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Notícias

05/11/2018

Diário Matinal Coinvalores - 5 de novembro de 2018

 

Bom dia,

Poucos indicadores hoje. A agenda de hoje tem somente a divulgação do IPC da Fipe e do Boletim Focus. O índice que mede o comportamento dos preços no município de São Paulo acabou acelerando para 0,48% em outubro depois de ter encerrado setembro com avanço de 0,39%, pressionado pelos preços de alimentos. Já o Boletim Focus dessa semana não trouxe grandes novidades, com uma pequena variação negativa na estimativa mediana para o IPCA desse ano e para a taxa de câmbio ao final de 2018.

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Confiança e atividade arrefecem na Europa. Frente ao aumento das preocupações com relação ao Brexit e a guerra comercial com os EUA, a confiança dos investidores da zona do euro apresentou significativa deterioração em outubro, ao passar dos últimos 11,4 pontos para apenas 8,8 agora. Essas questões também afetaram o PMI do Reino Unido, sobretudo no setor de serviços, onde a taxa de expansão de outubro desacelerou para o menor ritmo em quase seis meses.

Bolsas pressionadas. Na Ásia, os dados mais negativos do setor de serviços chinês ajudaram a pressionar os mercados, já preocupados com as relações comerciais do país com os EUA. Nos EUA, os índices futuros também apontam para uma abertura em queda, com a repercussão das sanções impostas por Trump ao Irã e o mercado de olho na reta final das eleições legislativas por lá. Na Europa, sem grandes novidades ou indicadores relevantes, os principais índices operam próximos da estabilidade, em leve alta.
 

 


Duratex (DTEX3) reporta bom desempenho. A companhia apresentou bom desempenho neste 3T18, com crescimento na receita líquida consolidada em relação ao mesmo período do ano passado. Esse aumento da receita reflete tanto a melhora do mercado interno, com maior volume vendido nas três divisões de negócios e aumento de preços, quanto do mercado externo, decorrente da depreciação cambial. Vale ressaltar que da receita total, R$ 235,1 milhões referem-se à venda de ativos biológicos. O crescimento da receita aliado a um maior controle de custos e despesas e uma menor alavancagem, com redução de custo e alongamento de prazos, elevaram a geração de caixa da companhia, resultando em um bottom line mais positivo. Esperamos reação positiva do mercado pela melhora de seus números, mesmo em um cenário econômico fraco. No comparativo com seus pares, a companhia continua se destacando. As outras empresas do mesmo setor ainda vêm apresentando números piores como foi o caso da Portobello (PTBL3) que teve um pequeno crescimento de 0,5% em sua receita líquida neste 3T18, já o EBITDA e o resultado final vieram piores neste trimestre em análise se comparado ao 3T17.

Desdobramento do Itaú (ITUB4). O BC aprovou o desdobramento e os acionistas do banco posicionados ao final do pregão do dia 19 de novembro receberão uma nova ação para cada duas que detiverem. Como a Bolsa fica fechada no dia 20, a data ex é 21 de novembro. As novas ações poderão ser negociadas a partir do dia 26 de novembro. Vale lembrar que o valor do dividendo mensal por ação será mantido, logo o fluxo de dividendos pagos mensalmente pelo banco aumentará em 50%.

CCR (CCRO3) vence leilão no Sul. A companhia venceu, no final da manhã da última quinta-feira, o leilão da Rodovia de Integração do Sul, com deságio de 40,53%. O segundo colocado ofereceu deságio de 38,73%. A concessão de 473,4 km vale por 30 anos e a companhia deverá investir R$ 7,8 bilhões. Consideramos a rodovia um bom reforço ao portfólio da companhia.

Fusão de Suzano (SUZB3) e Fibria (FIBR3) aprovada pelo CADE. A decisão já havia sido anunciada em outubro, mas há um prazo legal para que a decisão possa ser contestada. Agora a decisão do conselho é definitiva.

Cemig (CEMG4) conclui venda de ativo. A elétrica concluiu a venda dos ativos de telecom por R$ 654,5 milhões, na última sexta-feira. Já foram concluídas todas as condições precedentes, inclusive a aprovação do CADE. A novidade, como já era bastante esperada, deve impactar de forma apenas marginalmente positiva os papéis da companhia.

Boa expectativa para o resultado da Petrobras (PETR4). Os números da companhia devem ser fortes neste trimestre, com a cotação do barril do petróleo, a desvalorização do real frente ao dólar e o controle de custos mais do que compensando o menor volume de produção e as margens mais apertadas em distribuição. A média das estimativas aponta para uma receita líquida de R$ 92,9 bilhões e um EBITDA de R$ 34,8 bilhões, crescimento de quase 30% e 80% em um ano, respectivamente. O lucro líquido também deve avançar, entretanto, pode ser afetado por uma provisão, referente ao acordo judicial realizado com o departamento de justiça norte-americano. De toda forma, suas ações já devem performar de forma positiva no pregão de hoje.

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AGENDA DE RESULTADOS
 

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