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15/05/2018

Diário Matinal Coinvalores - 15 de maio de 2018

 

Bom dia,

Setor de serviços perde fôlego em março. Houve retração de 0,2% frente ao mês anterior de 0,8% na comparação anual. Entre as cinco classes investigadas, houve perda de ímpeto em três delas, com destaque para o grupo profissionais, administrativos e complementares. No acumulado de 2018, o volume do setor de serviços recua 1,5%. Todavia, esse desempenho já era esperado e não deve trazer impacto relevante para o mercado bursátil, onde a temporada de balanços e as expectativas com o COPOM  serão destaque.

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Produção industrial surpreende na China, mas investimentos e vendas no varejo decepcionam. Números mistos vindos do oriente mexem com os mercados hoje. Enquanto a produção industrial chinesa mostrou robustez ao crescer 7,0% em abril na comparação anual, bem acima dos 6,4% esperados, os investimentos em ativos fixos entre janeiro e abril desaceleraram para o mesmo patamar (7,0%), quando a expectativa era de números parecidos com os apresentados entre janeiro e março, de 7,5%. Além disso, após saltarem 10,1% em março, as vendas no varejo cresceram 9,4% em abril.

Agenda econômica europeia. Hoje cedo saiu uma bateria de indicadores no velho continente, com destaque principal para a primeira leitura do PIB do 1º Trim/18 que registrou alta de 0,4% na comparação com o último trimestre de 2017 e de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado, ficando em linha com as previsões de mercado. A surpresa negativa foi a desaceleração da economia alemã, que teve alta de 0,3% contra os 0,4% estimados. Já a produção industrial de março ficou um pouco aquém do esperado ao subir 0,5% sobre fev/18, sendo que a mediana estava em 0,6%. No Reino Unido, a taxa de desemprego se manteve em 4,2% no mês de março, como era esperado, mesmo com as incertezas relacionadas às negociações do Brexit. Por fim, o índice de expectativas econômicas seguiu no campo negativo nesta apuração de maio, apontou o instituto alemão ZEW, o que já era esperado. No geral, os dados oficiais ficaram alinhados com as expectativas de mercado, movimentando pouco as Bolsas da região nesta manhã.

Agenda americana. Entre os indicadores, destaque para o índice Empire State, sondagem industrial realizada pelo Fed de Nova York no estado, e para as vendas no varejo de abril. Além disso, personagens importantes do Fed discursam nessa terça. Destaque para John Williams, atualmente do Fed de São Francisco, que vai presidir o Fed de Nova York a partir do meio desse ano, lembrando que o presidente do Fed de NY sempre vota nas reuniões do FOMC enquanto os demais presidentes regionais participam de um rodízio. Além disso, dois indicados à diretoria do Fed, que também sempre vota no FOMC, vão testemunhar perante o comitê bancário do Senado americano, dando início ao rito que marca as indicações a cargos da instituição.

Bolsas têm desempenho misto lá fora. Na China, a alta na produção industrial animou os mercados, levando o Shanghai a fechar em alta de 0,57%, mesmo diante das incertezas com relação à guerra comercial com os EUA, que pressionou as demais Bolsas da região. Na Europa, os índices oscilam entre a estabilidade e leves ganhos, com os investidores atentos aos resultados corporativos e na expectativa dos dados norte-americanos.
 

 

aDirecional (DIRR3) divulga resultado melhor, mas ainda pressionado. A incorporadora mineira viu seus números avançarem, tanto na comparação com o 1T17, quanto na com o último trimestre do ano passado. Isso decorre da participação cada vez maior dos empreendimentos que se enquadram nas faixas 2 e 3 do programa Minha Casa Minha Vida, em detrimento dos imóveis de médio e alto padrão. O bottom line do trimestre ainda foi negativo, em R$ 8 milhões, mas a margem bruta ajustada, de 30% nesse trimestre, já dá sinais de que a companhia deve voltar a apresentar boa rentabilidade em breve. Apesar de ainda pressionados, esperamos reação positiva do mercado aos números que mostram evolução da companhia.

BR Malls (BRML3) anuncia bom resultado e parceria. A receita da companhia caiu quase 10% na comparação com o 1T17, mas boa parte disso decorre da venda de ativos. Se considerarmos a mesma base nos dois trimestres, a queda seria de 2,7%, impactada pelo leasing spread negativo. Ou seja, os contratos que iam se encerrando e precisavam ser renovados estavam com um valor maior do que o valor de mercado atual daquelas áreas, pressionado pela crise dos últimos anos. Ainda assim, a BR Malls conseguiu entregar ótima evolução em suas margens, decorrente da queda de 50% no SG&A. Além dos números trimestrais, a BR Malls anunciou uma parceria, além da aquisição de uma participação minoritária, na empresa Delivery Center. Não foram dados muitos detalhes de como vai funcionar essa parceria, mas a empresa é uma espécie de plataforma de entregas e deve usar shoppings da companhia como “centro de distribuição”. Esperamos reação positiva do mercados aos números melhores que a companhia divulgou nesse trimestre.

JHSF (JHSF3) melhora, mas segue com prejuízo. A companhia fez um bom trabalho controlando suas despesas operacionais e reequacionando a sua dívida. Os números dos seus shoppings também vieram mais positivos, com margem EBITDA de 76,1% nesse segmento. A margem da sua divisão de hotéis e restaurantes também melhorou na comparação com o 1T17. Mesmo assim, a companhia ainda apresentou prejuízo nesses primeiros três meses do ano. Em parte porque mesmo com o trabalho de redução do endividamento e alongamento no perfil da dívida, a alavancagem ainda machuca o resultado porque a divisão de incorporação continua com números muito aquém do ideal e o a companhia fez investimentos no aeroporto executivo que ainda será inaugurado. O EBITDA da JHSF no trimestre foi de R$ 27,2 milhões e o resultado financeiro negativo em R$ 27,5 milhões. Ainda vemos os papéis da companhia mais pressionados no curto prazo, mesmo com a melhora operacional em suas duas principais divisões de negócio.

JBS (JBSS3) reportou números satisfatórios. Mesmo em meio ao um cenário ainda bastante conturbado, a companhia conseguiu reportar bom desempenho e renegociar suas dívidas. A receita líquida cresceu 5,8%, o EBITDA evoluiu 30%, com todas as unidades, exceto JBS Brasil, registrando crescimento, com margem EBITDA aumentando de 5,7% para 7% e o seu resultado final veio com elevação de 43% se comparado ao mesmo período do ano anterior. O bom desempenho do período advém das maiores vendas das unidades JBS USA Carne Bovina, JBS Carne Suína e Pilgrim's Pride. No período, cerca de 77% das vendas globais foram realizadas nos mercados domésticos em que a JBS atua e 23% por meio de exportações. Além do melhor desempenho, outro fator positivo foi a negociação com bancos brasileiros e do exterior para rolagem da dívida de curto prazo no Brasil, com extensão do prazo em três anos. Acreditamos que suas ações devem responder positivamente no pregão de hoje, dado o bom desempenho reportado, mas principalmente pelo acordo celebrado com os bancos para a rolagem de sua dívida. Entretanto, ainda consideramos o papel extremamente arriscado.

Marfrig (MRFG3) apresenta bom desempenho. A companhia reportou bom desempenho neste primeiro trimestre, com forte crescimento de 24% em sua receita líquida na comparação anual. Essa melhora reflete a melhora nas vendas de carne in natura. O EBITDA do período ficou 5% maior, entretanto, a margem EBITDA piorou saindo de 7,5% para 6,5% se comparado ao 1T17. A queda da margem reflete os menores preços de carne bovina e de seus subprodutos no Brasil, apenas parcialmente compensados pelo mercado externo, onde a estabilidade dos preços em dólar e a depreciação do real resultaram em melhor rentabilidade. Vale comentar que a companhia continua focando o segmento de carnes, tanto que em abril adquiriu 51% da National Beef, quarta maior processadora de carne bovina dos Estados Unidos, além disso, continua com a intenção de vender a Keystone Foods, focada em alimentos processados para o segmento de foodservice. A companhia também acabou mantendo o seu plano estratégico para o ano de 2018, com perspectiva de crescimento de 7,5% a 9,5% em sua receita líquida, podendo atingir, algo em torno de R$ 13 bilhões a R$ 18 bilhões. Em margem EBITDA, a projeção é de ficar entre 8,5% a 9,5%. Também nessa ocasião, a Marfrig espera alcançar alavancagem financeira, até o final de 2018, de 2,5x o EBITDA.

Carrefour (CRFB3) reporta bom desempenho. A companhia apresentou resultados positivos neste 1T18, mesmo com a deflação de alimento freando seus números. A receita líquida cresceu 5,6% no mesmo comparativo, refletindo a melhora em todas as suas divisões, Atacadão, Carrefour Varejo e e-commerce. Além do Carrefour Soluções Financeiras que continua apresentando bons resultados. O EBITDA ajustado aumentou 16,3%, com margem EBITDA apresentando elevação de 0,66 p.p., decorrente do crescimento no Atacadão e no controle mais rígido das despesas. O lucro líquido apresentou alta de 66,8% ante o mesmo período do ano passado, dada a melhora operacional e a redução nas despesas financeiras. A empresa vem mais otimista e destaca que continuará buscando “ganhos de produtividade e rígido controle de custos”, também comenta sobre sua projeção em abertura de lojas, com a expansão do Atacadão, com quatro novas lojas no período, e o contínuo crescimento do e-commerce.

Positivo (POSI3) ainda tem muito que melhorar. A companhia melhorou suas vendas de PCs no Brasil, apresentando crescimento de 61,9% se comparado ao mesmo período de 2017, mas mesmo assim, sua receita líquida veio 5,3% menor, impactada pelas menores vendas de celulares. O EBITDA ajustado caiu 20,1%, com margem 2,5 p.p menor se comparado ao 1T17, redução decorrente dos efeitos do encarecimento de alguns insumos no mercado internacional, bem como o cenário competitivo desfavorável no mercado de celulares. No entanto, mesmo com números operacionais piores seu resultado final veio melhor, dada a melhora no resultado financeiro, com melhora de 76% em relação ao 1T17, decorrente principalmente de menores perdas com variação cambial e de um menor custo da dívida.

Ótimo desempenho da Hapvida (HAPV3). Na primeira divulgação de balanço após o IPO, o grupo de saúde registrou expressiva evolução no 1º Trim/18. Na comparação com o mesmo período de 2017, a receita líquida cresceu 22,8%, o EBITDA ajustado 49,0% e o lucro líquido 34,0%. Essa performance operacional foi atingida por meio do expressivo crescimento de 13,9% no número de beneficiários, sendo puxado pelos planos exclusivamente odontológicos (22,6%) e em menor proporção os planos de médico-hospitalares (8,6%), isso ocorreu mesmo em meio ao aumento de 12,9% no ticket médio entre os períodos. Esperamos reação positiva das ações HAPV3 diante deste resultado.

Somos Educação (SEDU3) apresenta bom resultado. Com o faturamento do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) 2018 normalizado neste trimestre, a companhia registrou crescimento de 8,7% na receita líquida que também teve boa contribuição, além do PNLD, do segmento de ensino básico e da unidade de negócios de escolas de idiomas, com aumento na base de alunos e no ticket médio na comparação com o 1º Trim/17. Em termos ajustados, houve avanço de 12,1% no EBITDA e de 27,8% no lucro líquido em reflexo da reestruturação operacional que ainda contribuirá para elevar a rentabilidade da companhia. Apesar da boa performance operacional, entendemos que a alienação do controle acionário da Somos para a Kroton em meados do mês passado, bem como a próprio OPA proposta de R$ 23,75/ação SEDU3, deverão limitar a reação positiva de seus papéis no curto prazo em bolsa.

Bom desempenho da Transmissão Paulista (TRPL4). Os números excepcionais apresentados pela CTEEP frente ao 1T17 decorrem principalmente do recebimento da indenização dos ativos não amortizados na época da renovação antecipada das concessões (que teve início a partir do segundo semestre do ano passado). O EBITDA regulatório mais que dobrou no período, enquanto a margem EBITDA saltou 12,2 pontos percentuais, atingindo 93,4% agora. Expurgando esse efeito, o resultado da companhia ainda foi positivo, em razão da consolidação da IENNE e da entrada em operação de novos investimentos em reforços e melhorias, com o EBITDA ajustado avançando 8,4% na comparação anual, e a margem subindo 1,7 p.p. para 83,0%. Suas ações devem responder de forma positiva à divulgação.

Resultado da MAHLE Metal Leve (LEVE3) supera estimativas. O balanço da companhia veio ainda mais forte do que o esperado, com melhora tanto no mercado doméstico, puxado pela retomada da produção aqui no Brasil e na Argentina, quanto lá fora, onde além do câmbio, o volume e o preço de venda favoreceram o resultado. A Europa foi o principal destino das exportações em equipamentos originais, mas cabe destacar também o impacto positivo de acordos comerciais na América do Sul sobre a demanda de peças de reposição. Soma-se a isso a estratégia contínua da companhia de reduzir custos e buscar ganhos de produtividade, e a margem EBITDA saltou dos 14,9% registrados há doze meses para 19,2% agora. Os papéis LEVE3 devem reagir de forma positiva aos resultados.

Desempenho mais fraco da CSN (CSNA3). Em linha com o que comentamos na publicação matinal de ontem, o resultado da CSN, ao contrário do que foi apresentado pelas outras siderúrgicas, foi fraco, apesar da alta no volume e preço de vendas de aço e minério de ferro. Além da menor cotação da commodity frente ao 1T17, o maior dispêndio com compra de matérias primas impactou o desempenho do trimestre, levando o EBITDA consolidado a cair 6,8% em doze meses. A companhia também anunciou a venda da LLC, uma de suas subsidiárias localizadas nos EUA, pelo valor de US$ 400 milhões, que será ajustado no fechamento da transação, previsto para ocorrer em até 90 dias. Segundo estimativas da companhia, essa operação pode reduzir sua dívida líquida em cerca de R$ 1,8 bilhões (ou 6% frente a dívida líquida de R$ 26,5 bilhões registradas nesse 1T18). Como os números mais fracos já eram esperados, a notícia da venda deve se sobressair, trazendo influência positiva para suas ações no curto prazo.

Cenário segue desafiador para Light (LIGT3). Os números da companhia seguiram fracos neste início de ano, com a temperatura mais amena nesse início de ano e a migração de clientes do mercado regulado para o mercado livre culminando na queda anual de 13,9% no volume de vendas no mercado cativo. O aumento na provisão de crédito para liquidação duvidosa e a dificuldade encontrada no combate as perdas também contribuíram para a menor rentabilidade no período. Do lado positivo ficou a melhora nos índices de qualidade no fornecimento e para o resultado da área de geração, que foi favorecido pela maior alocação de energia e maiores preços de venda nesse início de ano, frente ao 1T17. Já a contínua queda na taxa de juros auxiliou na redução da despesa financeira, impulsionando o lucro líquido, que saiu dos R$ 25 milhões registrados há doze meses para R$ 93 milhões agora. A divulgação ficou dentro do esperado e, portanto, não deve trazer influência relevante para LIGT3 no curto prazo.

BRF (BRFS3) tem confirmada a proibição de seus produtos. A companhia confirmou que a União Europeia publicou a proibição do embarque de carne de frango de 20 frigoríficos brasileiros. Destes 20 frigoríficos, 12 deles são da BRF. Em comunicado, a BRF ressaltou que concluirá estudos e avaliações, que já estão em andamento, para o "planejamento de sua produção a fim de buscar as melhores alternativas para reequilibrar o nível de oferta de seus produtos frente ao cenário de demanda que se apresenta".

Bom balanço operacional da B3 (B3SA3). Os números referentes ao mês de abril foram apresentados pela companhia e registraram avanço em suas plataformas de negociação de ativos. No segmento Bovespa, o volume financeiro se elevou em 26,9% sobre abr/17, com volume médio diário acima dos R$ 10 bilhões. Já em derivativos, o volume médio negociado ficou estável acima dos 3,3 milhões de contratos negociados na BM&F. No mercado de balcão (Cetip), houve salto de 40,9% no registro de renda fixa e o volume financeiro em permanência se elevou em 14,5%, ambos em relação ao quarto mês de 2017. Por fim, na unidade de financiamentos da Cetip houve expressivo aumento de 28,9% sobre abr/17 no total de veículos financiados. Consideramos bastante consistente o balanço operacional de abril, indicando que o resultado do segundo trimestre deve trazer bom crescimento de receita para a B3.

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