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Notícias

21/11/2018

Diário Matinal Coinvalores - 21 de novembro de 2018

Bom dia,

Inflação sob controle, mas política preocupa. O IPC do município de São Paulo, único indicador relevante divulgado nesta quarta-feira, registrou alta de 0,37%, ligeiramente inferior aos 0,40% da última leitura. Destaque para a desaceleração em transportes, puxada pela queda no preço dos combustíveis. Contudo, os investidores seguem de olho na formação da equipe de Bolsonaro, bem como nas sinalizações do futuro presidente quanto às reformas fiscais, sobretudo da Previdência. Estima-se que para não descumprir a regra do teto dos gastos, o novo governo terá que cortar cerca de R$ 37,2 bilhões em despesas por ano.

Economia norte-americana no radar. O noticiário segue movimentado nesta quarta-feira, com a divulgação dos indicadores antecedentes e as encomendas de bens duráveis, ambos referentes a outubro, devendo adicionar alguma pressão aos mercados. A confiança do consumidor também fica no radar, mas nesse caso a expectativa é de manutenção do índice em patamar elevado em novembro. Ademais, questões relacionadas às negociações comerciais entre Washington e Pequim e sobre a condução da política monetária, certamente vão movimentar os mercados bursáteis ao longo do dia.

Dia de stress nas Bolsas. Ontem, as Bolsas lá fora fecharam em forte queda, com os resultados abaixo do esperado da varejista Target e notícias, do WSJ, de que a Apple estaria cortando a produção do novo iPhone, por conta da fraca demanda, aumentando os temores quanto a desaceleração econômica nas principais economias. A perspectiva de atividade econômica mais fraca e oferta ainda alta pressionou muito, também, a cotação do petróleo, que despencou. O S&P 500 e o Dow Jones devolveram todo o ganho acumulado no ano. Na Europa, o Brexit ainda continua sendo destaque, além da posição do governo da Itália quanto ao orçamento para o próximo ano, que segue irredutível. As fortes quedas nas ADRs de empresas brasileiras, ontem, apontam para um dia bem tenso na volta do mercado brasileiro.
 

 


Banrisul (BRSR6) cancela IPO da área de cartões, mas mantém redução de capital. O processo já estava parado, mas como o prazo legal para interrupção de uma oferta se encerrou na última segunda-feira, o banco o cancelou definitivamente. Quando o banco anunciou o IPO, em março, comunicou que faria uma redução de capital, com a oferta tendo sucesso ou não. E o valor por ação da redução é de R$ 0,863 por PNB, a ação mais líquida do banco, o que representa um yield de 4,3% em relação ao fechamento da última segunda. Os papéis ficam ex no dia 26, próxima segunda-feira, e o pagamento será no dia 30 ainda desse mês.

Faturamento da Randon (RAPT4) segue em alta. Em outubro, a receita líquida consolidada da companhia foi de R$ 425,4 milhões, valor 46,2% superior ao registrado doze meses atrás. No acumulado do ano, o faturamento de R$ 3,5 bilhões sugere que a companhia deve bater o guidance divulgado no início do ano, de R$ 3,6 bilhões.

Receita da Fras-le (FRAS3) também avança. Nesse caso, a alta foi de 48,7% em um ano, com o faturamento líquido de R$ 110,0 milhões em outubro. No acumulado do ano, a receita da companhia chega a R$ 899,9 milhões, valor 31,3% superior ao registrado no mesmo período de 2017. O guidance da Fras-le aponta para uma receita líquida de R$ 1,1 bilhão em 2018.


 

Bons negócios

 


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