Menu

Notícias

04/05/2018

Diário Matinal Coinvalores - 4 de maio de 2018

 

Bom dia,

Política e BC no radar interno. Diante de uma agenda de indicadores bem fraca, os investidores devem ficar atentos nesta sexta-feira a postura do Banco Central no mercado de câmbio, já que é esperada uma nova rodada de rolagem de contratos de swap. Além disso, o noticiário político também segue no radar, com o julgamento virtual, no Supremo Tribunal Federal, do recurso do ex-presidente Lula, contra a prisão preventiva decretada pelo juiz Sergio Moro.

a

Atividade desacelera na Europa. A série de PMIs divulgada nesta manhã denotou arrefecimento, ficando aquém do esperado, embora sigam acima da marca dos 50 pontos. No consolidado da Zona do Euro o índice composto caiu para 55,1 pontos em abril, puxado, principalmente, pela desaceleração no setor de serviços, dado o menor grau de otimismo e a recente alta dos preços. Na Alemanha, maior economia do bloco, também houve ligeira retração nos PMIs, com a entrada de novos pedidos em ritmo mais lento em todas as principais áreas de negócios. Por fim, hoje ainda foi divulgado, pela Eurostat, o volume das vendas no varejo da Zona do Euro em março, que apresentou alta marginal de 0,1% frente ao mês anterior e de 0,8% em doze meses, também decepcionando frente às estimativas.

Setor de serviços acelera na China. Já o PMI Caixin da China mostrou aceleração no ritmo de entrada de novos pedidos e criação de emprego no setor de serviços, elevando o índice dos 52,3 pontos registrados em março para 52,9 pontos em abril, superando as projeções, que apontavam para uma estabilidade nessa leitura.

Mercado de trabalho é destaque nos EUA. Logo no começo da manhã uma série de indicadores do mercado de trabalho deve atrair a atenção dos investidores nessa sexta-feira. A expectativa é de uma aceleração na criação de empregos em abril e ligeira redução na taxa de desemprego, porém, o ganho médio por hora deve arrefecer, amenizando um pouco os temores quanto a possibilidade de uma postura mais agressiva do Fed na alta dos juros. Nesse sentido, a tarde é a vez do discurso de representantes do Fed atrair os holofotes e trazer volatilidade aos mercados, conforme haja novos indícios com relação à condução da política monetária.

Bolsas divergem lá fora. Na Ásia, boa parte dos índices fechou em baixa, contrariando a melhora do PMI chinês, com os investidores atentos ao desenrolar da negociação comercial entre EUA e China. Já na Europa, as Bolsas se recuperam nesta manhã, a despeito dos indicadores mais fracos, que comentamos acima, refletindo resultados corporativos mais fortes e a expectativa quanto à divulgação de dados norte-americanos.

    

aLojas Renner (LREN3) tem bom desempenho. Acompanhia reportou bom desempenho neste 1T18, com crescimento de 13,3% em sua receita líquida, reflexo da melhora na execução de suas operações e adequada composição dos estoques, além do aumento no fluxo de clientes nas lojas. O EBITDA avançou  31%, com margem EBITDA atingindo 17,8% ante os 15,4% do 1T17. O crescimento de 2,4 p.p. foi resultado da melhora na margem de varejo, assim como do aumento no resultado de produtos financeiros no trimestre em análise. O lucro líquido também apresentou forte crescimento, com elevação na margem líquida, dado a melhora no EBITDA ajustado total, aliado as menores despesas financeiras, bem como da redução nas despesas com depreciação no período. Acreditamos que suas ações possam responder positivamente no pregão de hoje dado o bom desempenho reportado em período que sazonalmente é de menores vendas.

Resultado sem surpresas do Banco ABC (ABCB4). Os números do banco nesse trimestre vieram dentro do esperado, com o lucro praticamente em linha com o reportado nos trimestres anteriores. A margem financeira do banco veio um pouco menor, especialmente pelo resultado da tesouraria, que caiu de R$ 73,5 milhões no 4T17 para R$ 50,5 milhões. As receitas de serviços também se retraíram. Esses efeitos foram parcialmente compensados pela retração nas despesas com PDD e pelo bom controle de custos do ABC. Dessa forma, o lucro líquido ficou apenas 1,9% menor na comparação com o trimestre anterior. Como dissemos, não vimos grandes surpresas no resultado do banco, a retração da margem financeira é um ponto de atenção já que a expectativa é de avanço nesse ano, mas nos anos anteriores já vimos o começo de ano ser mais fraco e o banco conseguir entregar o guidance. Além disso, a diminuição nas despesas com PDD é bem positiva e veio melhor que o esperado até.

Bom resultado da SulAmérica (SULA11). Bom crescimento no top line, de 12% na comparação com o 1T17, com destaque para a carteira de saúde, mais representativa para a companhia e que performou bem entre os períodos. Previdência e ramos elementares também trouxeram impacto positivo, apesar da menor participação na receita. O índice de sinistralidade apresentou ligeira melhora, mas nesse ponto o segmento de saúde foi o destaque negativo, com piora no índice. O resultado financeiro, como esperado por conta da retração da Selic, apresentou forte queda, o que reduziu o avanço do lucro líquido em relação ao total de receitas, mas ainda assim com boa elevação. Esperamos reação positiva do mercado ao resultado.

Aliansce (ALSC3) entrega melhora nas margens mesmo com receita flat. A ocupação em seus shoppings foi um pouco inferior ao que vimos no 1T17 o que compensou a melhora nas vendas dos shoppings da companhia e impactou tanto o aluguel mínimo quanto o aluguel percentual. Dessa forma a receita de locação caiu 1,1% entre os períodos. No top line, destaque para o bom desempenho de estacionamentos e de serviços. Ainda assim, a receita bruta total ficou em linha com a apresentada há um ano, apenas 0,1% menor. Destaque para o bom controle de custos que possibilitou a elevação nas margens EBITDA e FFO. O resultado financeiro, à despeito da redução na Selic, veio um pouco pior. Vimos uma queda mais acentuada nas receitas financeiras do que nas despesas. Em linhas gerais, não esperamos que o resultado seja um fator decisivo para os papéis no curto prazo.

Prumo Logística (PRML3) alugará espaço para termelétrica em Açu. A companhia informou a assinatura de contrato para aluguel da área de 378 mil m² por vinte e três anos, renováveis por até mais vinte e cinco anos, visando a implantação da primeira usina termelétrica no complexo portuário de Açu no estado Rio de Janeiro, que a empresa é controladora. O início da operação está previsto em duas etapas, nos anos de 2021 e 2023. Assim, o porto contará com geração de energia através de termelétricas que totalizarão 2.911 MW de capacidade instalada. Em nossa avaliação, o contrato oferece bom potencial para as operações da Prumo, no entanto, em razão da OPA realizada em meados do mês passado, o baixo free float atual deverá limitar a reação positivacom essa notícia.

AGENDA DE DIVIDENDOS

 


 

AGENDA DE RESULTADOS
 

 

Bons negócios


« Voltar