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Notícias

03/05/2018

Diário Matinal Coinvalores - 3 de maio de 2018

 

Bom dia,

IPC-Fipe recua em abril. O índice de preços ao consumidor de São Paulo registrou variação negativa de 0,03% em abril depois determinar março estável. O principal propulsor para esta queda foram os preços de habitação e despesas pessoais.

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Fed seguiu o script. Conforme o esperado, o banco central dos EUA manteve os juros básicos no intervalo entre 1,5% e 1,75% ao ano na reunião encerrada ontem, indicando que a alta deverá vir em junho e seguir em ritmo gradualista. Teremos hoje a divulgação de dados do mercado de trabalho que devem continuar avançando e as sondagens da atividade econômica em abril que poderão trazer resultados um pouco mais fracos, de acordo com as estimativas de mercado.

CPI da zona do euro fica abaixo que o esperado. A inflação na zona do euro apresentou desaceleração em abril, registrando alta anual de 1,2%, ante a expectativa de 1,3%. O núcleo também caiu, vindo para 0,7%, contra o 1,1% na divulgação anterior. Já o PMI de serviços do Reino Unido também surpreendeu, vindo menor que o esperado, ficando em 52,8 ante a projeção de 53,5.

PMIs chineses no radar. Será divulgada a sondagem do setor de serviços em abril, cuja expectativa é de manutenção nos 52,3 pontos registrados em março. Para o PMI composto, também referente ao mês passado, as previsões giram em torno de 52 pontos. Contudo, esses resultados só irão refletir nos mercados bursáteis amanhã.

Bolsas mundiais ainda pressionadas. Apesar da decisão do Fed, que detalhamos anteriormente, a sessão no mercado bursátil é influenciada pelas incertezas comerciais entre EUA e China com a chegada da delegação norte-americana em terras ocidentais hoje. Na Europa, os principais índices acionários operam com leves perdas diante da agenda da região, que detalhamos mais acima, enquanto o pregão na Ásia foi distinto, com Hong Kong em forte baixa, Shanghai praticamente estável e a bolsa de Tóquio fechada pelos feriados no Japão durante toda essa semana.
 

  

aRD (RADL3) reporta bom desempenho. A companhia reportou bom resultado neste 1T18, com crescimento de 12,3% em sua receita líquida, o EBITDA teve aumento de 11,5% e o lucro líquido cresceu 15% sobre o mesmo período do ano anterior. No entanto, as margens tiveram leves reduções em decorrência das maiores despesas em virtude das aberturas de lojas. Mesmo que os resultados da empresa tenham vindo bons não esperamos grandes movimentos em suas ações, haja vista que o setor vem passando por certa acomodação. Entretanto, acompanhia continua se destacando, apresentando contínuo ganho de marketshare e uma boa situação financeira para comportar o seu plano de investimentos em abertura de lojas. A RD reiterou sua expectativa de abertura de 240 lojas por ano para 2018 e 2019, só no primeiro trimestre, foram abertas 44 novas unidades e outras três fecharam, encerrando o período com um total de 1.651 lojas em operação no país.

Ultrapar (UGPA3) tem fraco desempenho. Além da retração no volume e do ambiente mais competitivo enfrentando pela Ipiranga, o resultado da companhia foi impactado pelo início das operações da Iconic, negócio de lubrificantes em parceria com a Chevron. Na Oxiteno, houve gastos pré-operacionais com a planta nos EUA e com paradas, pressionando a rentabilidade no período. Em termos consolidados, a margem EBITDA caiu dos 5,1% registrados há doze meses para 2,4% agora. As ações UGPA3 devem responder de forma negativa à divulgação, que ficou aquém das expectativas.

Resultado tímido da Cielo (CIEL3), sem surpresas. A companhia viu seus números bem pressionados, mesmo comevolução no volume financeiro transacionado nas maquininhas da Cielo. O ambiente competitivo seguiu bastante complicado pressionando as margens da companhia. Os números da Cateno vieram mais positivos, com crescimento de 3,7% na receita e ganhos de margens, mas não foram suficientes para compensar os números mais fracos da Cielo. Seguimos vendo um cenário complicado para a companhia, com o fortalecimento de alguns concorrentes menores que vem prejudicando sua rentabilidade.

Resultado mais pressionado do BTG (BPAC11). A queda da taxa de juros afetou os números do banco, assim como aredução nas receitas de investment banking e das mesas de operação do BTG. Os bons números vindos da área de gestão de ativos não foram suficientes para compensar o desempenho pior das áreas que comentamos acima. O lucro líquido ajustado do banco foi de R$ 660 milhões, contra R$ 744 milhões há três meses e R$ 843 milhões no primeiro trimestre do ano passado. Com isso, o ROE do banco caiu de 18,7% há um ano para 14,2% agora. Esperamos reação negativa do mercado à divulgação.

Embraer (EMBR3) fecha venda de 15 jatos para American Airlines. A companhia assinou um pedido firme no valor de US$ 705 milhões em jatos E175. Esse é o quarto pedido desse jato feito pela American. O último havia ocorrido em outubro de 2017. Somando os quatro, são 89 aeronaves vendidas para a cia aérea. Ótima notícia para a Embraer que tem visto seu backlog cair nos últimos trimestres.

JHSF (JHSF3) vende participação minoritária em shoppings. A companhia fechou com o fundo XP Malls à venda de até R$ 745 milhões em participações em seus shoppings. A transação depende da operação decaptação do fundo. Com esse anúncio, a companhia decidiu manter o IPO da JHSF Malls interrompido. Aguardamos mais detalhes da operação, como quais ativos estão envolvidos e o preço pago por cada participação.
 
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