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10/12/2018

Diário Matinal Coinvalores - 10 de dezembro de 2018

Bom dia,

Índices de inflação continuam recuando. Depois do IPCA e do IGP-M terem mostrado deflação na semana passada, agora o IPC-S caiu 0,06%, na 1ª quadrissemana de dezembro, com transportes, saúde, cuidados pessoais e comunicação sendo os principais responsáveis pela queda. O Boletim Focus, dessa semana, mantém essa visão de inflação mais controlada, com nova queda na projeção para o IPCA, saindo de 3,89% e 4,11%, para 3,71% e 4,07% nos anos de 2018 e 2019, respectivamente. Para o PIB desse ano, a mediana das estimativas também vem mantendo uma trajetória de queda ficando em 1,30%, aquém dos 1,32% da última leitura, enquanto a projeção para a Selic ficou estável.

Dados mais negativos na Europa. Começando pela confiança do investidor na zona do euro, que atingiu o nível mais baixo desde dezembro de 2014, em reflexo ao aumento das incertezas com relação ao Brexit, ao orçamento italiano e à guerra comercial. No Reino Unido, a produção industrial em outubro caiu 0,6% frente a setembro, com queda em 8 dos 13 subsetores analisados. Por fim, na Alemanha, o saldo da balança comercial arrefeceu frente a última leitura, com as exportações crescendo 0,7% e as importações avançando 1,3% sobre setembro.

Inflação e balança comercial vêm abaixo das expectativas na China. A inflação ao consumidor em novembro caiu para 2,2% de 2,5% no mês passado, enquanto a inflação ao produtor saiu de 3,3% para 2,7% na mesma base de comparação. A decepção foi mais forte com o resultado da balança comercial, com exportações crescendo apenas 5,4% no ano ante a expectativa de 9,4% e as importações crescendo somente 3,0%, contra o consenso de mercado que previa avanço de 14%, mostrando uma demanda global e doméstica mais fraca.

Dados da China pressionam mercados. Os dados chineses que comentamos acima, bem aquém do esperado, pressionam os mercados globais, temerosos com o impacto das disputas comerciais entre as duas principais economias do mundo. Além disso, na última sexta, o WSJ reportou que os EUA estariam prontos para processar hackers chineses ligados ao governo por atacar empresas americanas, o que seria o segundo envolvendo a justiça americana em pouco mais de uma semana a afetar as relações entre os dois países. Na Europa, a situação complicada na França e a votação do Brexit, nessa semana, cuja expectativa é de reprovação do acordo costurado pela primeira-ministra Theresa May, ajudam a deixar as Bolsas no vermelho nessa segunda.
 

 


Resultado da investigação na CCR (CCRO3). A companhia anunciou que o comitê independente encerrou na última semana a investigação que vinha conduzindo e apesar de não dar muitos detalhes, por conta do sigilo exigido pelo acordo fechado com o MP de SP, a companhia afirmou que “não há pessoas envolvidas nas ilicitudes apuradas que nesta data sejam administradores da Companhia ou de empresas do Grupo CCR”. Acreditamos que, no curto prazo, a companhia deve manter a tendência positiva mostrada nos últimos meses.

Gol (GOLL4) vai acelerar a renovação da frota. A companhia anunciou que a partir do segundo semestre do ano que vem, serão incorporadas à frota da companhia 11 novas aeronaves Boeing 737 MAX 8, que ajudam na redução de custos, com maior eficiência no consumo de combustível, e aumenta a flexibilidade da companhia em termos de novas rotas mais longas. Notícia positiva que deve ajudar os papéis da companhia, compensando, ao menos parcialmente, a pressão exercida pela recuperação do preço do petróleo no curto prazo.

Engie Brasil (EGIE3) aprova bonificação. Conforme proposta enviada ao mercado junto à divulgação dos resultados do terceiro trimestre, a companhia irá realizar um aumento de capital social via capitalização de lucros e reservas, com bonificação de ações. O capital da geradora sairá dos atuais R$ 2,8 bilhões para R$ 4,9 bi enquanto o número de ações vai para 815,9 milhões, aumento de 163,2 milhões frente a base atual. Cada acionista posicionado ao final desta terça-feira receberá 1 nova ação para cada 4 detidas. Os papéis ficarão ex-direitos de bonificação na quarta-feira (12/12). Entretanto, essa mudança já era esperada pelo mercado e, portanto, tende a trazer pouco impacto para os papéis EGIE3.

JCP do Bradesco (BBDC4). O banco anunciou R$ 0,6206 (já líquido do IR) por PN com base na posição ao final do pregão do dia 21 de dezembro, o último antes do Natal. Papéis voltam da celebração, no dia 26, já ex-JCP. Pagamento será no comecinho de março do ano que vem, no dia 8/3. O yield da operação é de 1,6%.

Telefônica Brasil (VIVT4) abre programa de recompra. Serão recompradas até 38,3 milhões de ações, sendo 583,4 mil ordinárias e 37,7 milhões preferenciais. Ao todo, o volume corresponde a cerca de 8,6% das ações em circulação (desconsiderando aquelas ligadas aos acionistas controladores). O programa vai até 06 de junho de 2020 e ser feito mediante a utilização de reserva de capital, de R$ 3,7 bilhões no último balanço (3T18).

 

Bons negócios!

 


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