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Notícias

23/04/2018

Diário Matinal Coinvalores - 23 de abril de 2018

 

Bom dia,

IPC-S desacelera, mas Focus traz revisão da inflação para cima. Na agenda doméstica, o único indicador relevante hoje era o IPC-S, divulgado pela GV, que veio em 0,32%, desacelerando contra a última divulgação, contribuiu para esse avanço menor o recuo de 0,1% no preço do etanol. Ainda assim, o Boletim Focus de hoje traz uma revisão para cima na mediana de mercado para a inflação. O índice oficial deve fechar o ano em 3,49%, acima do esperado na semana passada, ainda que apenas 0,01 p.p., é uma reversão da tendência de revisões para baixo no índice.

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Enxurrada de PMIs da Markit. A consultoria divulgou a prévia de indicadores de atividade para uma série de países hoje, começando pelo PMI industrial do Japão que mostrou aceleração em abril, com destaque para novos pedidos para o mercado interno, já que as encomendas para exportação caíram nesse mês. Na zona do euro, o PMI composto ficou em linha com o mês anterior, com a alta na atividade de serviços compensando a queda no PMI industrial que está no menor nível em 14 meses. Entre as principais economias, a França foi a que mais seguiu o ritmo de crescimento do bloco, com serviços voltando a subir, mas o PMI industrial na mínima de 13 meses. Além do arrefecimento já esperado após um período de forte atividade no ano passado, as disputas comerciais certamente já têm afetado a chegada de novos pedidos, que está no ritmo mais fraco de um ano e meio para cá. Na Alemanha, tanto o PMI de serviços quanto o industrial mostraram recuperação nesse mês, contrariando o que ocorreu no bloco como um todo. Logo mais, ainda de manhã, a Markit divulga os dados preliminares para a economia americana, com expectativa de estabilidade no ritmo de crescimento.

Agenda dos EUA tem indicador de atividade e vendas de moradias. Na agenda americana, o Fed de Chicago divulga seu índice de atividade nacional de março que deve se deteriorar na comparação com o mês anterior, assim como o dado de vendas de moradias usadas, que também sairá hoje, e deve trazer uma considerável desaceleração. Ainda nos EUA, vale ficar atento com as twittadas do presidente Donald Trump, que se mostrou cético quanto a promessa norte coreana de suspender os testes nucleares.

Bolsas de lado nessa segunda. Semana começa morna nos mercados internacionais, com os indicadores divulgados sem grandes surpresas e também com poucas novidades no noticiário geopolítico. O final dessa semana reserva os principais eventos, com o PIB americano e a decisão dos comitês de política monetária da UE e do Japão.
 

 

aNova proposta para aquisição da Eletropaulo (ELPL3). A disputa pelo controle acionário da Eletropaulo segue a todo vapor e agora foi a Neoenergia que lançou uma OPA concorrente, ao preço de R$ 29,40 por ação. Cabe lembrar que a proposta de R$ 19,38 feita pela Energisa (ENGI11) foi o gatilho para atrair uma série de interessados, sendo que a própria Neoenergia já havia feito um acordo onde previa pagar R$ 25,51 por ação e a última proposta era da Enel, de R$ 28,00. Mas, segundo matéria veiculada no Valor Econômico hoje, a disputa deve ter novos episódios ao longo da semana, com as empresas avaliando que "a corrida só perde sentindo econômico a partir dos R$ 35 por ação". Segundo regras da CVM, as propostas concorrentes devem ter um acréscimo de preço de no mínimo 5%. Portanto, os papéis ELPL3 devem seguir em trajetória positiva no curto prazo.

Prazo para acordo final da Samarco, da Vale (VALE3), é prorrogado. O termo de ajustamento preliminar celebrado pela Samarco junto ao Ministério Público Federal (em janeiro do último ano) foi, novamente, prorrogado. Agora, o acordo final tem que sair até o próximo dia 25/06 e, até lá, a ação movida pelo MPF, no valor de R$ 155 bilhões, continuará suspensa. Embora o valor da ação seja elevado, a novidade  deve trazer impacto apenas marginalmente positivo para os papéis da Vale, haja vista que a extensão do prazo foi relativamente pequena e mostra que há certa dificuldade para que a Samarco e o MPF cheguem a um acordo definitivo.

Eternit (ETER3) perde em primeira instância. A companhia comunicou que a justiça de Vitória da Conquista, na Bahia, fixou a indenização por danos ambientais no montante de R$ 31 milhões e o bloqueio de distribuição de lucros. A Eternit ainda comunica que como a decisão judicial foi proferida em primeira instância, será objeto de recursos, não sendo, portanto, definitiva. Continuamos não indicando os papéis da companhia por acreditarmos que seus riscos ainda são maiores que o retorno esperado.

Copasa (CSMG3) propõe nova distribuição de dividendos. A companhia propôs a distribuição de R$ 280 milhões em dividendos extraordinários, o equivale a R$ 2,2152 por ação e a um yield de aproximadamente 4,4%. A proposta deve ser apreciada em assembleia agendada para o próximo dia 07/05 e os papéis ficarão ex-proventos já no dia seguinte (08/05). O pagamento também deve ocorrer em maio, no dia 17.

Grupo NotreDame Intermédica (GNDI3) estreia hoje na bolsa. O primeiro IPO de 2018 foi da empresa de saúde que, em 2017, reportou R$ 5,3 bilhões de receita líquida, com margem EBITDA de 13,4% e lucro líquido de R$ 396,2 milhões. Sua dívida bruta ao fim do ano passado era de R$ 1,7 bilhão, porém a companhia possuía uma posição de caixa de R$ 2,2 bilhões que somados aos R$ 341,4 milhões, aproximadamente, captados com esta oferta de ações aumentou sua posição de caixa líquido. O grupo NotreDame Intermédica estreará com valor de mercado em torno de R$ 8,1 bilhões no segmento do Novo Mercado da B3.
   
Kroton (KROT3) compra o controle da Somos Educação (SEDU3). O contrato foi assinado pela Saber, empresa criada pela Kroton para atuar no ensino básico, e os fundos de investimentos geridos pela Tarpon que detêm 73,35% do capital social da Somos. A OPA proposta pela Kroton avalia as ações SEDU3 em R$ 23,75 (66% acima dos R$ 14,30 da cotação de fechamento) e se a transação não ocorrer até 23/out/18, o valor passará a ser corrigido pela variação do CDI até a conclusão da operação. Entendemos que os ativos de ambas as companhias tendem a reagir positivamente ao anúncio que ainda deverá passar pela análise do CADE, bem com outras etapas societárias e regulatórias.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

 

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