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19/12/2018

Diário Matinal Coinvalores - 19 de dezembro de 2018

Bom dia,

Agenda doméstica fraca abre espaço para influência externa. Sem indicadores relevantes e também sem grandes novidades no campo político, o IBOV deve responder aos fatores externos, repercutindo nova queda na cotação do petróleo e à espera da decisão do FOMC, que comentamos abaixo.

FOMC sob os holofotes. O grande destaque da agenda hoje é o anúncio da decisão da autoridade monetária americana, cada vez mais pressionada a encerrar o ciclo de alta de juros por lá. A maior pressão vem exatamente da Casa Branca, com Trump sendo o principal crítico das subidas de juros recentes. A desaceleração da atividade na China, a inflação que deve ceder com a derrocada do petróleo e os temores em relação à proximidade de uma recessão nos EUA são os principais fatores listados pelos defensores do fim do ciclo de aperto monetário. Ainda assim, é quase consenso que o FOMC irá subir a taxa na última reunião do ano. Dessa forma, a grande expectativa é sobre a sinalização para o próximo ano. Um tom mais dovish deve animar os mercados, “órfãos” da liquidez abundante dos últimos anos. Entre os indicadores, na Europa o CPI britânico de novembro veio dentro do esperado, enquanto a atividade da construção civil na zona do euro caiu em outubro. Dados do mercado imobiliário americano e o estoque semanal de petróleo ficam no radar dos investidores no decorrer do dia. O petróleo lá fora tem mais um dia bem pressionado, o que ajudou a levar as Bolsas chinesas, exceto Hong Kong, para o campo negativo. No Japão, o maior IPO da história do país estreou na Bolsa local com forte queda, em um dia também negativo por lá. Na Europa, o noticiário é mais ameno, hoje, com a britânica GSK anunciando a fusão de uma de suas unidades com a Pfizer, ajudando o FTSE 100, e notícias que autoridades italianas e europeias estariam próximas de um acordo em relação ao déficit anunciado pelo país da bota, o que faz com que a Bolsa de Milão seja o destaque de alta por lá. Os futuros americanos operam no azul, mas próximos da estabilidade, à espera do anúncio dos juros, no final da tarde.


 


BRF (BRFS3) vende mais um ativo na Argentina. A companhia anunciou hoje a venda da Avex, uma das líderes na produção de alimentos à base de frango e margarinas na Argentina. Segundo o comunicado, a Granja Tres Arroyos S.A. e a Fribel S.A. se comprometeram, conjuntamente, a adquirir 100% do capital social da Avex por um valor equivalente a US$ 50 milhões. A Avex opera três plantas na Argentina, com capacidade de abate de 160 mil aves/dia e processamento de mais de 10 mil toneladas/mês de produtos. Notícia positiva para a empresa que segue se desalavancando, apesar de pouco representativa.

Petrobras (PETR4) emitirá debêntures e anuncia JCP. A oferta de debêntures é de até R$ 3 bilhões. Parte dos recursos serão destinados para exploração, avaliação e desenvolvimento de determinadas áreas e parte para o pré-pagamento de dívidas e reforço de caixa da petroleira. Ainda não há detalhes sobre as condições, como taxas e prazos, dessa emissão. Adicionalmente, o conselho de administração da companhia também aprovou a distribuição de R$ 4,2 bilhões em JCP. O valor equivale ao montante líquido de R$ 0,5950 por ação preferencial e a um yield de 2,7%. As ações ficarão ex em 26/12 e o valor será reajustado pela taxa Selic a partir de 31/12 até a data do pagamento (ainda indefinida).

Ferbasa (FESA4) anuncia redução no preço do ferro cromo e JCP. No primeiro trimestre de 2019, o preço do Ferro Cromo Alto Carbono, que tem como benchmark o mercado europeu, será reduzido em 9,7% em relação ao praticado atualmente. Cabe lembrar que cerca de 55% de seu faturamento vem de ligas de cromo e, portanto, a novidade deve trazer influência negativa para suas ações hoje. Ademais, a companhia anunciou a distribuição de JCP no valor líquido de R$ 0,0862 por ação preferencial. Os papéis ficam ex no próximo dia 28/12 e o pagamento será realizado anda em janeiro, no dia 22. O yield da operação, entretanto, é baixo, de apenas 0,4%.

Hypera (HYPE3) anuncia distribuição de juros sobre capital próprio. O montante total líquido é de R$ 0,2985. O pagamento do JCP será realizado em 09 de janeiro de 2019 para os acionistas posicionados ao final do pregão dessa sexta. A partir do dia 26 de dezembro, papéis serão negociados ex-JCP. O yield desta operação é de 0,97%.

Odontoprev (ODPV3) distribuirá proventos. A companhia anunciou que irá distribuir dividendo e JCP, no montante de R$ 0,1095 por ação e JCP correspondendo a R$ 0,0252 por ação, valor já líquido de imposto. As ações serão negociadas ex-direito a dividendos e juros sobre capital próprio a partir de 26 de dezembro, e o pagamento está agendado para o dia 09 de janeiro. O yield desta operação é de 1,02% somando as duas distribuições.

Cemig (CMIG4) e Sanepar (SAPR11) distribuirão JCP. Começando pela Cemig, o valor líquido é de R$ 0,1224 por ação, o que corresponde a um yield de 0,96% para as ações preferenciais. Os papéis ficarão ex na próxima quarta-feira (26/12) e o pagamento será realizado em duas parcelas, a primeira em 28/06/19 e a segunda até 30/12/19. Já na Sanepar, os juros são no montante líquido de R$ 1,4250 por unit. As ações ficarão ex logo no primeiro pregão de 2019 e o yield nesse caso é de 2,5% sobre o fechamento de ontem.

Weg (WEGE3) também anuncia proventos. O valor do JCP líquido de IR é de R$ 0,0436 por ação, o que corresponde a um yield de 0,3%. A partir do dia 26/12 as ações passam a ser negociadas como ex-direitos e o pagamento será em março, no dia 13.

JCP da Smiles (SMLS3). A companhia vai pagar R$ 0,1255 aos acionistas posicionados ao final do último pregão desse ano, dia 28 de dezembro. Os papéis já voltam do feriado de ano novo, no dia 2 de janeiro, ex-dividendos e o pagamento será no dia 15 do mesmo mês. O yield da operação, no entanto, é de apenas 0,27%.

Bons negócios!

 


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