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21/09/2018

Diário Matinal Coinvalores - 21 de setembro de 2018

 

Bom dia,

IPCA-15 desacelera em setembro. O IPCA apresentou desaceleração no mês de setembro ficando em 0,09% ante a taxa de 0,13% de agosto, ficando abaixo das expectativas de mercado. Esta é a menor taxa para um mês de setembro desde 2006. Outro indicador que saiu foi a prévia da sondagem da indústria que apresentou queda de 2,9 pontos em relação ao número final de agosto, para 96,8 pontos, o menor desde outubro de 2017. A piora ocorre tanto nas avaliações dos empresários em relação ao momento presente quanto nas expectativas para os meses seguintes.

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Prévias dos PMIs da Markit são divulgados. O PMI da indústria na zona do euro veio abaixo das perspectivas de mercado, ficando 1,3 ponto menor em comparação ao do mês anterior, registrando 53,3. O índice foi influenciado pela queda forte na Alemanha e na França. Os dados de serviços vieram um pouco melhores que as expectativas de mercado, partindo de 54,4 para 54,7 pontos, com o crescimento também afetado pelo desempenho da Alemanha. O PMI composto na zona do euro ficou em 54,2 contra previsão de 54,4 e anterior de 54,5. Mais tarde saem os números da Markit para o mercado americano.

Inflação ao consumidor avançou no Japão. O CPI avançou em agosto, apresentando alta de 1,3%, acima da projeção do mercado que era de um aumento de 1%. Já o núcleo do índice subiu 0,9% no mês passado na comparação anual, em linha com a expectativa.

Bolsas no azul. Sem grandes novidades na seara comercial, investidores se mostram mais otimistas para fechar a semana que as tarifas americanas e a resposta chinesa vieram mais brandas que o esperado. No Japão, a inflação ao consumidor, comentada acima, ainda que tenha acelerado, segue bem abaixo da meta do BoJ, elevando as apostas de manutenção dos estímulos por lá por um período mais prolongado que em outros países desenvolvidos. Por aqui, o ambiente externo deve ter impacto limitado no mercado que segue de olho no pleito presidencial.
 

  
  


Biosev (BSEV3) vende usina no Rio Grande do Norte. A empresa Pipa Agroindustrial, controlada por um fundo de investimentos, vai pagar R$ 203,6 milhões pela Usina Estivas. A usina respondia por apenas 4,9% da capacidade de moagem de cana da Biosev e era um dos dois ativos que a companhia tinha na região nordeste. Com essa venda, a capacidade de moagem na região fica concentrada na Usina Giasa, na Paraíba, a menor da Biosev. Ainda vemos um cenário complicado para as empresas do setor, mas a venda deve ter impacto positivo nos papéis da companhia no curtíssimo prazo.

Sabesp (SBSP3) realiza acordo para prestação de serviços em Guarulhos. A concessionária informou que deve assinar ainda hoje um protocolo de intenções junto ao Município de Guarulhos, cujo objetivo é formalizar a intenção da região em atribuir à Sabesp a prestação do serviço de abastecimento de água e parte do serviço de coleta e tratamento de esgoto sanitário. Já sobre os termos para contratação, vale destacar a previsão para realização de investimentos da ordem de R$ 1,7 bilhão ao longo do contrato e o acordo judicial para suspensão do pagamento de dívida de cerca de R$ 3,2 bilhões do município com a Sabesp, com abatimento proporcional de seu valor até o prazo final do contrato. Ademais, a ARSESP deve ser reconhecida como entidade reguladora e fiscalizadora dos serviços públicos prestados à região. As ações da Sabesp devem responder de forma positiva à novidade.

Decisões da ANP no radar da Petrobras (PETR4). A agência reguladora aprovou o pagamento de R$ 706,6 milhões à petroleira, em compensação ao subsídio atribuído ao diesel entre os dias 08 e 31 de julho. Ao todo, a companhia já recebeu cerca de R$ 1,6 bilhão referente ao programa. Além disso, a ANP também determinou que a Petrobras apresente, em até 90 dias,  "a solicitação de prorrogação dos contratos dos campos terrestres e em águas rasas que forem de seu interesse, acompanhado dos respectivos Planos de Desenvolvimento contemplando a retomada de investimentos nas concessões". A Petrobras, entretanto, poderá seguir com as negociações que já estão iniciadas para alienação de tais áreas, desde que conclusão se dê até o primeiro semestre de 2019, ou realizar leilões, com apoio da própria agência. Às novidades devem trazer influência marginalmente positiva para os papéis PETR4.

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