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Notícias

26/12/2018

Diário Matinal Coinvalores - 26 de dezembro de 2018

Bom dia,

Focus aponta para alta menor do juros em 2019. Nesta semana, a mediana das estimativas para a meta da taxa Selic caiu para 7,25%, frente aos 7,50% da última leitura e aos 7,75% registrados há quatro semanas. Para inflação desse e do próximo ano, as projeções também seguiram em trajetória de arrefecimento. Já no que tange aos indicadores divulgados nesta manhã, destaque para os índices de confiança da construção e do comércio em dezembro, que apresentaram melhora tanto na percepção dos agentes quanto a situação atual quanto nas expectativas. O IPC-S apresentou alta de 0,10% na última semana, com a elevação no preço dos alimentos compensando a contínua deflação em transportes e habitação.

Ressaca de Natal. Mercado deve abrir pressionado hoje, seguindo o que foi o pregão de segunda-feira lá fora, de forte queda, especialmente nos EUA. O pano de fundo segue o mesmo, com Trump sempre no centro do radar. O presidente americano segue em atrito com os chineses, levantando dúvidas sobre o crescimento global no próximo ano, com o novo chair do Fed, que não estaria sendo “dovish” o suficiente, prejudicando a economia americana, e com o Senado americano, que não aprovou um orçamento com fundos para a construção do muro na fronteira com o México, levando a um shutdown parcial do governo americano, com alguns serviços não essenciais paralisados na semana do Natal. Com tudo isso, a última semana foi a pior desde outubro de 2008 para o índice Dow Jones e esse mês caminha para ser o pior dezembro desde 1931, no meio da Grande Depressão americana. Nessa quarta, os mercados europeus ficam fechados na continuidade do feriado de Natal e na Ásia o dia foi misto, com Tóquio tentando uma recuperação após a queda de ontem, mas os índices chineses ainda no vermelho. A agenda macro na volta do Natal é fraca, com dados do mercado imobiliário e a sondagem industrial do Fed de Richmond.
   

 


Plano estratégico da Eletrobras (ELET6). Foi divulgado o "Plano Diretor de Negócios e Gestão das Empresas Eletrobras" para o período entre 2019 e 2023, onde são previstos investimentos da ordem de R$ 30,2 bilhões, bem superior aos R$ 19,7 bilhões estimados na PDNG de 2018 a 2023. Só no próximo ano, o capex deve chegar a R$ 5,6 bilhões. No que tange a seu endividamento, a meta para 2019 segue igual à de 2018, de ficar com a relação dívida líquida/ EBITDA ajustado abaixo de três vezes (no 3T18 estava em 3,3x). Cabe destacar ainda a perspectiva da companhia de finalizar seu programa de desinvestimento no próximo ano e de viabilizar a conclusão da usina nuclear de Angra 3, por meio da realização de uma chamada pública internacional. Contudo, suas ações devem responder de forma marginalmente negativa à divulgação, em razão do expressivo aumento no volume de investimentos previstos.

Renova (RNEW11) recebe nova proposta pelo Alto do Sertão III. Após receber oferta vinculante da AES Tietê (TIET11), no início desse mês, a Renova recebeu outra oferta vinculante, dessa vez para equacionamento financeiro e conclusão das obras, pela Farallon Latin America Investimentos Ltda. Ao final de setembro, a dívida bruta do projeto chegou a R$ 978,8 milhões, e o passivo com fornecedores e contas a pagar era de R$ 259,9 milhões. Já para a conclusão da obra, estimativas de mercado apontam para a necessidade de algo entre R$ 300 e R$ 400 milhões. O negócio, seja a venda ou aporte financeiro no Alto Sertão III, é de suma importância para a Renova, pois, com projetos inacabados, o custo com compra de energia para revenda, só no terceiro trimestre, chegou a R$ 220,2 milhões. Nesse sentido, a novidade tende a trazer influência positiva para as ações RNEW11 hoje.

Proventos robustos da Energias do Brasil (ENBR3). A elétrica irá distribuir JCP de R$ 0,6155 por ação, líquido de IR, aos acionistas posicionados ao final dessa sexta-feira. Os papéis já voltam do feriado de ano-novo (em 02/01) como ex proventos. O yield dessa operação é de 4,4% sobre o último fechamento.

Bradespar (BRAP4) propõe distribuição de proventos. A distribuição é de JCP no valor líquido de R$ 0,4976 por ação ON e de R$ 0,5474 por ação PN, o equivalente a um yield de 1,8% para as duas classes. Os papéis ficarão ex no primeiro pregão de 2019, em 02 de janeiro, e o pagamento está previsto para o final de janeiro, no dia 31. Essa distribuição, entretanto, ainda deve ser ratificada pelo conselho de administração da companhia, em reunião agendada para sexta-feira (28/12).

JCP de JSL (JSLG3), Unidas (LCAM3), Multiplan (MULT3) e TOTVS (TOTS3). Começando pela JSL, que tem a distribuição com maior yield (2,00% em relação ao último fechamento), que vai pagar em 13 de maio o valor de R$ 0,1317 por ação. A Unidas vai pagar R$ 0,1671 por ação em 11 de janeiro, yield de 0,46%. A Multiplan paga até o dia 31 de maio, o montante de R$ 0,1001 por ação, yield de 0,43%. Por fim, a TOTVS tem o menor yield entre as quatro distribuições, de 0,25%, ao pagar R$ 0,068 por ação no dia 9 de maio. Todos esses papéis ficam ex na volta do feriado de ano novo, então os acionistas devem estar posicionados ao final do pregão dessa sexta. Além disso, todos os valores já foram calculados líquidos de IR.
 

Bons negócios!!

 


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