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Notícias

14/11/2018

Diário Matinal Coinvalores - 14 de novembro de 2018

Bom dia,

Inflação recua, mas atividade segue fraca. O destaque dessa quarta-feira fica com a retração no setor de serviços em setembro, de 0,3% frente a agosto. Já a taxa de desocupação do terceiro trimestre ficou estável em 11,9% com a alta no número de pessoas que trabalham por conta própria e sem carteira assinada compensando a queda em trabalhos formais. Por fim, o IGP-10 trouxe algum alívio, ao registrar queda de 0,16% em novembro, sobretudo por conta da queda no preço dos combustíveis.

Agenda internacional. O rascunho de acordo do Brexit é o destaque do noticiário externo, sobrepujando a divulgação do PIB da Alemanha e da zona do euro. Os termos ainda serão apreciados pela equipe da primeira-ministra britânica e pelo parlamento do país. Os indicadores divulgados também não trouxeram grandes surpresas para ganharem destaque. O PIB alemão veio um pouco abaixo do esperado, com queda de 0,2% na comparação trimestral, enquanto o PIB europeu veio em linha com a expectativa média de mercado. A produção industrial do bloco, no entanto, caiu um pouco menos que o projetado.

Mercados pressionados. Na Ásia, o dia foi mais negativo, pressionado pela forte retração na cotação do petróleo, ontem. Na Europa, os dados fracos também deixam os principais índices no vermelho, com o FTSE londrino fugindo à regra, operando em leve alta, com as novidades sobre o Brexit. Nos EUA, os futuros não indicam uma tendência muito clara para o pregão. O destaque da agenda é o CPI de outubro, a ser divulgado no final da manhã. O chair do Fed fala hoje, mas só depois do fechamento do pregão.
 

 


Metal Leve (LEVE3) reporta bom desempenho. A retomada da indústria automotiva no mercado interno puxou as vendas de equipamentos originais (vendas para montadoras) no período. Soma-se a isso a recuperação da demanda por peças de reposição e o impacto da desvalorização do real sobre as exportações e o faturamento da companhia subiu quase 20% em um ano, mesmo com o cenário bastante complicado na Argentina (considerado como "mercado doméstico" pela MAHLE). As exportações representaram cerca de 46% da receita, sendo que desse total cerca de 50% foi destinado a Europa, seguida pelo NAFTA com 35%. O EBITDA cresceu mais de 12% e a margem seguiu elevada, em 20,9%, mas ligeiramente inferior aos 22,2% registrados há doze meses. A companhia irá distribuir JCP no valor de R$ 0,4747 por ação (já líquido de IR), o equivalente a um yield de 2,1%. Os papéis ficarão ex-proventos no próximo dia 21/11 e o pagamento será em dezembro, no dia 12. Suas ações devem responder de forma positiva às novidades.

Oi (OIBR4) reporta mais um prejuízo. O desempenho da Oi seguiu fraco neste 3T18, com queda tanto na base da rede fixa quanto da rede móvel. O volume de uso de dados caiu mais de 20% em um ano, pressionado principalmente pela significativa retração no número de clientes da categoria pré-pago. Assim, o EBITDA recuou quase 10% no período, e a margem EBITDA recorrente seguiu em 26,6%, patamar bem inferior à média setorial. Já o resultado final foi negativo em R$ 1,4 bilhão. Seus papéis devem ficar pressionados com a divulgação.

Fechamento de lojas e reformas afetam os números da Marisa (AMAR3). Mais um trimestre de fraco desempenho para a companhia, que viu sua receita líquida cair 2,8% neste 3T18 em relação ao 3T17, refletindo o menor fluxo de clientes, além dos fechamentos e reformas de lojas. O EBITDA ajustado do varejo apresentou melhora, apesar da queda nas receitas e da pressão na margem bruta, sendo impactado positivamente pelo reconhecimento dos créditos tributários. Já o EBITDA ajustado de produtos e serviços financeiros (PSF) teve um péssimo resultado, apresentando queda de 38,4% em relação à 3T17, devido, principalmente, às menores vendas do varejo e da menor participação do cartão private label nas vendas. O resultado líquido do período mais uma vez veio negativo, decorrente da baixa performance apresentada tanto na operação de varejo quanto pelo PSF. Com o fraco desempenho reportado, acreditamos que suas ações terão performance negativa no pregão de hoje.

JBS (JBSS3) reporta bom resultado. No 3T18, a JBS registrou crescimento de 20,1% em sua receita líquida consolidada, com destaque para JBS Brasil e Seara, que tiveram crescimento da receita no período de 37,2% e 8,8%, respectivamente. No trimestre, cerca de 73% de suas vendas globais foram realizadas nos mercados domésticos em que atua e 27% por meio de exportações. O EBITDA consolidado, ajustado para excluir o impacto da adesão ao programa de regularização tributária rural (Funrural), teve aumento de 2,6% em relação ao 3T17. Destaque para as unidades JBS Brasil e JBS USA Carne Bovina. Já seu resultado final foi impactado pela adesão da empresa ao Refis do Funrural. Esperamos uma reação mais positiva do mercado à divulgação.

Resultado da SLC (SLCE3) no trimestre foi afetado por postergação de faturamento. A receita líquida no 3T18 foi 11,1% inferior ao mesmo período do ano anterior. Essa queda se refere principalmente aos volumes faturados de soja, dada a maior concentração de faturamento no primeiro semestre do ano, e também a postergação de faturamento para o quarto trimestre. No período acumulado de nove meses, o crescimento foi de 12,5% na receita líquida, com destaque para as culturas do algodão e da soja. O EBITDA e o lucro líquido do 3T18 foram inferiores aos do 3T17, refletindo basicamente o deslocamento de volumes faturados de soja entre trimestres e pela valorização dos ativos biológicos naquele trimestre. Mesmo com números mais fracos no trimestre, no consolidado dos nove meses a companhia continua apresentando bom desempenho, além disso, a produtividade da próxima safra deve ser melhor, quando comparada à produtividade da safra 2017/18. Não esperamos uma forte reação do mercado aos números da companhia.

Eternit (ETER3) volta a reportar fraco desempenho.A receita líquida teve uma retração de 16,5%, reflexo, principalmente, do menor volume vendido no mercado interno, parcialmente compensado pela melhora nas exportações do crisotila, por conta da apreciação do dólar. O EBITDA ajustado somou R$ 15,8 milhões negativos e o prejuízo líquido ajustado foi R$ 39,5 milhões no 3T18. Vale comentar que a companhia continua em recuperação judicial e terá uma assembleia geral de credores no dia 27 deste mês, em segunda convocação, para aprovação do plano. Esperamos reação negativa do mercado.

Alliar (AALR3) reporta fraco resultado. A companhia apresentou queda de 0,3% em sua receita líquida, que foi impactada pela estagnação do número de beneficiários e pelo downgrade de planos de saúde. Por outro lado, o EBITDA cresceu 7,3% a despeito do desempenho de receita, refletindo principalmente a boa disciplina na gestão de custos e despesas. O lucro líquido aumentou 10,1% no 3T18 em relação ao 3T17, com destaque para a redução nas despesas financeiras e menor alíquota efetiva de impostos. Não esperamos uma forte reação do mercado aos números da companhia.

Hapvida (HAPV3) reporta resultado satisfatório. Mesmo em meio a um cenário bem complicado para o seu setor de atuação, a companhia reportou elevação de 17,1% em sua receita líquida neste 3T18, refletindo o crescimento de 5,5% no número de beneficiários de planos de assistência médica com aumento de 13,6% no ticket médio e aumento de 18,4% no número de beneficiários de planos odontológicos, com redução de 4,4% no ticket médio nesse segmento. O EBITDA veio 4,1% menor, decorrente de despesas maiores por conta de atraso de pagamento e eventuais descontos concedidos a clientes. No 3T18, o lucro líquido teve um crescimento de 22,5% em comparação com o 3T17, refletindo a melhora operacional e as menores alíquotas de impostos.

Resultado sem muito brilho da brMalls (BRML3). Destaque positivo para a recuperação das receitas com aluguel percentual, que dependem das vendas dos lojistas, e também para o bom avanço das receitas com mídia, por conta da instalação de novos painéis em oito shoppings da companhia. Nesse ponto, a perspectiva é favorável, tendo em vista que a brMalls projeta instalar painéis em mais três shoppings até o final do ano e em mais quinze no decorrer do próximo. No campo das despesas, destaque fica para a forte redução nas PDDs, mas os custos com pessoal e as despesas administrativas mostraram um forte aumento, sendo um ponto de atenção importante para os próximos trimestres. A receita mínima de aluguel é outro ponto mais negativo do trimestre, já que mesmo com aumento na taxa de ocupação e o IGP-M, índice que reajusta os contratos, muito elevado entre os dois períodos, a linha ficou praticamente flat na comparação anual, já desconsiderando os efeitos dos shoppings vendidos no final do ano passado. Se considerarmos a receita desses shoppings no 3T17, o aluguel mínimo teve queda de 5,8%. As margens da companhia melhoraram bastante, mas a maior parte disso vem da forte retração das despesas com PDD.

Resultado tem boa melhora na Even (EVEN3). A companhia continuou a reportar bottom line negativo nesse trimestre, mas viu sua margem bruta apresentar um bom avanço na comparação com os primeiros trimestres do ano, além de mostrar retração no G&A, fatores que levaram o EBITDA da companhia de volta para o campo positivo nesses três meses. O indicador atingiu R$ 26,5 milhões, maior número desde o terceiro trimestre do ano passado, lembrando que naquele trimestre tivemos a venda da Urbanity Corporate, o que inflou os números daquele período. Destaque para a redução da alavancagem da Even, que chegou a 37,9% do patrimônio líquido, contra 42,9% há apenas três meses e 51,0% no final do 3T17. O nível ainda é elevado em relação à média das construtoras saudáveis, mas já está em um nível muito mais confortável.

Segmento de hardware machuca números da Totvs (TOTS3). A companhia mostrou evolução no seu resultado, com destaque para a redução nas despesas administrativas com a integração das operações administrativas da Bematech no final do ano passado, o que ajudou as margens. Além disso, as receitas do segmento software mostraram uma boa recuperação, com elevação de 7,5% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Já o segmento de hardware seguiu com números muito pressionados, com queda de 7,6% no top line e elevação nos custos, pressionados pelo dólar, o que pressionou a margem bruta da divisão. Os números, no entanto, já eram esperados, por isso, não esperamos uma forte reação do mercado.

Trisul (TRIS3) entrega bons números, mesmo com desaceleração nas vendas. A companhia havia reportado uma prévia operacional mais pressionada, mas o resultado do 3T18 veio forte. O top line mostrou boa evolução, com a margem bruta indo de 28,2% no 3T17, para 29,6% no 2T18 e fechando o 3T18 em 34,7%. O lucro líquido do período ficou em R$ 21,1 milhões, mais que o dobro dos R$ 9,5 milhões do 3T17 e 21% de alta em três meses. Os papéis da companhia estão sendo negociados a pouco mais de 6x o lucro por ação dos últimos doze meses, o que consideramos muito atrativo. Dessa forma, reforçamos nossa recomendação de compra para os papéis.

Copel (CPLE6) anuncia programa de investimentos. Em 2019, a elétrica deve investir cerca de R$ 1,9 bilhão, montante quase 26% inferior aos R$ 2,6 bilhões previstos para esse ano. O segmento de distribuição, dessa vez, vai receber o maior volume, de R$ 835 milhões, seguido pela área de geração e transmissão, com R$ 768 milhões. Vislumbramos que essa redução tende a ser bem recebida pelo mercado, haja vista que a Copel ainda se encontra com uma situação financeira delicada.

Guararapes (GUAR4) tem plano de conversão das ações PN por ON. A companhia informou a sua intenção de converter suas ações preferenciais em ações ordinárias, na proporção de uma ação preferencial para uma ação ordinária. A conversão de ações ainda será submetida à aprovação dos acionistas em AGE.

 

Bons negócios

 


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