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Notícias

27/04/2018

Diário Matinal Coinvalores - 27 de abril de 2018

Bom dia,

IGP-M e PNAD Contínua. O índice de inflação desacelerou na comparação com março, ficando em 0,57% contra 0,64% há um mês, com destaque para o recuo no preço do minério de ferro e do gado. A título de curiosidade, o preço que mais recuou foi o da mexerica, com queda de 13,04%. Em abril do ano passado, porém, o índice teve variação negativa. No ano, a variação do IGP-M já é de 2,05%, dando sinais de aceleração. A PNAD Contínua trouxe a taxa de desocupação atingindo 13,1% no primeiro trimestre do ano, contra 11,8% no último trimestre do ano passado. Em linhas gerais, os indicadores domésticos dessa manhã não trouxeram notícias muito positivas.

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PIB norte-americano em destaque. O indicador mais aguardado ao longo de toda a semana, a primeira prévia do PIB do 1T18, deve movimentar as Bolsas hoje. Qualquer coisa acima dos 2% estimados pelo mercado deve aumentar o temor quanto a um Fed mais agressivo, pressionando os ativos de renda variável mundo afora. As atenções também recaem sobre a evolução das despesas de consumo pessoal (PCE) e do custo de emprego, enquanto o índice de confiança do consumidor, divulgado pela Universidade de Michigan, deve ficar em segundo plano hoje.

Indicadores econômicos europeus. O índice de confiança econômica da zona do euro em março foi revisto para cima, de 112,6 pontos para 112,7 pontos, e se manteve neste patamar em abril, diferente das estimativas que indicavam uma redução para 112,0 pontos. Na Alemanha, a taxa de desemprego permaneceu em 5,3% neste mês, dentro da previsão. Já o PIB britânico no primeiro trimestre deste ano desacelerou mais do que o esperado, ao registrar alta de apenas 0,1% em relação ao trimestre anterior e de 1,2% na comparação com o ano passado. Os dados são passíveis de revisão, mas boa parte desse arrefecimento pode ser atribuída aos possíveis impactos do Brexit sobre a economia do Reino Unido.
   
Bolsas em alta lá fora. A promessa de que um acordo de paz será firmado ainda esse ano entre as Coreias do Norte e do Sul trouxe ânimo aos mercados asiáticos nesta manhã. A menor percepção de risco geopolítico também trouxe alívio para a Europa, onde as Bolsas seguem majoritariamente no azul, com os investidores atentos a divulgação do PIB norte-americano e suas implicações para a condução da política monetária do Fed.
 

 

aPreço da celulose impulsiona margens da Suzano (SUZB3). A companhia vendeu menos celulose nesse trimestre do que no 1T17 e no 4T17, mas, ainda assim, a receita de venda de celulose saltou 42% na comparação anual e caiu apenas 1% (contra 8% do volume vendido) na comparação com o trimestre imediatamente anterior. Com custo de produção por tonelada em linha com o reportado a um ano atrás e bem abaixo do que vimos há três meses, a margem EBITDA do segmento avançou para 61,9% (+6,4 p.p. em três meses e +16,4 p.p. em doze meses). No segmento de papel, o aumento de preços foi menor, mesmo assim a receita se comportou melhor que o volume vendido, com ganho de margem, ainda que bem menor que em celulose (+1,3 p.p. em três meses e +3,1 p.p. em doze). No consolidado, o EBITDA da Suzano avançou 83,5% em doze meses. Bom resultado que deve manter a tendência positiva dos papéis.

Resultado tímido da Embraer (EMBR3). Os números mais fracos, no entanto, já eram esperados, especialmente após a divulgação da prévia operacional. A companhia se encontra em fase de transição no segmento comercial, com a entrega do primeiro E190 de segunda geração agora em 2018. Já em aviação executiva, a razão do desempenho mais tímido é o mercado ainda claudicante. O backlog da companhia saltou de US$ 18,3 bi no final do ano passado para US$ 19,5 bi, mas isso ocorreu apenas pela inclusão do segmento Serviços e Suporte no montante. É US$ 1,7 bi, sendo que US$ 300 milhões já estavam no backlog em outros segmentos e foram realocados. Ou seja, o backlog “comparável” caiu dos US$ 18,3 bi de três meses atrás para US$ 18,1 bi. Com números dentro do esperado e o deal com a Boeing no radar, os papéis da Embraer podem ignorar solenemente a divulgação de resultados.

Resultado da Hypera (HYPE3) fica em segundo plano. Com os vários problemas que pairam sobre a empresa, seus resultados ficarão em segundo plano no dia de hoje. A companhia entregou crescimento de 13,9% em sua receita líquida no 1T18, combinando aumento de volumes e a elevação de preços de seus produtos no período analisado. O EBITDA das operações continuadas cresceu 24,8%, com margem EBITDA se elevando em 3,4 p.p. em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Com isso, o lucro líquido das operações continuadas apresentou alta de 41,6% em relação ao 1T17. A Hypera também acabou anunciando a aprovação da distribuição de juros sobre capital próprio, equivalentes a cerca de R$ 0,1785 (já líquido) por ação, a serem pagos em data a ser definida, com base na posição acionária de 5 de abril. Mesmo mostrando melhora em seu desempenho e com o anúncio de distribuição de proventos acreditamos que suas ações continuarão pressionadas, haja vista que dois de seus principais executivos estão sendo alvo de investigações pela Polícia Federal. A companhia anunciou que aceitou o pedido de afastamento de seu principal acionista João Alves de Queiroz Filho da presidência do Conselho e do presidente da Hypera, Cláudio Bergamo, por conta das investigações que envolvem a delação premiada do ex-executivo Nelson Melllo. Breno Toledo Pires de Oliveira assume a posição de CEO, após dez anos na companhia em posição de diretoria, e para a presidência do conselho foi eleito Luiz Eduardo Violland.

Forte resultado da Localiza (RENT3). Como destacamos na publicação matinal de ontem, pela incorporação da Hertz Brasil já se esperava expressivo crescimento na comparação com o 1º Trim/17. A receita líquida subiu 36,1%, o EBITDA 33,8% e o lucro líquido saltou 46,3% entre os períodos. Entendemos que os bons números podem deixar os ativos RENT3 no campo positivo, mas sem grande força, pois vieram em linha com as previsões.

Bom desempenho do Fleury (FLRY3). O grupo de medicina diagnóstica registrou crescimento de 11,1% na receita líquida, de 7,3% no EBITDA e de 18,1% no lucro líquido, todos em relação ao 1º Trim/17 e dentro das expectativas. Isso ocorreu em meio ao forte processo de expansão orgânica do grupo que ainda atravessa o processo de maturação das unidades novas, o que pesa um pouco em suas margens operacionais. Não esperamos grandes reações dos papéis FLRY3 diante do resultado dentro das estimativas.
   
Copasa (CSMG3) tem resultados regulares neste início de ano. O faturamento da companhia avançou principalmente em razão do crescimento no número de ligações e do reajuste tarifário aplicado em agosto do ano passado, já que o consumo de água e esgoto por unidade recuou 1,4% em doze meses. Porém, as maiores tarifas também implicaram em alta na rubrica de provisão para crédito de liquidação duvidosa, o que aliado aos maiores dispêndios com pessoal e materiais de tratamento corroeu boa parte do ganho de rentabilidade no período, deixando a margem EBITDA em 37,3%, apenas 0,2 pontos percentuais acima do registrado no 1T17. Portanto, vislumbramos que a divulgação deve trazer influência marginalmente negativa para suas ações no curto prazo.

Vendas da Copel (CPLE6) seguem fracas. No mercado cativo as vendas da distribuidora recuaram 6,1% neste 1T18, frente ao mesmo período do ano anterior,  pela migração de clientes industriais e comerciais para o mercado livre, bem como pela expressiva redução no consumo médio por unidade residencial. Consolidando o resultado dos segmentos de geração e comercialização, o volume de energia vendida caiu 1,0% no período, apesar da alta de 1,7% no número de consumidores. Os papéis da companhia podem ficar pressionados ao longo do pregão hoje, diante de tal divulgação.

Pão de Açúcar (PCAR4) apresenta bom resultado. A companhia apresentou bom desempenho neste 1T18, com crescimento de 7,5% em sua receita líquida em relação ao 1T17, sendo impulsionado pelo expressivo aumento de 25% no Assaí. O EBITDA ajustado ficou 17,4% maior, com margem EBITDA saindo de 4,8% para 5,2%. Por fim, o lucro líquido das operações continuadas cresceu 47,7%. A companhia também aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio relativo ao 1T18, o valor por ação será de R$ 0,247418 por ação preferencial e R$ 0,224927 por ação ordinária, já líquido, com pagamento previsto para o dia 12 de junho e as ações ficando ex-juros a partir de 4 de maio.

Eternit (ETER3) anuncia resultado do 4T17. Enquanto grande parte das empresas já está apresentando o resultado do 1T18, a Eternit vem anunciar o seu desempenho do 4T17. A companhia apresentou fraco resultado no fechamento de 2017, com queda de 13,4% em sua receita líquida nesse trimestre e o EBITDA e lucro líquido continuando no campo negativo. Vale lembrar que a companhia está em processo de recuperação judicial, anunciada em março, além de encarar vários processos pelo banimento de seu principal insumo. Continuamos não recomendando o posicionamento no papel, pois acreditamos que seus riscos são maiores que os retornos.

Hering (HGTX3) reporta resultado ainda aquém do esperado. A companhia apresentou crescimento de 4,7% em sua receita líquida, refletindo um maior controle dos estoques de seus franqueados e maiores vendas na webstore. O EBITDA apresentou expansão de 7,2% na mesma base de comparação, refletindo o crescimento das vendas e a diluição de despesas. No entanto, o lucro líquido veio menor em 9,3%, decorrente da retração em sua receita financeira. A companhia apresentou números um pouco melhores que os reportados em 2017, entretanto continuam aquém do esperado. A reestruturação iniciada há dois anos ainda não vêm mostrando um sólido resultado para suas operações, o canal multimercado e franqueados, que tem grande peso em seus negócios ainda precisam alavancar suas vendas.

BRF (BRFS3) tem novo presidente do conselho. Os acionistas da BRF confirmaram Pedro Parente como presidente do conselho de administração da companhia. No total foram 10 conselheiros substituídos, além da entrada de Parente, destaque para a volta de Luiz Fernando Furlan.
 

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