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16/05/2018

Diário Matinal Coinvalores - 16 de maio de 2018

 

Bom dia,

Copom deverá cortar juros. As expectativas majoritárias são de que a SELIC caia de 6,5% para 6,25% ao final da reunião de hoje, diante do quadro inflacionário benigno e da letargia na recuperação da atividade econômica doméstica. No entanto, há de se ponderar as incertezas tanto do ambiente interno, sobretudo de natureza política, e também no cenário internacional que têm impactado sobremaneira a cotação cambial recentemente. Dessa forma, a comunicação e as sinalizações da autoridade monetária tendem a ganhar muita importância para balizar as expectativas dos mercados.

Prévia do PIB e índices de inflação na agenda de hoje. Agora pela manhã, o Banco Central divulgou o IBC-BR, considerado uma prévia do PIB apurado pelo IBGE, referente ao mês de março e, consequentemente, também ao primeiro trimestre deste ano. O indicador recuou 0,74% em relação à fev/18 e caiu 0,13% na comparação 1º Trim/18 com 1º Trim/17. Esse resultado veio ligeiramente pior que as previsões de mercado. Mais cedo, saíram os índices IPC-S e IGP-10 da FGV que apresentaram dinâmicas distintas. Enquanto o IPC-S desacelerou na segunda semana de maio, ao registrar alta de 0,24% ante os 0,32% da leitura anterior, o IGP-10 acelerou de 0,56% em abril para 1,11% neste mês.

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Inflação desacelera na zona do euro. O CPI harmonizado anual, que mede a inflação aos consumidores, dos países que adotam a moeda comum europeia ficou em 1,2% em abril, em linha com a expectativa do mercado e abaixo da inflação de março. Entre os principais países do bloco, a inflação segue baixa na Itália e na Espanha, enquanto na Alemanha e na França, os preços têm aumentado acima do patamar do bloco. Na Irlanda e no Chipre, os preços ao consumidor caíram na comparação com abril do ano passado.

Agenda americana. Mercado deve ficar atento principalmente aos dados da produção industrial de abril, que devem ajudar a dar um pouco mais de cor sobre ritmo da economia norte-americana. Além disso, os dados semanais de estoque de petróleo devem movimentar a cotação da commodity. O cenário geopolítico também tem agitado os mercados nessa quarta, com a Coreia do Norte desistindo de um encontro com autoridades sul coreanas, marcado para hoje, após manobras militares conjuntas dos EUA com a Coreia do Sul. O encontro de Trump e Kim Jong-um também parece que subiu no telhado.

Bolsas asiáticas pressionadas. A questão norte-coreana fez com que os principais mercados do oriente fechassem no vermelho nessa quarta-feira, com a aversão ao risco subindo por lá. Na Europa, as Bolsas operam próximas da estabilidade com a inflação ainda bem abaixo da meta do BCE, o que suscita a visão de que os estímulos econômicos podem seguir por um período mais prolongado por lá, o que mitiga o efeito negativo do novo acirramento das tensões na península coreana.
 

 

aResultado sólido, mas um pouco abaixo do esperado da Trisul (TRIS3). O patamar de lucratividade desse trimestre foi abaixo do observado há três meses, com margem bruta mais apertada com receita um pouco abaixo do 4T17 e custos um pouco acima. Isso acabou pressionando o EBITDA e o lucro líquido da Trisul nesses primeiros três meses do ano. Ainda assim, quando comparamos com outras empresas do setor, especialmente aquelas que operam no mesmo segmento, os números vieram muito melhores que a média. Quando pegamos o lucro dos últimos doze meses da Trisul, chegamos a uma relação preço da ação / lucro líquido por ação de 8,5x, considerando o fechamento de ontem, o que consideramos atrativo, especialmente se pensarmos que o momento para as incorporadoras ainda é complicado e a lucratividade tende a melhorar com a recuperação do setor.

Helbor (HBOR3) reporta números ainda bem pressionados. A incorporadora viu sua receita líquida cair tanto na comparação trimestral quanto na anual e ampliou o resultado operacional bruto negativo, aquele antes de considerar o G&A. A relação dívida líquida / patrimônio líquido está em 100,8%, bem elevada. Mas, vale ressaltar que quase a totalidade da dívida líquida é atrelada à produção. A dívida líquida sem SFH / patrimônio líquido está em 3,9%. Ainda vemos um perfil de risco muito elevado para os papéis da companhia e vemos opções mais interessantes no setor.

Boa performance da Log-In (LOGN3). Em meio ao processo de reestruturação organizacional, a companhia tem se desfeito de ativos para melhorar sua estrutura de capital. Portanto, iremos analisar seus números recorrentes, ao invés de fazer a avaliação pelos dados consolidados neste período. Em relação ao 1º Trim/17, a receita líquida voltou a crescer (+23,7%) diante da recuperação de volume em alguns nichos de atuação da empresa. Com a forte redução de gastos operacionais, o EBITDA negativo no primeiro trimestre do ano passado foi revertido para R$ 26,2 milhões positivos e, no mesmo sentido, a companhia reverteu o prejuízo líquido em lucro de R$ 41,8 milhões neste 1º Trim/18. Acreditamos que os resultados mais nítidos da reestruturação da companhia poderão favorecer os ativos LOGN3 em bolsa no curto prazo.

Resultado da Copel (CPLE6) segue fraco. Os números da elétrica ficaram aquém das estimativas, devido a retração anual de 6,1% no consumo de energia no mercado cativo da distribuidora e a menor alocação de energia neste trimestre. Também houve alguns impactos não recorrentes, como uma receita extraordinária registrada no 1T17, que inflou a base de comparação, e a uma provisão efetuada no âmbito do Programa de Demissão Incentivada. Expurgando esses efeitos, o EBITDA ao invés de cair quase 24% em um ano, teria ficado praticamente estável, com alta de 0,3% frente ao 1T17. Todavia, a situação financeira da companhia piorou, com a alavancagem financeira medida pela relação dívida líquida/ EBITDA atingindo 3,3 vezes agora. A divulgação deve manter os papéis CPLE6 pressionados no curto prazo.

Eletropaulo (ELPL3) começa o ano com prejuízo. O volume de vendas no mercado cativo da companhia caiu 4,5% ante o 1T17, sobretudo pela migração de clientes ao  mercado livre e pela demanda ainda fraca na classe residencial. Soma-se isso ao aumento dos encargos com uso da rede, com compra de energia e pessoal e o EBITDA recuou 4,4% ante o 1T17, com retração de 1,4 p.p. na margem. Não obstante, a maior despesa financeira do trimestre culminou na reversão do lucro de R$ 12,9 milhões registrados há um ano em prejuízo de R$ 5,4 milhões agora. Contudo, o balanço não deve trazer grande pressão para os ativos ELPL3, que vão continuar respondendo as expectativas quanto ao leilão das OPAs, agendado para o próximo dia 04 de junho.

Resultado da Cemig (CMIG4) supera as estimativas. Os números da elétrica foram apenas regulares neste início de ano, mas já superaram as estimativas. Houve queda de 2,3% no volume total de energia vendida ante o 1T17, fato que aliado ao maior custo com compra de energia, encargos do sistema e gás comprado para revenda culminou na queda de 8,5% do EBITDA em um ano, com retração de 2,2 pontos percentuais na margem. Mas, houve alguns pontos positivos, como a redução anual de 13,0% nas despesas com pessoal e menor volume de provisões no trimestre. O resultado financeiro também foi melhor, sobretudo pela contínua queda na taxa de juros, o que propiciou a alta de 35,6% no lucro líquido do trimestre em doze meses. Suas ações podem responder de forma positiva a divulgação.

Resultado da Forjas Taurus (FJTA4) sai do vermelho. A companhia registrou lucro líquido de R$ 1,2 milhão neste início de ano, revertendo o prejuízo de R$ 6,1 milhões registrados há um ano e de R$ 235,6 milhões registrados no 4T17. O EBITDA também voltou a crescer com a margem atingindo 16,1% no período. A alta no volume de venda de armas foi o destaque, ganhando ímpeto principalmente no mercado doméstico, puxado pelo segmento de vendas individuais, que inclui policiais, magistrados e CAC's (caçadores, atiradores e colecionadores). O faturamento com vendas no Brasil avançou 65,1% em doze meses, enquanto as exportações cresceram 17,3%, tanto pela recuperação na demanda nos EUA, quanto pelo lançamento de novos produtos, destinados principalmente ao Oriente Médio. Contudo, a situação financeira da companhia segue bastante delicada, com uma dívida líquida de R$ 678,0 milhões, sendo que quase 85% desse total está alocado no curto prazo.

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