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Notícias

07/11/2018

Diário Matinal Coinvalores - 7 de novembro de 2018

 

Bom dia,

Índices de inflação desacelerando. O IPCA de outubro foi de 0,45%, 0,03 p.p. abaixo do reportado em setembro, refletindo a desaceleração dos preços de transportes. A taxa veio abaixo das projeções de mercado que esperava por uma aceleração no índice. O IGP-DI foi de 0,26% em outubro depois de ter avançado 1,79% em setembro, com os preços de minério de ferro, soja e milho apresentando queda no atacado. O resultado também veio melhor que a expectativa de mercado que esperava por um avanço de 0,45%.

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Dados mistos na Alemanha e zona do euro. A produção industrial da Alemanha cresceu 0,8% em setembro ante o mesmo período do ano passado, vindo acima das perspectivas de mercado que aguardavam por uma expansão 0,5% na produção. Já na zona do euro, as vendas no varejo vieram piores que o esperado pelo mercado, estáveis em relação à agosto. Na comparação com setembro de 2017, o índice de vendas no varejo aumentou 0,8%.

Bolsas da Europa avançam. Os investidores seguem atentos ao resultado das eleições legislativas nos EUA, onde o partido Democrata conquistou a maioria na Câmara e os Republicanos aumentaram sua participação no Senado. Ainda há muita incerteza quanto ao impacto dessa mudança na governabilidade de Donald Trump, mas as Bolsas europeias reagem de forma positiva, assim como os futuros norte-americanos. Na Ásia, as Bolsas fecharam com perdas nesta manhã, em reflexo dos temores com o arrefecimento econômico na China.
 

 


Bom resultado do Iguatemi (IGTA3). A companhia reportou crescimento de 4,8% nas vendas totais em seus shoppings, o que resultou em uma alta de 6,4% no aluguel percentual cobrado dos lojistas. Além disso, receitas com revenda de pontos foram mais do que o dobro do observado no 3T17, passando de R$ 4,5 milhões para R$ 9,8 milhões, o que compensou alguma pressão na linha de despesas, por conta de novas contratações no topo da pirâmide corporativa e da contratação de consultorias. Mesmo com esse aumento das despesas, as margens da companhia mostraram expansão na comparação anual. A Iguatemi está em linha com o guidance para o ano de 2018 e não deve ter problemas para entregar o que prometeu. Esperamos reação positiva do mercado e reforçamos nossa visão positiva para a companhia.

Números sólidos também da Sonae Sierra (SSBR3). A companhia viu as vendas nas lojas dos shoppings crescerem 4,6% na comparação com o 3T18 e destacou que o crescimento acelerou nos meses de setembro e outubro, que tiveram uma elevação de 7,8% na comparação com a soma dos mesmos meses do ano anterior. Destaque para as receitas com quiosques e publicidade que tiveram alta de 21,1% em doze meses. Na linha de custos e despesas, a companhia mostrou retração de 10,9%, com as despesas com pessoal sob controle e forte queda nas despesas com PDD e no custo de ocupação de lojas vagas, fruto da redução da vacância em seu portfólio. Dessa forma, as margens da companhia deram um bom salto nesse trimestre. Também esperamos reação positiva para os números e vemos a companhia como uma boa opção de investimento.

Números pressionados da BR Properties (BRPR3). A companhia entregou elevação de 8% na receita líquida na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, mas vale ressaltar que a BR Properties recebeu nesse trimestre, integralmente, a multa pela saída da Petrobras de 22 mil m² de uma das torres do empreendimento Ventura. O valor não foi divulgado, então não conseguimos saber qual seria a evolução da receita “recorrente” da companhia no trimestre, mas considerando que a vacância caiu cerca de 1 p.p. e o aumento nominal nos aluguéis (ex-contrato rescindido da Petro) foi de apenas 0,7%, o crescimento seria bem abaixo disso. A empresa conseguiu controlar suas despesas, mas o resultado financeiro veio bem negativo, por conta da aceleração nos índices de inflação, que indexam 28% dos empréstimos da companhia, além da variação do dólar que impacta o bônus perpétuo que representa 22% do endividamento. Esses fatores mais do que compensaram o efeito da queda do CDI que é o indexador de 34% da dívida, o que resultou em prejuízo líquido para a BR Properties.

Fusão turbina resultado da Unidas (LCAM3). A companhia é o resultado da fusão da Locamerica com a Unidas que ocorreu na virada do 1T18 para o 2T18 e apesar do nome, o histórico para comparação é da Locamerica. Dessa forma, a receita mais do que dobrou entre o 3T17 e o 3T18, fruto da incorporação da Unidas e do crescimento orgânico da companhia. As margens, no entanto, vieram mais pressionadas. A companhia destacou que as margens de rent a car são menores que as de terceirização de frotas e que as sinergias ainda serão capturadas, mas é um ponto que o mercado certamente ficará atento nas próximas divulgações. Não esperamos uma forte reação do mercado à divulgação.

Trimestre mais fraco da São Martinho (SMTO3). Com o preço mais pressionado do açúcar no período, a companhia optou, além de levar o mix produzido ainda mais para o lado do etanol, estocar parte da produção para o segundo semestre da safra, que se iniciou em outubro e começou a mostrar melhora no cenário. Dessa forma, a receita líquida caiu 12,6% na comparação com o mesmo trimestre da safra anterior e o EBITDA veio 19,1% menor. Com a redução das despesas financeiras, a companhia ainda entregou elevação no bottom line. Nossa expectativa já era de números mais pressionados, dessa forma, não vemos o resultado como um driver importante para os papéis.

Gerdau (GGBR4) tem forte resultado. Apesar de paradas programadas para manutenção, que afetaram o volume de produção e vendas no período, a siderúrgica apresentou expressiva melhora neste trimestre, com o EBITDA voltando a níveis de 2008, com alta de 72,6% em um ano e de 14,6% em três meses. O lucro ajustado mais do que sextuplicou, ao sair de R$ 145 milhões há um ano para R$ 998 milhões agora. Esse desempenho reflete principalmente o reajuste de preços, que impulsionou o resultado de suas operações no mercado interno e nos Estados Unidos, e o contínuo esforço para redução de custos e despesas. Outro destaque positivo foi a redução de sua alavancagem, com a dívida líquida / EBITDA caindo dos 3,4 vezes registrados há doze meses para 2,2x agora. A companhia irá distribuir R$ 0,13 em dividendos, o equivalente a um yield de 0,8%. Os papéis ficarão ex no dia 22/11 e o pagamento deve ocorrer no próximo dia 03/12. Suas ações devem reagir de forma positiva às novidades.

Resultado Taesa (TAEE11) sem surpresas e distribuição de proventos. A redução de 50% na Receita Anual Permitida de quatro empreendimentos, conforme previsto no contrato de concessão, pressionou o faturamento da companhia neste trimestre. Mas, as iniciativas adotadas para redução dos custos e despesas compensaram, parcialmente, esse efeito, garantindo uma rentabilidade ainda elevada. Com isso, o EBITDA regulatório sofreu queda de 14,5% em um ano, mas a margem EBITDA foi de 85,6%, com redução de apenas 1,3 p.p. no mesmo período. Além desse resultado, já amplamente esperado, a Taesa anunciou a distribuição de R$ 0,7115 em dividendos, o que deve dar algum fôlego para suas ações hoje. Os papéis ficarão ex na próxima segunda-feira (12/11) e o pagamento deve ocorrer ainda esse mês, no dia 22. O yield é de 3%.

Comgás (CGAS5) reporta bom desempenho, revisa guidance e anuncia proventos. O repasse do aumento do custo do gás e o maior volume distribuído, em razão do maior número de ligações e da recuperação paulatina da demanda doméstica, favoreceram a receita líquida deste trimestre, fato que aliado ao controle de custos propiciou a alta anual de 14,4% no EBITDA normalizado. Com isso, a companhia atualizou suas estimativas para 2018, com destaque para previsão do EBITDA, que agora aponta para um crescimento mínimo de 9,3% no consolidado de 2018. Ademais, a Comgás irá distribuir dividendos de R$ 3,7240 por ação preferencial, o que corresponde a um yield de 6,3% para CGAS5. Os papéis ficarão ex na segunda-feira (12/11) e o pagamento deve ocorrer ainda esse mês, no dia 23.


Minerva (BEEF3) reporta prejuízo no 3T18. A receita líquida no 3T18 ficou 26,9% superior à apurada no 3T17 e o guidance para o fechamento do ano foi mantido entre R$ 15,0 bilhões e R$ 16,0 bilhões. O grande impulsionador deste crescimento foi o mercado externo que representou 61% das vendas brutas da companhia neste trimestre. A Athena Foods, que contempla todas as operações fora do Brasil (Argentina, Paraguai, Uruguai e Colômbia) apresentou forte crescimento (63,3%) no período, a divisão trading aumentou 12,8% e a divisão industrial do Brasil aumentou 7,6% neste 3T18 ante o 3T17. O EBITDA veio 44% acima do 3T17, mas o resultado final acabou sendo afetado pela maior despesa financeira por conta dos efeitos não caixa da variação cambial. Vale salientar que a companhia continua bem alavancada chegando ao final do trimestre com a dívida líquida sendo 5x o EBITDA. Desta forma, a companhia tem trabalhado em duas frentes para reduzir sua alavancagem. O primeiro é a de abertura do capital da Athena Foods. Segundo a empresa, esse processo está em fase avançada de desenvolvimento e pode ter uma conclusão já no primeiro semestre de 2019. O segundo é o aumento de capital privado de até R$ 1,1 bilhão. A operação foi autorizada em AGE no dia 15 de outubro, com o preço para subscrever de R$ 6,42 por ação.

Ser Educacional (SEER3) apresenta fraco resultado. Em virtude de um cenário econômico desafiador, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, além da queda abrupta das matrículas do FIES no primeiro semestre, devido principalmente aos problemas de implantação de sistemas, a captação de novos alunos e a rematrícula de estudantes apresentaram desaceleração neste 3T18. O EBITDA ficou igual ao reportado no mesmo período do ano anterior, com margem praticamente estável, mesmo com maiores investimentos na abertura de unidades e expansão da base de polos EAD de 119 para 209 polos, bem como uma maior PDD, decorrente da piora da taxa de inadimplência. Com isso, o lucro líquido do 3T18 apresentou uma redução de 7,5% em relação ao 3T17. Acreditamos que suas ações venham responder negativamente no pregão de hoje, dado o fraco resultado reportado.

Números de outubro da Azul (AZUL4). A cia aérea apresentou leve retração na taxa de ocupação, com a oferta de assentos em voos internacionais sendo a principal responsável por isso, mas com forte expansão da demanda, o que vemos como muito positivo. Em voos domésticos a companhia viu a demanda crescer 15,7%, contra 14,6% da oferta, alta de 0,7 p.p. na ocupação. Em voos para fora, 16,4% de alta na demanda com 24,1% de expansão da oferta, 5,6 p.p. a menos de ocupação.

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