligeiro crescimento de 0,06% na última medição. Nesta prévia, a piora veio dos grupos habitação, alimentação e vestuário.

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Agenda europeia. Na Alemanha, o índice de expectativas econômicas referente a este mês apresentou forte deterioração, saindo de 5,1 pontos em março para -8,2. Boa parte desse tombo na confiança pode ser atribuída ao recrudescimento das tensões comerciais e geopolíticas ao redor do globo. Já no Reino Unido, a taxa de desemprego surpreendentemente caiu para 4,2% no trimestre encerrado em fev/18, ante a taxa de 4,3% registrada nos três meses findos em jan/18. As expectativas apontavam para uma estabilidade no principal indicador do mercado de trabalho britânico que resiste bem mesmo em meio às negociações do Brexit.

Dados mistos na China. Começando pelo mais importante, o PIB chinês no primeiro trimestre de 2018 manteve o ritmo de crescimento anual em 6,8%, com o consumo interno, os investimentos imobiliários e as exportações puxando a atividade econômica que ficou em linha com as projeções de mercado. Entretanto, houve arrefecimento na comparação trimestral onde o indicador subiu 1,4% em relação ao derradeiro trimestre de 2017, abaixo dos 1,6% registrados na leitura anterior e dos 1,5% previstos pelo mercado. Já as vendas no varejo vieram acima do esperado em março, com avanço de 10,1% sobre o ano anterior ante a previsão de 9,7%. Por fim, foi a produção industrial do mês passado que decepcionou ao apresentar alta anual de 6%, enquanto as estimativas estavam em torno dos 7%. No final das contas, a desaceleração pesa mais na avaliação dos investidores na sessão de hoje.

Agenda amena nos EUA hoje. Após o noticiário político dar uma trégua nesse início de semana, os investidores devem ficar atentos aos discursos de representantes do Fed, sempre há espera de alguma sinalização a respeito da condução da política monetária. Já em termos de indicadores econômicos, o destaque fica com a produção industrial  e para o número de construção de novas moradias, ambos referentes a março e que devem dar indícios sobre o ímpeto do crescimento econômico por lá.

Leve recuperação nas Bolsas só não foi vista na Ásia. Diante da atenuação dos conflitos comercias e geopolíticos liderados pelos EUA, os principais índices acionários europeus têm uma sessão positiva, reagindo também à agenda econômica que destacamos anteriormente. Já na Ásia, as principais bolsas ficaram de fora da melhora de humor global em razão dos dados chineses que detalhamos mais acima.
 

 

aResultados sem surpresas da JHSF (JHSF3) em 2017. Nos shoppings da companhia, pequena melhora nos indicadores muito utilizados pelo setor de vendas nas mesmas lojas e aluguel nas mesmas lojas, ficando abaixo da melhora dos principais players listados. No segmento de hotéis e restaurantes, a operação da companhia no Rio foi destaque negativo no consolidado anual, não só pelo momento conturbado pelo qual a cidade passa, mas também pela base de comparação inflada pelos Jogos Olímpicos em 2016. A companhia apresentou melhora em incorporação, mas muito por conta da provisão realizada no ano anterior dos distratos do Bosque Cidade Jardim, empreendimento que está embargado. Destaque positivo no ano passado para o bom trabalho feito pela companhia no sentido de alongar o perfil do seu endividamento, como fica bem claro no gráfico abaixo. Consideramos que o perfil de risco da companhia ainda está elevado, mesmo com a repactuação da dívida, especialmente pelas incertezas em relação à operação do aeroporto que deve ser inaugurado no segundo semestre do ano e ainda necessita investimentos de cerca de R$ 30 milhões até lá.


Eztec (EZTC3) mostra avanço no 1T18. Um dos destaques no trimestre foi a queda nos distratos (ainda que sigam em um patamar historicamente elevado) que ajudou a companhia a mostrar uma recuperação nas vendas líquidas na comparação com os trimestres anteriores. Durante todo o ano de 2017, excluindo o efeito da venda da segunda torre do projeto EzTowers, a companhia vendeu R$ 209 milhões, já líquidos de distratos. Apenas no 1T18 já foram R$ 121 milhões em venda líquidas, com destaque para o empreendimento lançado no trimestre, com valor geral de vendas estimado em R$ 105,5 milhões e 74% vendido ao final do trimestre. A má notícia é que as vendas de estoque ainda estão em um patamar baixo. Considerando as vendas líquidas, a companhia negociou apenas 6,6% do estoque nesse trimestre. Ou seja, no ritmo do 1T18, levaria mais de 15 trimestres para vender todo o estoque atual, quase quatro anos. Claro que a expectativa é que o mercado imobiliário comece a melhorar e a velocidade de vendas aumente, mas o panorama atual ainda é desafiador. Consideramos a companhia uma boa opção de investimentos para investidores com foco em retorno de médio e longo prazo, tendo em vista sua excelente gestão, ausência de endividamento e a recuperação esperada para o mercado nos próximos anos.

Br Properties (BRPR3) vende edifício na Vila Olímpia. A companhia vai receber R$ 57 milhões, sendo R$ 11,4 milhões já pagos, pelo edifício Celebration, que tem 5,6 mil m² e fica na Rua Casa do Ator. O valor por m² foi de pouco mais de R$ 10 mil, em linha com as últimas transações do mercado, lembrando que não é um ativo AAA. Esperamos reação neutra do mercado à divulgação.

Eletropaulo (ELPL3) recebe nova proposta para aquisição do controle. Agora, a proposta veio da Neoenergia, que se propôs a participar de uma oferta pública primária de ações, no valor de R$ 25,51 por ação, o que representa um prêmio de 16% frente à cotação dos papéis ELPL3 ontem, e de quase 30% frente ao preço oferecido há algumas semanas pela Energisa (ENGI11), de R$ 19,38. Pelo acordo, a Eletropaulo terá que alocar à Neoenergia até 80% das novas ações (após o direito de prioridade dos atuais acionistas), e a oferta deve totalizar R$ 1,5 bilhão. Os papéis ELPL3 devem responder de forma positiva à novidade.

Foi deferido o processo da recuperação judicial de todo o Grupo Eternit (ETER3). A partir da publicação da decisão que deferiu o processamento da recuperação judicial serão contados 60 dias para apresentação do plano de recuperação judicial. Segundo a companhia, esse processo é importante, pois permitirá a continuidade de seus negócios. Vale lembrar que a empresa ainda não divulgou seu desempenho consolidado de 2017. Continuamos não recomendando o posicionamento nos papéis da Eternit por acreditarmos que seus riscos superam o seu upside atual.
 
Movida (MOVI3) conclui captação. A locadora de veículos comunicou que foi encerrada a primeira emissão de debêntures, não conversíveis em ações, que totalizou o montante de R$ 250,0 milhões de recursos à companhia. Os juros remuneratórios desses títulos de dívida corresponderão à variação do CDI acrescida de 2% ao ano e o prazo de vencimento será em 2023. A captação bem-sucedida deverá manter os ativos MOVI3 no campo positivo em bolsa.

Indústrias Romi (ROMI3) deve inaugurar divulgação do 1T18 hoje. Ainda que as inúmeras incertezas em âmbito interno e externo prejudique a retomada dos investimentos produtivos, a Romi deve apresentar números mais consistentes nesse início de ano, com o aumento da produção propiciando algum ganho de margem. Ademais, o lucro líquido do trimestre pode ser favorecido pela compensação de impostos, devido ao ganho de uma causa judicial, como destacamos aqui na última semana. Diante de tais perspectivas, suas ações podem ganhar novo fôlego desde o pregão de hoje.
 

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