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14/05/2018

Diário Matinal Coinvalores - 14 de maio de 2018

 

Bom dia,

Revisão no câmbio e no PIB novamente são destaques no Focus. O boletim do banco central que compila as estimativas do mercado para a economia brasileira trouxe nova revisão na cotação esperada para o dólar no fim desse ano, agora em R$ 3,40. É a quarta alta seguida, sendo que há quatro semanas, a expectativa era de câmbio fechando o ano em R$ 3,30. Para o produto interno bruto nacional, a nova mediana de mercado é de alta de 2,51%, bem abaixo dos 2,70% da semana passada. No tocante à inflação, revisão para baixo do IPCA, agora esperado em 3,45%, e para cima do IGP-M, projetado em 5,21%. Em linhas gerais, o boletim de hoje traça um panorama mais negativo para a nossa economia.

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Agenda morna no exterior. Sem indicadores relevantes para o decorrer do dia, o mercado segue atento às negociações comerciais entre EUA e China, especialmente, após o presidente Trump sinalizar que ele e o presidente chinês estão trabalhando em um acordo sobre a proibição de venda de componentes americanos para a ZTE, uma das maiores fabricantes de celular do mundo. No Twitter, o presidente americano comentou que o intuito do acordo é dar a ZTE “um caminho para voltar aos negócios, rapidamente”. Outros destaques hoje são os discursos de presidentes regionais do Fed, especialmente o de Loretta Mester, do Fed de Cleveland, que tem direito a voto no FOMC, nesse ano. Na China, hoje (amanhã por lá) sai a produção industrial de abril, mas só depois do fechamento dos mercados ocidentais.

Bolsas sem direção definida. Enquanto as Bolsas asiáticas fecharam no campo positivo, repercutindo o clima aparentemente mais ameno nas discussões comerciais entre EUA e China, as Bolsas europeias operam no campo negativo, mas muito próximas da estabilidade em dia sem grandes novidades.
 

 

aVendas no Brasil seguram o resultado da Alpargatas (ALPA4). A companhia reportou elevação de 11,7% em sua receita líquida, refletindo o maior faturamento vindo do mercado doméstico, com as marcas Havaianas, Mizuno e Osklen, que tiveram crescimento no volume vendido e, no caso de sandálias, também no preço médio. Já nas outras regiões, a companhia teve queda no volume, por conta da postergação, de março para abril, no faturamento de alguns clientes do canal multimarca. O EBITDA ficou 31,8% menor, com margem EBITDA passando de 30,7% para 18,7%, se comparado ao mesmo período do ano anterior. A companhia explica que a comparação é prejudicada por um efeito fiscal que inflou os números do 1T17. Desconsiderando os itens não recorrentes em ambos os trimestres, o EBITDA teria aumentado 40,3% e a margem subiria 2,9 p.p.. Além do resultado, a companhia anunciou a distribuição de JCP no valor de R$ 0,06184 por ação ordinária e R$ 0,06802 por ação preferencial, valores já líquidos de IR. Farão jus ao recebimento dos JCP os acionistas posicionados até o dia 18 de maio, próxima sexta. O yield, no entanto, é de apenas 0,4%.

Grupo Notre Dame Intermédica (GNDI3) tem bom resultado. Na primeira divulgação de balanço após o IPO, o grupo de saúde apresentou boa evolução de resultados. Os números foram incrementados pela aquisição feita em fevereiro do grupo Cruzeiro do Sul, que conta com uma carteira de 48 mil beneficiários, um hospital e outras unidades de atendimento de saúde. Com isso, em relação ao 1º Trim/17 se teve expressivo crescimento de receita líquida (18%), EBITDA ajustado (24%) e lucro líquido ajustado (43%). Vale destacar que todos os segmentos de atuação tiveram crescimento de faturamento, sendo 14,0% nos planos de saúde, 19,4% em planos exclusivamente odontológicos e salto de 98,3% nos serviços hospitalares, todos na mesma base de comparação. Esperamos reação positiva das ações GDNI3 diante deste resultado.

M. Dias Branco (MDIA3) reporta fraco desempenho. A companhia entregou crescimento de apenas 0,9% em sua receita líquida frente ao 1T17. O destaque positivo foi a expansão do volume em todas as linhas de produtos, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, mas compensados pela retração de 3,3% nos preços na comparação com o 1T17. No mesmo período, o EBITDA e o lucro líquido apresentaram quedas de 21,3% e 26,2%, respectivamente. Esse pior desempenho advém da estabilidade da receita com alta de 8,4% nos custos dos produtos vendidos, em decorrência do aumento do custo do trigo e pelo aumento na carga tributária sobre esse produto. Acreditamos que as ações da companhia irão performar negativamente no pregão de hoje, tanto por conta dos resultados aquém do esperado quanto pela falta de esclarecimento quanto à ordem judicial de busca e apreensão na sede da companhia, em 10 de abril desse ano.

Cesp (CESP6) começa o ano com prejuízo. Em termos operacionais, o resultado da companhia foi positivo, com o maior preço de venda e a menor necessidade de compra de energia para revenda favorecendo o faturamento e a margem bruta do trimestre, frente ao 1T17. Porém, uma expressiva elevação na rubrica de provisões para riscos legais impactou o trimestre, levando a redução de 33,0% do EBITDA e a reversão do lucro líquido de R$ 72,5 milhões registrado há doze meses para prejuízo de R$ 3,7 milhões agora. Expurgando essa questão, o EBITDA teria avançado 28,7% na comparação anual. De toda forma, a divulgação deve trazer pouco impacto para os papéis CESP6, que vão continuar respondendo, no curto prazo, principalmente ao andamento do processo de privatização.

Números mais pressionados da Ferbasa (FESA4). Apesar do maior volume de produção e da alta de 29,8% no volume de vendas, frente ao 1T17, a redução de 11,4% no preço médio de venda, em dólar, e a expressiva alta nos custos energia e matéria-prima pressionaram o resultado da companhia nesse início de ano, levando o EBITDA recuar 7,1% em doze meses, com margem de 27,1%, 6,4 pontos percentuais abaixo do 1T17. Soma-se a isso a menor receita financeira, e o lucro líquido caiu 21,7% na mesma base de comparação. Suas ações devem responder de forma negativa à divulgação.

Resultado da  Renova (RNEW11) segue  preocupante. O EBITDA saiu dos R$ 18,8 milhões registrados no 1T17 para um resultado negativo de R$ 64,6 milhões agora, com prejuízo aumentando quase 20% na mesma de comparação, para R$ 120,5 milhões. Apesar da venda do Alto Sertão II e do maior faturamento no trimestre, os custos gerenciáveis e as despesas administrativas seguiram em franca expansão, corroendo a rentabilidade do período. Não obstante, a dívida líquida da companhia também aumentou, atingindo R$ 1,3 bilhão ao final desse trimestre. Diante de tal desempenho, a companhia ressaltou que vem trabalhando na elaboração de um novo plano de reestruturação, "que será apresentado em breve" e busca uma "solução gradual e definitiva para equacionar sua estrutura de capital". Contudo, seguimos recomendando cautela na exposição aos ativos RNEW11.

CSN (CSNA3) vai divulgar resultado hoje. Após o pregão, a siderúrgica deve divulgar o balanço do 1T18, mas, ao contrário do que vem sendo apresentado no setor, o resultado da companhia deve ser fraco neste início de ano, apesar do maior volume e preço de venda de aço. A expectativa é que a alta no custo das matérias-primas e a menor produção de minério se sobressaiam, pressionando as margens e o EBITDA do trimestre. Estimativas apontam para uma retração de aproximadamente 5% no EBITDA frente ao 1T17.

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