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Notícias

12/09/2018

Diário Matinal Coinvalores - 12 de setembro de 2018

 

Boa tarde,

As atenções continuam no campo político. Com agenda bem vazia no dia de hoje, somente com o IPC que registrou alta de 0,40% na primeira quadrissemana de setembro, o mercado continua de olho no desenrolar da disputa eleitoral que se mantém bastante incerta. A última pesquisa Ibope comprovou a consolidação de Bolsonaro na liderança e o crescimento de Ciro no primeiro turno. A novidade é o fortalecimento da posição de Bolsonaro no segundo turno.

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Produção industrial em queda na zona do euro. Em julho, a produção industrial na zona do euro caiu 0,8% na comparação com junho. Bens de consumo foram os principais responsáveis pela queda, com os bens de consumo duráveis caindo 1,9% e os não duráveis 1,3%. Entre os principais países, a Alemanha mostrou retração de 1,8%, mesma variação da produção italiana. Na outra ponta, a produção francesa cresceu 0,7% no período em análise. É a segunda queda seguida e o quinto mês em que a produção industrial da zona do euro mostra retração nesse ano.

Inflação dos Estados Unidos no radar. Logo cedo será divulgado o índice de preços ao produtor em agosto, que deve apresentar ligeira aceleração frente a leitura anterior. Porém, qualquer coisa muito diferente dos 0,20% esperados, na comparação mensal, deve trazer à tona novas discussões sobre o aumento da taxa de juros, movimentando os mercados bursáteis. O livro bege, que deve trazer um panorama geral sobre o ímpeto do crescimento econômico norte-americano, também é destaque nesta quarta-feira.
   
Bolsas mais pressionadas. As Bolsas da Ásia fecharam mais uma vez no campo negativo com o foco do mercado ainda nas disputas comerciais que devem ter novo capítulo com o pedido na Organização Mundial do Comércio para impor sanções aos EUA. Na Europa, os mercados abriram em alta respondendo a notícias que a autoridade monetária deve revisar para baixo suas projeções de crescimento para o bloco, o que pode estender o processo de normalização da política monetária por lá. Os dados da produção industrial, divulgados mais cedo e comentados acima, pesaram sobre as Bolsas que praticamente entregaram todo o ganho de hoje cedo e operam próximas da estabilidade enquanto escrevemos esse diário.
 

   
  


Minerva (BEEF3) fará aumento de capital. A companhia anunciou no final do dia de ontem que fará um aumento de capital no valor de até R$ 1,05 bilhão e mantém seu plano de realizar IPO de suas operações internacionais na bolsa do Chile. O objetivo principal do aumento de capital, segundo a empresa, é reduzir a sua alta alavancagem que está em 5x o EBITDA. O aumento do capital prevê ainda a atribuição de um bônus de subscrição para quem participar dele. Esse bônus dará direito de subscrição de uma nova ação, com o preço de exercício de R$ 6,42 (ontem as ações da companhia fecharam em R$ 5,77), pelo período de três anos.

QGEP (QGEP3) devolve blocos a ANP. A companhia devolveu a agência reguladora do setor dois blocos, localizados na bacia de Pernambuco-Paraíba, onde tinha participação de 30%. Com isso os resultados do 3° trimestre serão impactados pelo valor do bônus de assinatura, de R$ 0,9 milhão, e pelo valor de R$ 10,8 milhões, referente ao compromisso assumido no Programa Exploratório Mínimo. A QGEP alega que a decisão está alinhada com sua estratégia de otimização do portfólio, mas, de toda forma, suas ações devem responder de forma negativa à novidade.

Romi (ROMI3) distribuirá proventos. Será distribuído JCP no valor líquido de R$ 0,2125 por ação, o equivalente a um yield de cerca de 3%. Os papéis ficam ex no próximo dia 18/09 e o pagamento será realizado em 30/11.

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