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03/12/2018

Diário Matinal Coinvalores - 3 de dezembro de 2018

Bom dia,

Inflação continua recuando. IPC-S ficou em 0,17% negativo. Vários segmentos apresentaram deflação, com destaque para os preços de transportes. Com este resultado, o indicador acumula alta de 4,02% no ano e 4,24% nos últimos 12 meses. O Boletim Focus dessa semana reforça essa visão de inflação mais comportada, com nova queda na projeção para o IPCA desse e do próximo ano, para 3,89% e 4,11%, respectivamente. Para o PIB desse ano, a mediana das estimativas agora aponta para um crescimento de 1,32%, aquém do 1,39% da última leitura, enquanto a projeção para a Selic ficou estável.

PMI industrial chinês vem levemente acima da expectativa. Mesmo com o aumento das tensões comerciais entre China e EUA nos últimos meses e as tarifas impostas pelos dois países, o PMI industrial chinês avançou para 50,2 em novembro, ante 50,1 de outubro. Apesar do avanço no indicador, o volume de pedidos para exportação apresentou retração na comparação mensal, o que pode ser uma indicação negativa para a produção nos próximos meses.

Atividade perde fôlego na Europa. Em novembro, o índice de atividade industrial da zona do euro recuou ao pior nível desde agosto de 2016, sobretudo pela desaceleração em bens de capital, pela queda das exportações e contínua pressão de custos. Na Alemanha, a dinâmica foi parecida, com o número de encomendas sendo negativamente afetado pela menor demanda vinda da China. O PMI industrial do país, que bateu recorde no final do ano passado, recuou para o menor nível em 31 meses, com a visão pessimista dos agentes pesando sobre a criação de novos postos de trabalho. Já no Reino Unido, o indicador até melhorou frente à leitura anterior, em razão da entrada de novos pedidos, mas segue bem aquém do ideal.

Bolsas em forte alta. O “cessar-fogo” acordado entre o Trump e Xi Jinping no final de semana é muito bem recebido pelo mercado. As autoridades dos dois países concordaram em segurar novas tarifas de parte a parta por 90 dias, enquanto negociam um acordo comercial. Dessa forma, a elevação de 10% para 25% na taxa sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses não irá ocorrer na virada do ano. Ainda assim, há o risco de um acordo não ser fechado nesse período. O efeito é mais sentido nas ações ligadas a commodities. Mesmo na França, onde o governo local enfrenta violentos protestos após elevar o preço dos combustíveis, o mercado de ações opera no campo positivo, com alta de mais de 1,6% enquanto escrevemos esse diário.
 

 


BB Seguridade (BBSE3) conclui reestruturação e deve pagar bom provento. Com a conclusão da reestruturação da parceria com a Mapfre, o desenho das JVs que eram detidas pelas duas companhias ficou como mostrado pela figura abaixo. Para assumir 100% dos negócios que ficaram embaixo da MAPFRE BB SH2, a Mapfre havia concordado em pagar R$ 2,4 bilhões, que com ajustes para dividendos pagos no período e após a dedução das despesas da BB Seguridade com a operação e dos tributos, a liberação de caixa para a companhia será de cerca de R$ 2,1 bilhões, que devem ser distribuídos aos seus acionistas em breve. Se optar por distribuir 100% do valor, a companhia iria pagar um dividendo extraordinário com yield de 3,7%, em relação ao fechamento da última sexta.
 


Marfrig (MRFG3) conclui a venda da Keystone Foods. O valor recebido pela Marfrig, após ajustes contratuais, como a exclusão da dívida líquida da Keystone Foods, é de US$ 1,4 bilhão, melhorando assim a sua estrutura de capital e reduzindo de forma significativa o nível de alavancagem financeira. Com a redução da alavancagem, já vem surgindo rumores na imprensa de que a Marfrig pretende adquirir os ativos que estão à venda da BRF (BRFS3) na Argentina, além da fábrica de hambúrguer da BRF no Brasil. As duas companhias não se manifestaram sobre o assunto, mas continuamos atentos a qualquer movimentação nesse sentido.

Copel (CPLE6) revisa cronograma de projeto. Dessa vez, foi alterada a data prevista para entrada de uma subestação para janeiro de 2019, frente à previsão inicial de novembro. Segundo a companhia, essa etapa do empreendimento, que compõe o sistema de transmissão Mata de Santa Genebra, já está concluída, mas depende de uma aprovação específica da ANEEL, atrasada pela "existência de pendência em outras instalações do projeto", de acordo com a elétrica.

BR Distribuidora (BRDT3) e Comgás (CGAS5) distribuirão proventos. Ambas as companhias irão distribuir JCP esse mês. Começando pela BR, o valor a ser distribuído é de R$ 0,4113 por ação (já líquido de IR). Os papéis ficarão ex no próximo dia 12/12 e o pagamento será em 30/04/19. Já a Comgás irá distribuir R$ 0,9086 por ação preferencial, para os acionistas posicionados ao final dessa quarta-feira. No dia seguinte (06/12) as ações já amanhecem como ex e  o pagamento deve ocorrer ainda esse mês, no dia 18. O yield dessas operações é de 1,7% e 1,6% respectivamente, com base na cotação de sexta-feira.

Sonae Sierra (SSBR3) e Aliansce (ALSC3) negam acordo. Apesar de notícias dando conta de que as companhias chegaram a um denominador comum para a união das operações, em fato relevante, elas confirmam que as negociações continuam, mas que “até o momento, não existe nenhum acordo, oferta ou proposta vinculante acerca da eventual transação, nem mesmo qualquer definição sobre a estrutura da potencial operação ou aprovação pelos órgãos societários competentes das partes envolvidas. Dessa forma, até o momento, não há nenhuma garantia sobre a efetivação de qualquer negócio entre as partes.”

 

Bons negócios

 


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