Menu

Notícias

11/05/2018

Diário Matinal Coinvalores - 11 de maio de 2018

 

Bom dia,

Vendas do varejo voltam para o positivo. Após a queda apresentada em fevereiro, os dados do IBGE trouxeram notícias positivas do varejo. Alta de 0,3% na comparação trimestral e de 6,5% na comparação com março do ano passado. As vendas de combustíveis e artigos farmacêuticos foram o destaque dessa recuperação no varejo. No conceito ampliado, destaque também para a venda de veículos, motos e autopeças, que tem mostrado boa recuperação nesse ano, com alta de 2,9% em março contra fevereiro e de 16% na comparação com março do ano passado.

a

Agenda amena lá fora. Destaque entre os indicadores para a confiança do consumidor medida pela Universidade de Michigan. Na Europa, o presidente do banco central europeu, Mario Draghi, deve ser o foco de atenção dos mercados ao discursar em uma conferência na Itália, ainda de manhã.

Bolsas mundiais em alta. A maior parte dos índices asiáticos registrou valorização mais cedo, refletindo os dados mais fracos da inflação norte-americana, divulgados ontem. Shanghai foi à exceção, onde preocupações em torno das tratativas comerciais com Trump pesaram. Na Europa, as Bolsas oscilam entre leves ganhos e a estabilidade, diante da ausência de indicadores relevantes. Aqui no Brasil, o robusto calendário de resultados deve balizar o mercado bursátil.
 

 

aCCR (CCRO3) tem bom crescimento com algum ganho de margens. A companhia entregou elevação de 14,7% na receita líquida aliando avanço nas operações a compra de participações em concessões, como foi o caso da ViaQuatro. Sem o efeito das aquisições, a alta na receita líquida seria de 7,6%. O tráfego em suas rodovias tem mostrado elevação ainda bem tímida, de 2,3% na comparação anual, e a tarifa média esse ano tem subido menos, 3% na mesma comparação, por conta da queda nos índices de inflação. Ainda assim, a CCR entregou margem EBITDA 1,2 p.p. maior que a de doze meses atrás e com a redução da taxa Selic, viu seu resultado financeiro melhorar, e o lucro líquido saltar 35,8% em um ano. Vale sempre lembrar que as denúncias contidas na delação de Adir Assad seguem sendo um ponto de atenção no curto prazo, elevando o risco atrelado aos papéis, mas esperamos reação positiva do mercado aos números divulgados.

Mais um resultado pressionado da Eztec (EZTC3). Os números da empresa vieram abaixo do esperado nesse trimestre, com destaque para o EBITDA negativo. As vendas continuam em um patamar historicamente muito baixo e os distratos ainda pesam, reduzindo ainda mais o top line da companhia. Nesse trimestre, o custo mais elevado dos terrenos dos lançamentos mais recentes levou a retração no resultado operacional, resultando no EBITDA negativo em R$ 10,9 milhões, como comentado acima. Ainda assim, a Eztec conseguiu reportar lucro líquido de R$ 6,4 milhões, por conta do caixa líquido que gera receita financeira. Esperamos reação negativa do mercado aos números trimestrais.

Cyrela (CYRE3) também tem resultado ruim. A companhia tem lançado menos, o que levou a uma retração na receita, além disso, o estoque de imóveis prontos seguiu elevado, o que gera custos para as incorporadoras. Isso resultou em um prejuízo líquido de R$ 51 milhões nesse trimestre. Destaque positivo na divulgação para a geração de caixa de R$ 184 milhões, quando há um ano ela foi de R$ 118 milhões. Ainda assim, esperamos os papéis da empresa mais pressionados no pregão de hoje.

Outra incorporadora com números negativos foi a Even (EVEN3). A companhia apresentou melhora em seus números em relação aos últimos trimestres, ao contrário das Eztec e Cyrela que viram seus números piorarem, mas ainda assim a Even teve um trimestre muito pressionado, com prejuízo de R$ 25,6 milhões. O mercado imobiliário está até um pouco pior que o esperado nesse ano, especialmente por conta do desemprego ainda elevado, o que tem “atrasado” um pouco a melhora nos números das incorporadoras, o que pode levar o mercado a manter os papéis do setor ainda pressionados no curto prazo.

Quem também melhorou, mas continuou com prejuízo foi a Gafisa (GFSA3). Os números da companhia apresentaram avanço nesse trimestre, com crescimento no top line e melhora nas margens. Porém, isso não foi suficiente para reverter o prejuízo dos últimos trimestres. A companhia terminou o 1T18 com um resultado final negativo em R$ 55,9 milhões. Porém, como os números da companhia estavam em um patamar ainda pior nos últimos anos, o mercado pode receber bem esse prejuízo menor.

Já a Tenda (TEND3) teve um trimestre sólido. A construtora voltada para imóveis de baixa renda, que se enquadram no programa Minha Casa Minha Vida, fugiu da dinâmica mais negativa das empresas do setor, ainda que com margens um pouco mais pressionadas do que no trimestre imediatamente anterior, mas com lucro líquido de R$ 36,3 milhões, R$ 100 mil acima do 4T17. A incorporadora ainda divulgou o guidance para 2018 de margem bruta e de vendas líquidas. Enquanto a margem bruta do 1T18 (35,2%) ficou acima do teto do guidance, que é de algo entre 33% e 35%, o patamar de vendas do trimestre (R$ 424,2 milhões) anualizado, ficaria mais perto do piso do guidance, que é de vendas líquidas entre R$ 1,65 bi e R$ 1,85 bi.

Cosan (CSAN3) tem bom resultado. Houve melhora em todos os negócios da companhia, o que, no consolidado, elevou o EBITDA ajustado em 10,9% ante o 1T17 enquanto o lucro líquido subiu 68,4% no mesmo período. Na Raízen Combustíveis o volume de vendas continuou crescendo acima da média do mercado, com alta anual de 3%. Na Raízen Energia, a despeito do impacto da menor concentração de chuvas sobre a produtividade do canavial, a moagem aumentou e o faturamento foi impulsionado pela maior demanda por etanol. A Comgás, como mencionamos ontem, e a Moove também contribuíram para tal desempenho. Destaque para a forte geração de caixa e redução de sua alavancagem nesse início de ano. Os papéis CSAN3 devem responder de forma positiva à divulgação.

Crescimento mais fraco da Sabesp (SBSP3). Neste 1T18 a Sabesp apresentou números modestos, com alta de apenas 3,4% no EBITDA ajustado, frente ao 1T17. Esse desempenho reflete principalmente a elevação dos custos com materiais, serviços e despesas gerais, impactado pelas novas ligações de água e esgoto e pelo maior volume de provisões no período, já que o faturamento cresceu em razão do reajuste tarifário aplicado em novembro e do maior volume faturado. Não obstante, a desvalorização do real impactou o resultado financeiro, culminando na retração do lucro líquido. Tal balanço deve trazer impacto marginalmente negativo sobre suas ações.

Randon (RAPT4) supera expectativas. Os números da companhia foram ainda melhores do que o esperado nesse início de ano, com o EBITDA atingindo R$ 159,5 milhões, frente aos R$ 48,2 registrados no 1T17, e alta de 9,0 pontos percentuais na margem. O forte volume de venda de veículos pesados foi o grande propulsor de tal desempenho, fato que aliado a concentração das vendas de vagões e aumento das exportações propiciou a diluição dos custos fixos e o ganho de rentabilidade. Houve um ganho, não recorrente, com o ajuste no valor de compra de uma empresa, pela sua controlada Fras-le, mas, mesmo expurgando essa questão, o resultado da companhia teria superado as estimativas. A divulgação deve dar novo ímpeto aos papéis da Randon.

Já os números da Iochpe Maxion (MYPK3) ficam aquém do esperado. Apesar da alta de 22,5% no EBITDA frente ao 1T17, a companhia seguiu registrando prejuízo, de R$ 1,3 milhão neste início de ano. O volume de vendas apresentou boa evolução em todos os mercados, com destaque para América do Sul, onde a receita líquida avançou 41,2%, puxada pela demanda no Brasil, e para Europa. Todavia, uma reclassificação contábil e algumas despesas operacionais e judiciais não recorrentes aqui e em escritórios internacionais limitou o avanço da rentabilidade no período. Diante de tal desempenho, vislumbramos que os papéis MYPK3 podem entrar em movimento de realização no curto prazo.

Alupar (ALUP11) tem desempenho mais fraco. Houve deterioração tanto nos números do segmento de transmissão, onde a receita foi impactada pelo corte de 50% na Receita Anual Permitida de três empreendimentos, conforme definido em contrato de concessão, bem como em geração, onde o menor volume hídriceo o maior custo com compra de energia e algumas provisões corroeram o resultado do período. No consolidado a margem EBITDA regulatória teve retração de 7,8 pontos percentuais, encerrando esse primeiro trimestre em 76,8%. Vislumbramos que tal divulgação deve trazer alguma pressão para os papéis da companhia no curtíssimo prazo.

Mais um fraco resultado da Kepler Weber (KEPL3). A falta de demanda e a maior concorrência têm pressionado as operações da Kepler, soma-se a isso reestruturação de suas exportações, a fim de centraliza-las na  América Latina, e o faturamento da companhia seguiu em queda. O EBITDA saiu dos -R$ 2,6 registrados há doze meses para -R$ 3,1 agora, enquanto o prejuízo aumentou em 82,8% na mesma base de comparação, atingindo R$ 10,6 milhões. Os papéis KEPL3 devem responder de forma negativa ao resultado.

JSL (JSLG3) superou as boas expectativas para seu resultado. O grupo logístico viu sua receita líquida avançar 11,2% em relação ao 1º Trim/17, enquanto que o crescimento no EBITDA foi ainda maior, de 22,0%, além da reversão do prejuízo de R$ 18,1 milhões para lucro líquido de R$ 25,1 milhões neste primeiro trimestre de 2018. Devemos ver os ativos JSLG3 reagindo positivamente ao desempenho melhor que o esperado.

Crescimento de volume impulsionou o trimestre da B3 (B3SA3). Os maiores volumes negociados nos mercados de ações, derivativos e no balcão, além da recuperação no financiamento de veículos trouxeram avanços em relação aos números ajustados do 1º Trim/17, com a receita líquida crescendo 18,2% e o EBITDA 18,4%. Vale ressaltar a queda de 2,9%, na mesma base de comparação, das despesas operacionais em decorrência dos ganhos de sinergias com a Cetip. Por fim, em razão da menor posição de caixa, o lucro líquido recorrente reduziu 15,0% em relação ao reportado um ano antes. Ainda assim, acreditamos que os papéis B3SA3 deverão reagir positivamente hoje em função da ótima performance operacional.

Desempenho pressionado da Qualicorp (QUAL3). Como destacamos na publicação matinal de ontem, a mudança no modelo de comercialização das carteiras da administradora de planos de saúde gerou impacto em seu faturamento que caiu 0,5% em relação ao 1º Trim/17, ficando abaixo das previsões de mercado. O controle de gastos operacionais permitiu apenas a estabilidade no EBITDA, porém o lucro líquido diminuiu 7,5% diante da piora no resultado financeiro no período. Esperamos reação negativa dos investidores por conta dos números aquém das expectativas.

Performance acima do esperado da CVC (CVCB3). Na análise comparativa pró-forma em razão das aquisições realizadas, a receita líquida subiu 8,9%, com maior fluxo de embarque de viagens corporativas (10,9%) e em menor contribuição aos passageiros viajando a lazer (5,5%), enquanto que o EBITDA avançou 13,5% e o lucro líquido 34,6%. Essas variações vieram um pouco além do que o mercado aguardava, como destacamos na publicação matinal de ontem. Portanto, esperamos reação positiva dos ativos CVCB3 no curto prazo em bolsa.

Resultado em linha com as expectativas da Kroton (KROT3) que distribuirá dividendos. A instituição de ensino teve um desempenho apenas regular em meio ao atraso no cronograma do FIES neste ciclo de captação de alunos e também pelas novas unidades de ensino superior operando a menos de doze meses que ainda estão em processo de maturação. No comparativo anual com os dados ajustados pela venda da Uniasselvi, a receita líquida e o EBITDA ficaram estáveis, mas o lucro líquido teve um leve recuo de 3% pela menor contribuição do resultado financeiro. De todo modo, adicionalmente ao balanço, a companhia distribuirá dividendos aos acionistas posicionados ao fim do pregão do próximo dia 17. Serão distribuídos R$ 180,7 milhões em proventos, equivalentes à R$ 0,11 por ação, aproximadamente, sendo que o pagamento será feito ainda neste mês, até o dia 28. O dividend yield é de 0,8% considerando a cotação de fechamento de ontem. Em virtude do resultado dentro das expectativas, não aguardamos grande reação dos ativos KROT3 que deverão seguir mais influenciados em bolsa pela estratégia de entrada mais forte da Kroton no segmento de ensino básico, sobretudo após a compra do controle da Somos Educação (SEDU3) no mês passado.

Marisa (AMAR3) reportou fraco resultado. A companhia reportou fraco desempenho neste 1T18, refletindo as menores vendas de mercadorias, aliado ao redirecionamento dos estoques e os impactos negativos causados pela implantação da nova setorização. A receita com produtos financeiros também veio pior no período analisado com queda expressiva do cartão Marisa. Tudo isso somado, a receita líquida apresentou queda de 4% se comparada a do 1T17. O EBITDA também veio pior com queda de 64%, com margem EBITDA se reduzindo em relação ao mesmo período do ano anterior. Com queda operacional e a redução no resultado financeiro o resultado final da companhia  saiu de um lucro de R$ 14,7 milhões para um prejuízo líquido de R$ 41 milhões neste 1T18. Outro ponto negativo foi à elevação de seu endividamento que saiu de uma alavancagem de 1,7x para 2,7x. Com o fraco resultado reportado neste 1T18 acreditamos que suas ações irão performar negativamente no pregão de hoje.

Lojas Americanas (LAME4) reporta bom desempenho. A companhia reportou bom desempenho neste 1T18, com crescimento de 17,4% em sua receita líquida, o EBITDA aumentou em 36,7% e seu resultado final saiu de um prejuízo para lucro líquido neste período em análise. O bom desempenho reflete o efeito Páscoa em suas vendas, além da melhora em sua subsidiária B2W, decorrente o crescimento da operação de marketplace. A companhia também manteve o seu plano de abertura de lojas, para 2018 o objetivo é inaugurar 200 lojas, sendo que no 1T18, foram inauguradas 14 lojas (vs. 7 lojas no 1T17) e até o momento já são 130 lojas contratadas. Com o bom desempenho reportado no período acreditamos que suas ações ficarão no campo positivo.

B2W (BTOW3) reporta melhora considerável no consumo de caixa. A companhia continua reduzindo o seu consumo de caixa, conseguindo reduzir em 58% neste 1T18 frente o mesmo período do ano anterior. A melhora reflete o seu plano estratégico que é focar no modelo híbrido de plataforma digital (com vendas próprias, marketplace e oferta de serviços), com crescimento contínuo do marketplace. Por falar em marketplace, esse deve continuar em rápido desenvolvimento, com participação de 46,4% no 1T18 devendo representar mais de 50% no final de 2018. Outro ponto positivo foi à melhora no capital de giro, exatamente em função da forte aceleração do marketplace, pois não demanda capital de giro. O EBITDA ajustado, já refletindo as mudanças das práticas contábeis, teve um aumento de 69,3% com margem EBITDA ajustada saindo de 2,9% no 1T17 para 4,6% no 1T18, um aumento de 1,7 p.p. Contudo a companhia conseguiu melhorar o seu resultado final, que acabou refletindo as melhoras descritas acima e pela recuperação do resultado financeiro líquido.

Natura (NATU3) tem seu lucro afetado por provisões de impostos e custos com aquisições. A companhia reportou queda de 87,1% em seu lucro líquido na comparação com o mesmo período do ano anterior, afetado pela reversão de provisão de PIS e Cofins registrada no 1T17, além de custos associados à aquisição da The Body Shop. O EBITDA consolidado recuou 12,5%, pelos efeitos extraordinários, caso excluíssemos este efeito, o EBITDA teria sido R$ 45,8 milhões, maior do que no 1T17. Por sua vez, a receita líquida consolidada da empresa apresentou crescimento de 55,5% ante igual período do ano passado. Este bom desempenho em sua receita vem da melhora em todas as suas marcas.

Em meio ao conturbado cenário, BRF (BRFS3) reporta bom desempenho. A companhia apresentou um prejuízo líquido de R$ 114 milhões no 1T18, o que representa um recuo de 60,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O EBITDA teve alta de 40,7% e a receita líquida cresceu 5% frente ao trimestre do ano anterior. Este crescimento é explicado pelo avanço dos volumes comercializados especialmente no Brasil, Turquia, China e Hong Kong. Segundo a companhia, este ano continua bem desafiador, por conta da economia interna ainda em lenta recuperação e dos problemas enfrentados decorrentes o fechamento de algumas fábricas da empresa por problemas sanitários. No entanto, um ponto positivo foi a troca de todos os membros do conselho, a pedido dos fundos Petros e Previ. A entrada de Pedro Parente na presidência do conselho pode dar um fôlego aos futuros números da empresa no longo prazo. Como comentamos, acreditamos que a empresa continuará tendo problemas de volume nos próximos resultados, mas os custos de grãos estão bem menores podendo dar um fôlego para as margens da empresa.

Taxa de ocupação da Azul (AZUL4) cai. A cia aérea viu a oferta de assentos crescer mais que a demanda no mês de abril, revertendo uma tendência que se observava nos últimos meses, especialmente no mercado doméstico. Em voos internacionais, como a companhia está em um período de forte crescimento, tem visto uma retração na taxa de ocupação em relação ao ano passado, mas em voos nacionais, a Azul vinha mostrando melhora nesse indicador, que em abril foi 0,3 p.p. pior que o do mesmo mês de 2017. O que deve mitigar o efeito negativo da queda na taxa de ocupação é o forte crescimento observado nesse mês. Mais de 17% de alta no número de passageiros transportados, ponderado pela distância voada.

BR Properties (BRPR3) compra terreno em Cajamar. A companhia anunciou que pagou R$ 64 milhões por uma área com potencial construtivo de 133,5 mil m² que fica a 30km de SP. A companhia tem feito uma série de investimentos no mercado de galpões. O impacto dessa aquisição nos papéis da BR Properties, no entanto, deve ser limitado tendo em vista o estágio ainda inicial do projeto.

AGENDA DE DIVIDENDOS

 


 

AGENDA DE RESULTADOS
 

 

Bons negócios


« Voltar