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18/04/2018

Diário Matinal Coinvalores - 18 de abril de 2018

 

Bom dia,

IGP-M desacelera. O índice apresentou elevação de 0,40% na segunda prévia de abril, contra 0,59% há um mês. Os três indicadores que compõem o IGP-M subiram neste levantamento. Os preços ao produtor registraram variação de 0,46%, ante 0,83% em março, já o índice de preços ao consumidor subiu 0,27%, ante 0,12%, no mesmo período do mês anterior. E o custo da construção cresceu 0,37%, contra os 0,20% do mês anterior.

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Inflação desacelera na zona do euro. O CPI harmonizado de março veio menor que a prévia divulgada em 4 de abril e menor também que as estimativas do mercado. O indicador ficou em 1,3%, quando a prévia e a estimativa mediana apontavam para alta de 1,4%. Os preços dos bens industriais, praticamente estáveis na comparação anual (+0,2%), seguraram a inflação por lá. Na outra ponta, a linha de alimentos processados, bebidas alcoólicas e tabaco apresentou alta de 2,9% contra março de 2017. A título de curiosidade, a inflação da Romênia, que faz parte da UE, mas ainda não adota o euro como moeda oficial (entrou no bloco após a sua criação), foi muito maior que qualquer outro país do bloco com alta de 4,0% (2,9% para o segundo colocado) e o Chipre foi o único país a apresentar deflação no período, com queda de 0,4% nos preços.

CPI do Reino Unido vem abaixo das projeções em março. O índice de preços ao consumidor do Reino Unido subiu 2,5% em março ante igual mês do ano passado, desacelerando em relação ao avanço anual de 2,7% observado em fevereiro, e ficando abaixo das projeções de mercado que aguardavam uma estabilidade no índice. O núcleo do CPI, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, ficou em 2,3% em março, também abaixo das previsões de mercado que projetavam 2,50%.

Fed em destaque nos EUA. As atenções do mercado se voltam para a divulgação do Livro Bege, no meio da tarde, seguida de discursos de dois membros do FOMC, o diretor do Fed, Randal Quarles, e o presidente do Fed de NY, que sempre tem direito a voto no comitê, William Dudley, que em breve será substituído pelo atual presidente do Fed de São Francisco, John Williams, que havia assumido o escritório na costa oeste após a saída de Janet Yellen, quando esta foi indicada como chair do Fed. Chama atenção também o noticiário corporativo nos EUA com a temporada de balanços trazendo novidades positivas e animando os mercados, assim como a aparente calmaria no front diplomático.

Sessão positiva para as bolsas mundiais. Pelos recentes sinais de melhora nas relações externas dos EUA, os mercados começaram a se recuperar ontem e continuam hoje majoritariamente em leve alta. Na Ásia, os principais índices acionários também reagiram bem ao anúncio do Banco do Povo da China em cortar o compulsório bancário para liberar cerca de 1,3 trilhão de yuans (algo próximo à US$ 207 bilhões) em recursos para os consumidores, visando acelerar o crescimento econômico do gigante asiático. Na Europa, os principais mercados estão no campo positivo, assim como os índices futuros norte-americanos.
 

 

aNúmeros mais fracos da Romi (ROMI3). Contrariando as expectativas, a companhia reportou números mais fracos neste início de ano, frente ao mesmo período do ano anterior, com retração de 9,5% no volume de vendas consolidado. Houve queda expressiva no faturamento de peças fundidas e usinadas o que aliado ao aumento das exportações, a deterioração no mix de produtos vendidos e ao maior volume de compra de matérias primas pressionou a margem operacional do trimestre. Do lado positivo, ficou o volume de entrada de novos pedidos, que cresceu 10,9% ante o 1T17. Junto aos resultados a Romi anunciou a distribuição de JCP, no valor líquido de R$ 0,3655 por ação, o equivalente a um yield de 3,66%. Papéis ficam ex na próxima terça-feira (24/04) e o pagamento deve ocorrer em março de 2019. Os proventos devem amenizar o impacto negativo dos resultados sobre suas ações hoje.
   
Resultado da Weg (WEGE3) tem leve melhora. Os números da companhia apresentaram alguma melhora, puxada principalmente pela maior demanda no segmento de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, tanto no mercado interno quanto lá fora, e pela incorporação da Weg Transformers USA. Todavia, esses mesmos fatores que alavancaram o faturamento e o EBITDA do trimestre, também justificam a queda de 0,6 pontos percentuais na margem EBITDA, frente ao 1T17. De toda forma, vislumbramos que as ações da companhia devem responder de forma marginalmente positiva aos resultados.

Prévia da Brasil Brokers (BBRK3). As vendas intermediadas pela companhia cresceram menos de  2% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, mostrando que o cenário para o segmento de atuação continua muito complicado, não só pela retração nos lançamentos das incorporadoras, mas pelas equipes próprias de vendas destas, que têm ganhado muita importância nos últimos anos. Chama atenção a iniciativa da empresa de olhar para outras receitas, por exemplo, nesse trimestre foram intermediados R$ 17 milhões no mercado corporativo, ainda que bem abaixo do 3T17 e do 4T17 (no 1T17 não houve intermediação corporativa). Além disso, em parceria com o Bradesco, a companhia tem buscado originar crédito imobiliário. Foram R$ 297 milhões em contratos assinados, mais de 35% do volume intermediado no trimestre. Ainda vemos os riscos, especialmente a competição com as imobiliárias próprias das incorporadoras, como muito elevados, por isso não recomendamos a exposição aos papéis.

Prévia da Energias do Brasil (ENBR3) traz sinais positivos. A prévia do 1T18 da Energias do Brasil mostra que o consumo cresceu 2,3% no segmento de distribuição, ante o mesmo período do ano anterior, sobretudo pelo aumento das vendas no mercado livre da EDP São Paulo. Já no segmento de geração, houve queda na produção hídrica, em razão da sazonalidade dos contratos, todavia, o volume de comercialização foi quase 30% maior nesse trimestre, pelas oportunidades geradas pela volatilidade dos preços no mercado de curto prazo e também pela recuperação na demanda do mercado livre. As ações ENBR3 devem responder de forma positiva à divulgação.

Kroton (KROT3) nega negociações com grupo espanhol Santillana Brasil. Os papéis da empresa ficaram voláteis em bolsa diante das notícias recentes que davam conta de tratativas para adquirir a Santillana, que opera no Brasil desde 2001 nos segmentos de livros didáticos, materiais para ensino de idiomas, além de avaliação educacional e sistema de ensino. Suas subsidiárias mais conhecidas são a Editora Moderna e a UNO Internacional que atua em parceria com escolas de terceiros. Embora a Kroton neste momento não esteja negociando com o grupo espanhol, não é novidade que a companhia executa a estratégia de atuar mais forte no segmento de ensino básico, sobretudo após a rejeição da fusão com a Estácio (ESTC3) pelo CADE e com a criação da empresa Saber que já anunciou sua primeira aquisição semana passada. Entendemos que este esclarecimento pode reduzir a volatilidade nos ativos da Kroton.
 

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