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Notícias

13/11/2018

Diário Matinal Coinvalores - 13 de novembro de 2018

Bom dia,

Política segue em destaque e varejo decepciona em setembro. O mercado deve ficar atento à ida de Bolsonaro para Brasília, que pode levar à confirmação de novos nomes de sua equipe de governo. Ponto negativo do noticiário político é que a aprovação da reforma da previdência deve mesmo ficar para o próximo mandato. Às 9h, o IBGE divulgou os dados de setembro do varejo que vieram bem abaixo da expectativa, com queda de 1,3% na comparação com agosto, quando o mercado esperava por uma estabilidade entre os dois períodos. Entre os segmentos que mais caíram, destaque para combustíveis e materiais de construção, que vinham de meses positivos. As vendas de alimentos e outros produtos de super e hipermercados também decepcionaram.

Sentimento econômico um pouco melhor na Alemanha, mas ainda bem negativo. O indicador de sentimento econômico da Alemanha ficou em 24,1 pontos negativos em outubro, um pouco melhor que os 24,7 negativos do mês passado e do que a expectativa de mercado, que era de uma ligeira piora. O índice para a zona do euro mostrou retração. Já o CPI harmonizado alemão teve alta de 0,1% em outubro ante o mês anterior e mostrou acréscimo de 2,4% na comparação anual, ambos os dados confirmando a prévia.
   
Taxa de desemprego no Reino Unido vem dentro do esperado. A taxa subiu para 4,1% no trimestre até setembro, bem próxima da última divulgação que apontou uma taxa de 4% nos três meses até agosto. Esse resultado também ficou em linha com o esperado pelo mercado.

Bolsas tendem a se recuperar nessa terça. Após um pregão muito pressionado ontem, especialmente para as ações de tecnologia, após um fornecedor da Apple anunciar que um dos seus grandes clientes tinha reduzido significativamente os pedidos para o próximo ano, a terça parece que será de ganhos, com os futuros americanos apontando para uma recuperação de parte das perdas de ontem e os índices europeus abrindo também no azul, menos a Bolsa de Milão, que opera no campo negativo, ainda que bem próxima do 0x0, lembrando que hoje é o prazo para o governo italiano enviar um novo orçamento para a União Europeia, mas a tendência é que os italianos não cedam à pressão europeia e mantenham o déficit proposto anteriormente. Na Ásia, os mercados ficaram mais pressionados, na esteira da queda dos índices americanos, ontem, mas os mercados chineses conseguiram se recuperar no decorrer do pregão e ainda fecharam no campo positivo. O petróleo segue sendo destaque no noticiário internacional, com o presidente Trump pressionando os membros da OPEP a não cortar a produção para o próximo ano, o que leva a uma queda na cotação da commodity. Hoje teremos também discursos de membros do Fed, com a diretora da instituição Lael Brainard em destaque, além dos presidentes dos Feds da Filadélfia e de Minneapolis, esses com direito a voto só em 2020 no rodízio.
 

 


Linx (LINX3) tem um sólido resultado. A companhia entregou crescimento de 20% na receita líquida na comparação anual, fruto da estratégia de aquisições, mas também do crescimento orgânico de sua operação. O crescimento orgânico de sua receita recorrente no período foi de 10%. A Linx ainda conseguiu que os custos avançassem menos que a receita, mas as despesas vieram mais pressionadas, também em decorrência das aquisições, que levaram a uma elevação nos gastos com rescisão em meio a uma reestruturação organizacional no 3T18. Os custos das aquisições e os investimentos da companhia em suas áreas de negócio diminuíram o seu caixa, afetando o resultado financeiro, que até o trimestre anterior era positivo. Dessa vez, ele foi negativo em R$ 2,4 milhões. O aumento nas despesas e o resultado financeiro negativo explicam a retração no bottom line no trimestre, mas parte desse efeito é pontual, além de estar ligado a crescimento futuro. Já nesse trimestre, a Linx anunciou a criação da Linx Pay Meios de Pagamento, que vai agregar as atividades da companhia nesse segmento, além de novas iniciativas como uma sub-adquirente e uma operação de antecipação de recebíveis. Os papéis já responderam muito positivamente ao anúncio, o que diminui sua atratividade no curto prazo.

Banrisul (BRSR6) mostra avanço. Destaque nesse trimestre para a margem financeira do banco que voltou a crescer após dois trimestres de retração no começo desse ano. Além disso, as despesas com PDD tem mostrado retração por conta da inadimplência comportada. O ROE do banco atingiu 17,3%, bom patamar e elevação de 1,7 p.p. em três meses. Esperamos reação positiva do mercado à divulgação.

Positivo (POSI3) apresenta bom desempenho. A sua receita líquida apresentou elevação de 12,1%, favorecida pelo crescimento das vendas de PCs para os mercados de varejo e corporativo, além do avanço com telefones celulares. O EBITDA no 3T18 aumentou 18,7% em relação ao 3T17, com margem crescendo 0,4 p.p.. O seu resultado final veio mais forte na comparação com o 3T17, saindo de R$ 4,6 milhões para R$ 11,8 milhões no 3T18, sendo favorecido pela recomposição de margens proporcionada pelo repasse aos preços da valorização do dólar, bem como ganhos com a cobertura cambial reconhecidos no período. Para o 4T18, a companhia destaca que as vendas de computadores para o Governo devem se intensificar em função da concentração de projetos no período, em parte causada por limitações provenientes da legislação eleitoral, que impediram a entrega de determinados projetos no período que antecede o pleito. Para o mercado de computadores no varejo e celulares, a perspectiva também é positiva pela melhora do cenário econômico, mas a concorrência, principalmente em celulares e os preços dos insumos, mais elevados, podem afetar suas margens. Esperamos reação positiva do mercado à divulgação.

Profarma (PFRM3) reporta números melhores. Neste 3T18, a receita líquida avançou 5,5% em relação ao 3T17 em função, principalmente, do crescimento da divisão distribuição. Além disso, foi registrado recuo de 1,2 p.p. nas despesas operacionais em relação à receita líquida, refletindo o esforço da companhia na busca pela eficiência. Como resultado, o EBITDA do 3T18 cresceu 48,8% com margem de 2,1% ante 1,5% no 3T17. Desta forma, neste período, a Profarma registrou menor prejuízo líquido em comparação com o 3T17. Esperamos reação positiva do mercado.

Resultado fraco da Light (LIGT3). Os números da companhia ficaram aquém das expectativas, com expressiva piora em distribuição, onde o volume de perdas não técnicas subiu a 44,8% neste trimestre. No mesmo período do ano passado, o índice tinha ficado em 38,4% e a meta regulatória, desde então, segue em 36,06%. Além disso, o maior custo com compra de energia, e a realização de provisões para crédito de liquidação duvidosa pressionaram seu desempenho. Em geração, apesar do maior volume de vendas ter impulsionado a geração de caixa, houve novo prejuízo, devido ao maior dispêndio com compra de energia e ao resultado negativo da Renova, companhia que a Light tem participação. Assim, no consolidado, o EBITDA caiu mais de 30% em um ano, com retração de quase 8 p.p. na margem EBITDA e lucro líquido foi de apenas R$ 6 milhões (-90% frente ao 3T17). Suas ações devem responder de forma negativa à divulgação.

Forte desempenho da Braskem (BRKM5). Além do impacto positivo da variação cambial, o resultado da Braskem foi favorecido pela recuperação do mercado doméstico, onde a venda de produtos químicos e os seus preços puxaram a receita líquida. Já nos Estados Unidos e no México, o resultado reflete principalmente o câmbio e o spread de poliolefinas, pois o volume foi afetado pela demanda mais fraca, bem como pela queda na produção no período. De toda forma, o EBITDA avançou 30% em um ano e 13% na comparação trimestral. Soma-se a isso a menor despesa financeira e o lucro líquido atingiu R$ 1,3 bilhão agora, frente aos R$ 547 milhões do 2T18 e R$ 799 milhões registrados há doze meses. Os papéis BRKM5 devem reagir de forma positiva ao longo do pregão hoje.

Eletrobras (ELET6) volta a ter prejuízo. O resultado final da companhia foi negativo em R$ 1,6 bilhão neste trimestre, com o EBITDA caindo mais de 90% na comparação anual. Esse desempenho reflete principalmente a piora no resultado de distribuição, onde houve diversas provisões, com destaque para a de contingências, no montante de R$ 2,2 bilhões. Além disso, o volume de energia gerada e distribuída também recuou, enquanto os custos foram afetados pelo maior dispêndio com compra de combustível e outras despesas operacionais neste trimestre. Sua dívida líquida ficou praticamente estável no período, em R$ 19,9 bilhões neste 3T18.

Bons negócios

 


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