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09/05/2018

Diário Matinal Coinvalores - 9 de maio de 2018

 

Bom dia,

Inflação segue benigna. O IPC do município de São Paulo teve variação de -0,03% na primeira semana de maio, resultado praticamente igual ao registrado na última leitura, no final de abril, com a aceleração nos preços da classe saúde sendo compensada pela deflação nos grupos habitação, alimentação e despesas gerais.

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Trump e inflação são destaques nos EUA. Na agenda desta quarta-feira o destaque fica com a divulgação do índice de preços ao produtor em abril, onde as expectativas apontam para uma ligeira desaceleração na comparação anual. Fica no radar também o discurso de  Raphael Bostic, do Fed de Atlanta, que possui direito a voto no comitê de política monetária desse ano. Todavia, Trump deve continuar atraindo os holofotes, após sua decisão de sair do acordo nuclear do Irã ser mal recebida por aliados europeus, aumentando a percepção de risco geopolítico mundo afora.

Bolsas sem rumo lá fora. Enquanto na Ásia os índices ficaram pressionados nesta manhã, na Europa o dia é de ganhos, com a alta no preço do petróleo e os resultados corporativos se sobressaindo frente ao temor com possíveis desdobramentos da saída dos EUA do acordo nuclear com o Irã. Por aqui, a temporada de balanços e a entrevista de Ilan Goldfajn, que reforçou a expectativa de um novo corte nos juros esse mês e minimizou, por ora, as preocupações com relação ao impacto da desvalorização do real sobre a inflação e os juros, devem influenciar o mercado bursátil.
 

 

aResultado sem surpresa da BR Properties (BRPR3). Números ainda muito pressionados da companhia nesse trimestre que viu sua receita de locação cair na comparação anual pela redução nos valores de alguns contratos, fruto de um ambiente ainda bastante complicado. A vacância seguiu bem elevada, em 23,2% se considerarmos o potencial de receita das propriedades e 31,8% se considerarmos apenas a área. Isso acaba pressionando a companhia, pois gera custos adicionais. Dessa forma, a BR Properties viu seu bottom line negativo em R$ 11 milhões no trimestre, ainda que o FFO, espécie de lucro líquido ajustado do setor, tenha vindo positivo em R$ 21 milhões, em linha com o apresentado há um ano. Não esperamos uma reação muito forte do mercado aos números.

Multiplus (MPLU3) cresce, mas com pressão de preços. A companhia conseguiu entregar bom avanço de acúmulo e resgate de pontos, tanto na comparação com o 4T17 quanto com o 1T17, mas o volume financeiro dos pontos (que vem do acúmulo) e a receita líquida (que deriva dos resgates) cresceram menos ou até mesmo caíram. Isso significa que o preço médio dos pontos caiu tanto na comparação com o 4T17 quanto com o 1T17, o que acaba pressionando margens. Na comparação com o 4T17, a margem operacional da Multiplus até melhorou, mas por conta de uma queda abrupta na linha de outras despesas operacionais de R$ 21 milhões para R$ 10 milhões, não explicada em release. A companhia anunciou os proventos trimestrais no valor total de R$ 0,5721, já incluindo dividendos e JCP e já líquido de IR, o que representa um yield de 2,1%. O resultado teve pontos negativos (pressão de preços) e positivos (crescimento em volume mesmo em relação ao 4T17), mas os proventos, mesmo que já esperados, podem animar o mercado.

Números mais pressionados que o esperado na Iguatemi (IGTA3). Destaque negativo para a queda de 4,5% nos aluguéis mesmas lojas e de 0,6% nas vendas mesmas lojas, indicadores importantes para o setor, que fizeram que mesmo com a melhora na taxa de ocupação em relação ao 1T17, a receita líquida da companhia viesse apenas em linha com a apresentada há um ano. A mesma coisa ocorreu como EBITDA, em R$ 125,7 milhões nos dois trimestres. A queda na Selic ajudou no resultado financeiro, fazendo o lucro líquido saltar 14,8% e o FFO 10,5%, mas essa melhora não decorre de avanços operacionais. Esperamos reação negativa do mercado, apesar de ainda considerarmos a companhia uma boa opção de investimento no setor.

Saída do BMG pressiona números da CSU (CARD3). A companhia vinha de uma sequência de ótimos resultados que foi quebrada pelo término do contrato de processamento de cartões e também de contact center que a CSU tinha com o banco BMG. Além disso, há impactos da limpeza de base de alguns clientes de cartões, o que pressionou ainda mais o volume de cartões faturados, com queda de 28,5% na comparação com o 1T17. Do lado positivo tivemos alguns contratos assinados no sentido da companhia prover soluções digitais no segmento de cartões para alguns clientes, mas ainda não operacionais. Esperamos reação negativa do mercado à divulgação.

Gol (GOLL4) divulga resultado e revisa projeções. Um dos principais fatores a impactar a companhia nesse trimestre e que também motivou parte das revisões das projeções para o resultado do ano cheio foi a apreciação do preço do combustível, principal linha de custos das aéreas. Entre o 1T17 e o 1T18 a diferença no preço por litro de combustível utilizado pela Gol foi de 16,5%. Além disso, a companhia revisou para baixo a expansão da sua oferta de assentos nesse ano. Ainda assim, a Gol segue estimando margem EBIT ao redor de 11% ao final do ano. No 1T18, essa margem veio bem acima, mas o número foi impactado por eventos não recorrentes, então não é comparável ao de doze meses atrás. O lucro líquido por ação estimado para 2018 caiu da faixa de R$ 1,20 a R$ 1,40 para algo entre R$ 0,90 a R$ 1,10. Esperamos reação mais negativa do mercado, ainda que o impacto da elevação do preço dos combustíveis já fosse conhecido.

Resultado da Guararapes (GUAR4) foi afetado por não recorrente. Se não fosse o resultado não recorrente, a companhia teria reportado bom desempenho neste 1T18. A receita líquida cresceu 17%, decorrente da elevação em todos os negócios, com a da Midway Financeira se elevando em 21,2%, a da Midway Mall em 2% e a receita líquida de mercadorias em 16,8%. As vendas em mesmas lojas cresceram 12,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o EBITDA ficou 34,7% abaixo do apurado no ano anterior, consequência dos efeitos não recorrentes visto um ano antes (dado o efeito líquido da reversão da provisão do PIS/COFINS sobre ICMS) de R$ 110,6 milhões.

Resultados da Eucatex (EUCA4) aquém do esperado. A companhia vem mostrando certa recuperação em suas vendas neste 1T18, no entanto, seu resultado consolidado continua aquém do esperado. A receita líquida total cresceu 7,3%, refletindo principalmente, as vendas para o mercado externo do segmento madeira e o aumento de preços realizados no mês. O EBITDA recorrente cresceu apenas 1,9%, mas se desconsiderarmos o ajustado por evento não caixa, teria aumentando 13,9% em relação ao alcançado no 1T17. Já o lucro líquido recorrente no 1T18 teve retração de 46,6%, quando comparado ao 1T17.

Ambev (ABEV3) reporta bom desempenho. A companhia reportou bom desempenho neste 1T18, com crescimento de 5,9% em sua receita líquida total, refletindo o crescimento no Brasil, América do Sul e Caribe. Somente no Canadá a companhia teve receita estável no comparativo com o 1T17. O EBITDA subiu 10,1%, com margem EBITDA ajustado tendo alta de 1,2 p.p.. Já o lucro líquido ajustado teve alta de 12,7% na comparação anual, sendo favorecido pela melhora operacional da empresa, mesmo em um trimestre desafiador e pela redução das despesas financeiras. Para o restante do ano, a companhia se mantém otimista, dada a melhora econômica e as vendas com a Copa do Mundo, principalmente de marcas Premium. Acreditamos que suas ações tendem a responder positivamente no pregão de hoje.

Arezzo (ARZZ3) apresenta bom desempenho neste 1T18. A companhia conseguiu reportar bom resultado neste 1T18, mesmo com o varejo se recuperando de forma lenta. A receita líquida avançou 11,1%, mostrando crescimento de vendas em todos os canais e marcas. O EBITDA apresentou alta de 13,1% e o lucro líquido cresceu 22,3% se comparado ao mesmo período do ano anterior. Suas ações devem responder de forma positiva à divulgação.

Forte resultado da Tupy (TUPY3). Como esperávamos, a Tupy reportou sólido desempenho neste início de ano, com o volume de vendas avançando 11,6% em doze meses, apesar da alienação do negócio de granalhas no mercado interno no 3T17. Ademais, o reajuste de preços no mercado interno aliado ao dólar mais valorizado impulsionou o faturamento e o EBITDA do trimestre, enquanto a margem EBITDA teve avanço mais tímido, em razão do aumento nos preços de suas principais matérias-primas. Junto aos resultados a companhia anunciou a distribuição de JCP no valor líquido de R$ 0,2210, o equivalente a um yield de 1,1% sobre o fechamento de ontem. Papéis ficam ex-proventos na próxima terça-feira (15/05) e o pagamento será realizado em 25/05. Suas ações devem responder de forma positiva às divulgações.

Sanepar (SAPR11) tem resultado resiliente. Apesar do menor volume faturado do trimestre e da mudança em sua estrutura tarifária (com redução da tarifa mínima), a concessionária conseguiu apresentar bom desempenho, puxado pelo avanço de 1,8% no número de ligações de água e de 4,3% no número de ligações de esgoto. O rígido controle sobre custos e despesas e a redução nos dispêndios com crédito de liquidação duvidosa, em reflexo de acordos realizados em dois municípios, também trouxeram bons frutos, elevando a margem EBITDA dos 35,5% registrados há doze meses para 40,9% agora. A publicação deve dar novo fôlego aos papéis SAPR11 no curto prazo.

Resultado da Gerdau (GGBR4) supera expectativas. Os números da siderúrgica nesse início de ano foram ainda melhores que o esperado, com o EBITDA atingindo R$ 1,4 bilhão e margem de 14,3%, no maior patamar dos últimos anos. O volume de venda de aços apresentou alta de 7,8% em doze meses e de 2,6% frente ao último trimestre, com melhora em todas as suas áreas de negócios e destaque para as operações no Brasil e na América do Norte. Houve alta significativa no preço das matérias-primas no mercado internacional, mas os reajustes de preços aplicados e o rígido controle da companhia sobre custos e despesas mitigou esse impacto, propiciando a maior rentabilidade no período. Outro destaque fica com a melhora em seu resultado financeiro, com a relação dívida líquida/ EBITDA caindo para 2,7x.

Bom desempenho da Rumo (RAIL3). Em termos operacionais, os números da companhia vieram acima das expectativas que destacamos na publicação de ontem, com a receita líquida crescendo 16,5% e o EBITDA 32,5% em relação ao 1º Trim/17. O resultado financeiro ainda ficou negativo, em R$ 348,9 milhões neste período, culminando no prejuízo líquido de R$ 58,3 milhões, porém, cabe ressaltar, que foi bastante inferior aos R$ 248,6 milhões negativos reportados no 1º Trim/17. Seu resultado trimestral foi positivo e em linha com o guidance apresentado pela companhia, o que poderá limitar um pouco a reação positiva que esperamos dos papéis RAIL3 no pregão de hoje.

Números pressionados da Ser Educacional (SEER3). Como destacamos ontem, a instituição de ensino superior seria impactada pelo atraso no cronograma do FIES para esta captação do 1º Sem/18. Mesmo assim, conseguiu entregar avanço de 1,6% na receita líquida, ligeiramente acima da mediana das expectativas. Os maiores dispêndios em razão da expansão das operações no EAD, no 1º Trim/17 eram apenas 15 polos operacionais e agora são 190 unidades, levaram a queda no EBITDA e no lucro líquido na mesma base de comparação, o que poderá pressionar os ativos SEER3.

Balanço da TIM (TIMP3) ficou dentro do esperado. Fora da agenda preliminar de divulgação, a operadora de telefonia apresentou seu resultado em que registrou crescimento de 4,7% na receita líquida em relação ao 1º Trim/17 mesmo com a redução na base de clientes móveis e cortes nas tarifas regulatórias que foram compensados por serviços de maior valor agregado, tal como banda larga fixa. Houve bom ganho de margem entre os períodos, sobretudo em função das menores despesas de comercialização, diante da estratégia de eficiência da companhia. Com isso, o EBITDA normalizado evoluiu 16,4% em um ano e o lucro líquido 89,1%. Além do balanço, a TIM divulgou a estimativa de pagamento de proventos para esse exercício, que deverá ficar no montante entre R$ 800 milhões e R$ 900 milhões a título de juros sobre o capital próprio. Nesse sentido, haverá a distribuição de R$ 230 milhões aos acionistas posicionados na sexta-feira (11/mai), com as ações ficando ex-JCP a partir do pregão de 14/mai e o pagamento ocorrerá até 15/ago. Aproximadamente, o valor líquido por ação é de R$ 0,08 e o yield considerando a cotação de fechamento de ontem é de 0,5%. A novidade tende a levar seus títulos para o campo positivo em bolsa no curto prazo.

Performance aquém do esperado da Tegma (TGMA3). A empresa também não tinha informado antecipadamente a publicação do resultado do 1º Trim/18 que foi bom, porém ficou abaixo das estimativas. Em relação ao 1º Trim/17, a receita líquida teve alta de 22,7%, o EBITDA de 40,7% e o lucro líquido saiu dos R$ 5,5 milhões para R$ 14,0 milhões. Embora os números tenham vindo abaixo das projeções, não esperamos grande impacto negativo nas ações TGMA3.

Anima (ANIM3) publicará resultado após o pregão. Na comparação com o frágil balanço do 1º Trim/17, a companhia deverá apresentar satisfatória evolução, com estimativas dando conta de crescimento de 7% na receita líquida, de 9% no EBITDA e de 6% no lucro líquido. Diante dessas expectativas, os papéis ANIM3 podem ficar no campo positivo na sessão de hoje.

TOTVS (TOTS3) também apresenta seu desempenho hoje. O ambiente atravessado pela desenvolvedora de softwares ainda é bastante adverso, mas o comparativo do 1º Trim/18 com o 1º Trim/17 deverá apontar para uma sensível melhora na rentabilidade em função do controle de despesas executado pela companhia. Nesse contexto, o faturamento líquido deverá ter tímida alta de 2%, para o EBITDA se espera avanço de 3% e para o lucro líquido o crescimento estimado é maior, de 35%. Embora o balanço possa denotar certa melhora, consideramos que os papéis TOTS3 não deverão reagir antecipadamente em bolsa.

Movida (MOVI3) é outra que divulga seu balanço hoje. Após o pregão, a empresa de rent a car do grupo JSL (JSLG3) apresentará seus números que, no comparativo anual, deverão registrar aumento na rentabilidade. As expectativas de mercado dão conta de uma leve alta na receita líquida, mas para o EBITDA se prevê um avanço na ordem de 10%. Para a linha final o avanço deve ficar menor, 5% é a estimativa mediana, por conta das despesas financeiras. Em nossa visão, as ações MOVI3 tendem a seguir a trajetória de alta em virtude da melhora na rentabilidade operacional da companhia que devemos observar ao longo deste ano.

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