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26/04/2018

Diário Matinal Coinvalores - 26 de abril de 2018

 

 

Bom dia,

Sondagens da indústria e serviço recuam em abril. O índice de confiança da indústria recuou 0,7 ponto em abril, para 101,0 pontos, consequência da piora das expectativas e estabilidade na situação atual. Já o nível de utilização da capacidade instalada aumentou 0,4 p.p. entre março e abril, para 76,5%, o maior desde maio de 2015. O índice de confiança de serviços também veio menor, recuando 0,2 ponto na mesma base de comparação, para 91,2 pontos. Essa queda reflete um ajuste nas expectativas empresariais, relacionadas às incertezas no campo político. E a utilização da capacidade do setor de serviços recuou 0,2 p.p. em abril, para 82,6%.

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Indicadores dos EUA no radar hoje. Após um início de semana de agenda fraca, agora as divulgações voltam a ter algum destaque, a começar pela balança comercial de março, que deve seguir registrando déficit, ainda que ligeiramente menor do que na leitura anterior. Outros dados econômicos como o volume de estoques no varejo e de encomenda de bens duráveis, divulgados pela Conference Board, e a publicação semanal de pedidos de auxílio desemprego também podem trazer alguma movimentação para o mercado bursátil.
   
Na Europa, indicadores de confiança e discurso de Draghi no radar. O índice de confiança do consumidor alemão teve um leve recuo, para 10,8 pontos dos 10,9 pontos registrados na leitura anterior, mas ficou em linha com a mediana das previsões. No Reino Unido, esse índice será divulgado mais tarde e deverá se manter no terreno negativo, reforçando as preocupações da população britânica em relação às perspectivas econômicas do país que negocia sua saída da zona do euro. Falando no bloco econômico, hoje tivemos a reunião do BCE que manteve as taxas de juros negativas e pode sinalizar sobre o fim do programa de recompra de ativos esperado para ocorrer neste ano, na coletiva de hoje do presidente da instituição, Mario Draghi, que pode balizar os mercados.

Bolsas perto da estabilidade. Após a reunião sem surpresas do BCE, as Bolsas europeias operam em leve alta nessa quinta, esperando a sexta-feira carregada que aguarda os mercados. Destaque amanhã para o PIB americano, para a reunião do comitê de política monetária japonês e para o encontro entre autoridades norte e sul-coreanas. Na Ásia, dia misto, com a Bolsa japonesa em alta, mas as chinesas fechando no vermelho, mesmo sem grandes novidades, o mercado está apreensivo com possíveis novas sanções americanas, especialmente contra empresas de tecnologia após o caso ZTE.
 

 

aResultado sólido do Bradesco (BBDC4), mas sem surpresas. Margem financeira em linha com a reportada no último trimestre do ano passado, mas forte queda nas despesas com PDD propiciaram a evolução de 4,9% no lucro líquido no banco (que veio dentro do esperado) em três meses, levando o ROE do banco para 18,6%, acima dos 18,0% reportados no período anterior. Um pouco abaixo do esperado vieram as operações de seguros, previdência e capitalização, abaixo mesmo do 1T17. Destaque para a queda de despesas, por conta das sinergias com o HSBC e do programa de demissão voluntária implementado no ano passado pelo banco. A inadimplência seguiu caindo, com exceção no segmento de grandes empresas. Não esperamos uma reação forte do mercado aos números, que não trouxeram uma grande novidade.

Bom resultado da Multiplan (MULT3). A companhia entregou bons números nesse primeiro trimestre do ano, com crescimento no top line, mas destaque para os ganhos de margens na comparação com o 1T17. A margem EBITDA ajustada saltou de 76,6% para 79,1% e a margem FFO ajustada de 42,6% para 49,7%. Lembrando que o FFO é uma espécie de lucro líquido ajustado do setor, somando efeitos não caixa como depreciação e amortização. Isso é resultado do bom nível de ocupação dos shoppings e da boa performance de venda dos lojistas, o que acaba elevando o aluguel variável. Esperamos reação positiva do mercado à divulgação.

Forte resultado da Klabin (KLBN11). A companhia conseguiu elevar a receita líquida em 17% na comparação com o 1T17, sendo que o volume vendido ficou praticamente em linha com o reportado há doze meses. Isso acabou tendo um efeito bem forte na margem EBITDA, que saltou 6 p.p. entre os períodos mencionados. Destaque também para a contínua diminuição do endividamento da companhia após o processo de ramp up do Projeto Puma. A relação dívida líquida / EBITDA era de 4,9x há doze meses, foi a 4,1x no final do ano passado e fechou o 1T18 em 3,8x. Também consideramos que os números da Klabin serão bem recebidos pelo mercado.

Bom controle de custos ajuda as margens da Ecorodovias (ECOR3). A companhia viu o tráfego das suas estradas crescer apenas 2,0% na comparação com o 1T17 e nesse ano o efeito da inflação nos reajustes dos pedágios também foi bem menor (tarifa média evoluiu 3,5% em doze meses), então o bom trabalho da empresa na redução de custos foi fundamental para o bom avanço no EBITDA, com elevação de 3,4 p.p. na margem EBITDA. Apesar do bom resultado, esperamos reação mais comedida do mercado por conta das investigações em curso sobre pagamentos da Ecorodovias a algumas empresas. A companhia instalou um comitê para apurar o ocorrido.

Resultado da Vale (VALE3) fica aquém das estimativas. Ainda assim os números apresentados pela companhia foram saudáveis e trazem algumas boas notícias, como a redução de quase 20% na dívida líquida e no preço necessário para atingir o break even com o minério entregue na China (sendo que o preço atual está bem acima desse patamar), ambos em comparação com o trimestre imediatamente anterior. A margem EBITDA também melhorou no período, com o maior volume e melhor realização de preço nas vendas de minério de ferro. Ademais, o lucro de US$ 1,9 bilhão assegura um pagamento de proventos mínimo de US$ 1,033 bilhão em setembro, tendo em vista a nova política de distribuição da mineradora, o que equivale a um yield de quase 2,5% frente ao fechamento de ontem. Do lado negativo, pesou a menor produção de metais básicos e os maiores dispêndios com combustíveis. Contudo, vislumbramos que os papéis da companhia tendem a ficar pressionados ao longo do pregão hoje, já que o desempenho ficou ligeiramente abaixo das projeções do mercado.

Promoção nas mensalidades trouxe resultado surpreendente para a Estácio (ESTC3). Neste ciclo de captação de alunos, que foi impactado pelo atraso no cronograma do FIES, a companhia lançou a oferta aos estudantes de pagar R$ 49 de mensalidade durante os três primeiros meses do curso. Segundo a companhia, essa campanha promocional gerou um faturamento de cerca de R$ 128 milhões neste 1º Trim/18, o que explica em boa parte o salto de 14,2% na receita líquida frente ao 1º Trim/17, bem além das previsões de mercado. Esse maior faturamento contribuiu para a diluição dos gastos operacionais da companhia, levando o EBITDA a crescer 53,7% e o lucro líquido 62,1%, ambos na mesma base de comparação. Diante dos números acima do esperado, acreditamos que as ações ESTC3 deverão reagir positivamente hoje.

OdontoPrev (ODPV3) apresentou desempenho dentro do esperado. O resultado da operadora de planos odontológicos veio em linha com as estimativas de mercado que destacamos na publicação matinal de ontem. Indo aos principais números da DRE, a receita líquida cresceu 5,4%, o EBITDA ajustado 17,7% e o lucro líquido 18,9%. Ressaltou-se especialmente a expressiva queda na sinistralidade, principal custo das operadoras, de 45% no 1º Trim/17 para 42% no mesmo período deste ano. Por conta do resultado dentro das estimativas de mercado, não acreditamos em forte reação das ações ODPV3.

Via Varejo (VVAR11) reporta bom desempenho neste 1T18. A companhia apresentou crescimento em sua receita líquida consolidada com expansão de 10,5% em relação ao 1T17, fruto do melhor desempenho de vendas, mesmo em um período de grandes promoções e da abertura de 14 lojas nos últimos 12 meses. As lojas físicas apresentaram crescimento mesmas lojas de 10,6%, e no varejo online o faturamento online cresceu 7,3%. O EBITDA ajustado ficou 24,1% acima do 1T17, e a margem foi de 6,1% contra os 5,5% do mesmo período do ano passado. Por fim, o lucro líquido teve uma redução de 26,0% frente ao ano passado, impactado por maiores impostos pagos no 1T18 em relação ao 1T17. A companhia continua reportando bom desempenho, mostrando que a integração de suas operações e uma maior digitalização das lojas vem surtindo efeitos positivos, além disso, a empresa encerrou o trimestre com uma sólida posição de caixa líquido. Com este bom desempenho acreditamos que suas ações possam responder positivamente no pregão de hoje.

Eletropaulo (ELPL3) cancela oferta e recebe nova proposta. O conselho de administração da elétrica cancelou a oferta de distribuição primária de ações, a fim de garantir a "evolução da competitividade entre as ofertas públicas para aquisição de ações". Nesse sentido, a Enel anunciou uma proposta de R$ 32 por ação, valor quase 14% acima dos R$ 28 ofertados anteriormente pela Neoenergia, porém, logo em seguida, a Neoenergia também revisou sua oferta, passando a oferecer R$ 32,10 por ação, o que representa um ágio de 4,6% frente a cotação dos papéis ELPL3 no fechamento do mercado ontem. Cabe lembrar que caso uma outra empresa queira entrar na disputa, terá que lançar uma OPA concorrente, aumentando o valor da última oferta em no mínimo 5%. 

Copel (CPLE6) adia entrada em operação da UHE Colíder. Agora, a primeira unidade geradora está prevista para entrar em operação em junho de 2018, um mês depois da estimativa anterior. Mesmo que o prazo da postergação seja relativamente pequeno, a mudança pode trazer impacto negativo para o balanço do segundo trimestre, já que a companhia terá que comprar energia no mercado de curto prazo para honrar seus contratos. Suas ações devem responder de forma negativa à novidade. 

SLC (SLCE3) aprova pagamento de proventos. A companhia aprovou o pagamento de R$ 200 milhões em dividendos correspondendo a 60% do lucro líquido ajustado de 2017, sendo R$ 2,1339 por ação ordinária. O pagamento será feito no dia 10 de maio sendo que a partir de 2 de maio, as ações serão negociadas ex-dividendos.

Localiza (RENT3) divulga balanço hoje. A incorporação da Hertz Brasil deverá garantir mais um forte resultado da companhia, com as estimativas de mercado apontando para um crescimento acima de 30% tanto para a receita líquida quanto para o EBITDA e de 40% no lucro líquido, todos na comparação com o 1º Trim/17. Acreditamos que suas ações poderão ficar no campo positivo diante das boas previsões.

Fleury (FLRY3) também apresenta seu desempenho após o pregão. O resultado do grupo de medicina diagnóstica deverá vir sólido, com a mediana das projeções indicando para um avanço de cerca de 11% no faturamento da empresa, de 6% no EBITDA e de 19% no lucro líquido sobre o que foi reportado no 1º Trim/17. Entendemos que as ações FLRY3 tendem a reagir positivamente no pregão de hoje.
 

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