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Notícias

29/11/2018

Diário Matinal Coinvalores - 29 de novembro de 2018

Bom dia,

Bateria de indicadores positivos. A começar pelo IGP-M que registrou deflação de 0,49% em novembro, puxada, principalmente, pela queda no preço dos combustíveis. Já o índice de confiança do setor de serviços atingiu o maior patamar desde 2014, com forte melhora nas expectativas e, em menor escala, na percepção quanto ao momento atual. Na indústria, a alta, ainda que modesta, sinaliza o início de uma retomada, que pode ganhar corpo de acordo com as medidas do novo governo. Por fim, a desocupação no trimestre findo em outubro caiu para 11,7%, com estabilidade no rendimento médio habitual dos trabalhadores. Entretanto, é o noticiário político, com destaque para o imbróglio envolvendo a aprovação ou não da cessão onerosa, que segue ditando o humor dos investidores.

Confiança se estabiliza na Europa e desemprego cai na Alemanha. Em novembro, o índice de confiança permaneceu praticamente estável na zona do euro, com a deterioração na perspectiva dos consumidores sendo compensada pela ligeira melhora no âmbito empresarial, sobretudo na indústria. A Itália e a Espanha pressionaram negativamente o índice, enquanto a confiança alemã foi o destaque positivo. E por falar na Alemanha, hoje foi divulgada a taxa de desemprego do país, que também apresentou melhora, ao cair dos 3,4% registrados na leitura anterior para 3,3% em outubro.

Inflação e juros em destaque nos EUA. O grande destaque desta quinta-feira é a inflação de outubro, com o deflator do PCE, índice acompanhado de perto pelos dirigentes do Fed. As estimativas apontam para uma alta de 1,9% no núcleo, pouco abaixo da meta do banco central americano. Qualquer coisa acima disso, tende a reacender as discussões quanto ao ritmo de aperto monetário, e colocar em dúvida o discurso mais cauteloso adotado por Jerome Powell, ontem. A ata do FOMC também fica no radar, assim como o discurso de Charles Evans, do Fed de Chicago, e qualquer nova sinalização a respeito das negociações comerciais com a China.

Bolsas em alta após fala de Powell. O discurso de ontem deve ter agradado um pouco mais o presidente Trump, que no começo dessa semana fez duras críticas às subidas de juros, dizendo que não estava “nem um pouquinho contente” com a atuação do novo chair do Fed. Powell mudou sua posição em relação a falas anteriores, quando adotou um tom mais hawkish. O principal destaque foi a afirmação que a taxa de juros nos EUA está se aproximando da taxa de equilíbrio, ou neutra, nas palavras do próprio presidente do Fed. Em outubro, Powell havia dito que as taxas estava bem abaixo desse ponto, ou seja, a política estava demasiadamente expansionista, favorecendo o crescimento, mas com o risco de gerar uma alta acentuada na inflação no médio/longo prazo. Além da pressão constante do presidente americano, um dos fatores que influenciou essa mudança de posição foi a desaceleração do crescimento das economias desenvolvidas, já impactadas pelas disputas comerciais. Com a perspectiva de um FOMC mais moderado na subida de juros, os mercados respondem positivamente nessa quinta-feira. Quem destoou desse movimento foram os mercados chineses, que até abriram em alta, mas no meio do pregão, as incertezas relativas às relações comerciais com os EUA falaram mais alto, deixando os índices locais no vermelho ao fechamento.
 

    


Via Varejo (VVAR3) espera crescer via abertura de loja e digitalização. Em reunião realizada ontem com o mercado, a companhia reforçou seu foco no crescimento via abertura de lojas e digitalização. Segundo a companhia, o sistema que já está implantado em quase todas as suas lojas irá trazer mais informações a respeito das operações físicas das lojas, do estoque de mercadorias, comunicação baseada no perfil do cliente, gestão das parcelas do crediário, funções embutidas de realidade aumentada (principalmente com os móveis), além de uma série de funcionalidades e de interação com os produtos que estão nas prateleiras das lojas, devem impulsionar os seus números no futuro. No entanto, as margens para este ano devem continuar sendo afetadas pela forte concorrência e pelo crescimento das vendas do e-commerce.

Resultado do leilão vencido pela CCR (CCRO3) homologado. Há pouco menos de um mês, a companhia arrematou a Rodovia de Integração do Sul, pacote de quatro rodovias federais que cortam o estado do Rio Grande do Sul. Ontem, a companhia informou que o resultado do leilão foi homologado e agora só resta assinar o contrato, o que deve ocorrer em breve. Notícia marginalmente positiva.

 

Bons negócios

 


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