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25/04/2018

Diário Matinal Coinvalores - 25 de abril de 2018

 

Bom dia,

Inflação da construção tem leve avanço em abril. A alta no índice nacional de custo da construção foi de 0,28% esse mês, denotando ligeira aceleração frente aos 0,23% registrados na última leitura, sobretudo em razão de reajustes salariais, que impactou os custos com mão de obra.

Confiança fica praticamente estável em abril. Os índices de confiança do comércio e da construção tiveram variação marginal de -0,1 ponto esse mês, ambos puxados pela deterioração nas expectativas de curto prazo, dado o aumento das incertezas. Por outro lado, a percepção com o momento atual seguiu em trajetória positiva.

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Noticiário político e expectativas para o PIB norte-americano no radar. Sem nenhum indicador econômico relevante previsto para ser divulgado hoje, os investidores seguem calibrando as apostas para condução dos juros nos EUA, à espera do PIB do primeiro trimestre, que será publicado na sexta-feira. Todavia, o noticiário político tende a ganhar ainda mais força, com o mercado atento ao último encontro entre Emmanuel Macron e Trump e ao desenrolar das discussões em torno do acordo nuclear com o Irã.
   
Bolsas pressionadas. Na Ásia, as bolsas fecharam em queda nesta manhã, repercutindo a acentuada pressão vista em Wall Street ontem. Na Europa, a maior parte dos índices também recua, com a alta no mercado de títulos norte-americanos redirecionando o fluxo de capital para ativos de menor risco.
 

 

aSantander (SANB11) reporta bom resultado. O banco conseguiu entregar um bom aumento na margem financeira, fruto do crescimento da carteira de crédito no período. Ponto negativo para a elevação na PDD na comparação com o 1T17, mas o banco pontuou que isso é fruto de uma base muito forte de recuperação de crédito no começo do ano passado, já que a inadimplência não piorou. Melhora também no índice de eficiência do Santander, que caiu 4,9 p.p. em doze meses e 4,3 p.p. em apenas três meses. Lembrando que esse índice é calculado dividindo as despesas do banco por suas receitas, ou seja, quanto menor, melhor. O bottom line disso foi muito positivo, com o ROE do banco chegando a 19,1%, se consolidando no mesmo patamar dos principais players privados do setor. Esperamos reação positiva do mercado.

Mais um forte resultado da Fibria (FIBR3). A companhia entregou mais um bom resultado no 1T18 com destaque para as margens em um patamar elevado, mesmo que abaixo do 4T17, especialmente pela redução no volume produzido, por conta de paradas programadas, e um aumento no CPV, efeitos parcialmente compensados pela elevação no preço da celulose no mercado internacional. 2018 começou positivo para as produtoras, com volume disponível abaixo do esperado lá fora, o que possibilitou às produtoras brasileiras a implementar um novo aumento de preços nesse ano. Vale lembrar, porém, que no final do trimestre, a Suzano anunciou acordo para combinação de negócios com a Fibria, por isso, os papéis da produtora devem responder apenas marginalmente à divulgação de resultado.

Mais um sólido desempenho trimestral da Telefônica Brasil (VIVT4). Em meio ao panorama de menor crescimento, a companhia mais uma vez mostrou resiliência em seu resultado que veio em linha com as expectativas. Na comparação com o 1T17, em parâmetros recorrentes, houve pequeno avanço de 1,6% na receita líquida, já o EBITDA subiu 7,2% e o lucro líquido 8,3%. Diante do desempenho dentro do esperado, não acreditamos em forte reação dos papéis VIVT4. Vale destacar a aprovação das datas de pagamentos de seus proventos referentes ao exercício do ano passado. O montante bruto de R$ 2,4 bilhões deliberado em forma de juros sobre o capital próprio será pago em 21/ago/18, enquanto os dividendos que totalizam R$ 2,2 bilhões serão pagos em 11/dez/18.

Ecorodovias (ECOR3) assina aditivo na Imigrantes e pagará dividendos. O contrato será estendido em 7 meses e 24 dias, por conta da obra que vai separar o fluxo de veículos pesados do porto de Santos do fluxo de veículos de passeio que entram e saem da cidade, como detalhamos no dia 6 de abril. Naquela data, o ex-governador de SP, Geraldo Alckmin, havia anunciado obras de R$ 260 milhões e o valor do aditivo acabou sendo fechado em R$ 270 milhões. Adicionalmente, o conselho da companhia propôs dividendos de R$ 0,372793607 por ação. Papéis voltam do feriado da próxima terça já ex-dividendos, então o investidor tem até segunda-feira para se posicionar nos ativos da empresa e receber um yield de 3,95% (considerando fechamento de ontem), com data do pagamento em 15 de maio.

Vale (VALE3) deve manter bom desempenho. A mineradora irá divulgar o balanço do 1T18 hoje, após o pregão, e as expectativas são positivas. O maior volume de venda de minério e a alta no prêmio por qualidade devem compensar, parcialmente, a queda no preço da commodity e o resultado mais fraco na área de metais básicos. O lucro da companhia deve saltar dos US$ 771 milhões registrados no último trimestre para US$ 2,1 bilhões agora, segundo a média das estimativas do mercado. Todavia, o papel já vem acumulando forte alta desde o início do mês, o que pode minimizar a influência positiva da divulgação sobre suas ações.

OdontoPrev (ODPV3) solta o balanço hoje. O resultado da operadora de planos odontológicos deverá vir forte por conta da aquisição da Odonto System, operadora que adicionou cerca de 600 mil beneficiários à base da companhia no último trimestre de 2017. Em termos pró-forma, a mediana das projeções indica para uma leve alta de 4,7% no faturamento, mas já o EBITDA deverá ser maior em 16,0% e o lucro líquido subir 14,1%, todos em relação ao 1º trim/17. Adicionalmente aos bons números, a OdontoPrev deverá anunciar a distribuição de proventos aos acionistas, como tem feito em todos os trimestres dos últimos anos. Com isso, acreditamos que suas ações poderão ficar hoje em terreno positivo.

Outra que divulgará seu resultado será a Estácio (ESTC3). A instituição de ensino superior atravessa o processo de reestruturação das suas operações e, nesse sentido, as estimativas para o 1º Trim/18 indicam números ainda em recuperação. Em relação ao primeiro trimestre de 2017, espera-se queda de 1,5% na receita líquida, enquanto que para o EBITDA se prevê alta de 15,2% e para a linha final da DRE um salto de 45,3%. Entendemos que a expectativa de melhora na rentabilidade da Estácio neste 1º Trim/18 tende a levar suas ações ao campo positivo hoje.

Hapvida (HAPV3) estreia hoje na bolsa. Os papéis HAPV3 serão lançados ao preço inicial de R$ 23,50/ação, movimentando cerca de R$ 3,4 bilhões com o IPO. Deste total, R$ 800,7 milhões irão para os acionistas vendedores na oferta, enquanto R$ 2,6 bilhões entrarão no caixa da companhia. O segundo IPO deste ano foi de outra empresa de saúde que, em 2017, reportou R$ 3,9 bilhões de receita líquida, com margem EBITDA ajustado de 22,6% e lucro líquido de R$ 650,6 milhões. A empresa não possuía dívida ao fim do ano passado, enquanto que sua posição de caixa era de R$ 1,4 bilhão que somados aos R$ 2,6 bilhões, aproximadamente, captados com esta oferta de ações, aumenta o montante em caixa para cerca de R$ 4,0 bilhões. A Hapvida estreará com valor de mercado em torno de R$ 15,8 bilhões no Novo Mercado da B3.
 

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