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Notícias

02/01/2019

Diário Matinal Coinvalores - 2 de janeiro de 2019

Bom dia,

Discurso de posse do superministro e dados de inflação abrem a agenda de 2019. O IPC-S acabou acelerando para 0,29% na última quadrissemana de dezembro, ficando 0,19 p.p. acima da taxa registrada na última divulgação. A maior contribuição partiu do grupo habitação, com a tarifa de eletricidade residencial pesando. No ano, o indicador acumulou alta de 4,32%. Já no campo político, o discurso de posse do presidente e entrevistas de sua equipe econômica mostraram uma visão mais alinhada com o mercado. Ainda hoje às 15h, acontecerá o discurso de posse de Paulo Guedes que pode dar sinais ainda mais claros de suas propostas para a economia.

China fecha o ano de 2018 em contração. Os dois PMIs industriais, o calculado pelo governo (divulgado segunda) e o da Markit, ficaram abaixo de 50 pontos em dezembro. O PMI industrial oficial ficou em 49,4, enquanto o medido pelo setor privado fechou o último mês do ano em 49,7, ampliando os temores quanto a uma desaceleração mais consistente.

Zona do euro também não termina bem o ano. O PMI da indústria em dezembro caiu pelo quinto mês, ficando em 51,4 ante os 51,8 de novembro, confirmando a leitura preliminar e pouco acima da marca de 50 que separa crescimento de contração. Na principal economia do bloco, a Alemanha, o PMI industrial de dezembro ficou na mínima de 33 meses. Os dados do Reino Unido também foram divulgados hoje e vieram na contramão dos demais, mostrando uma recuperação na atividade industrial por lá no final do ano, com o índice em 54,2, maior nível no segundo semestre de 2018.

Ano começa no vermelho. Os dados que comentamos acima, especialmente os vindos da China, pressionam as Bolsas no primeiro pregão de 2019. Na Ásia, enquanto a Bolsa de Tóquio permaneceu fechada, a Bolsa de Hong Kong foi destaque de queda, fechando em -2,77%. Na Europa, os dados também não foram animadores e também pressionam as Bolsas locais. Nem no Reino Unido, onde o indicador destoou dos demais, o FTSE 100 da Bolsa de Londres escapa do pregão negativo. Os futuros americanos também apontam para um pregão pressionado.


 


Desempenho da Oi (OIBR4) piora. Em outubro, a geração de caixa operacional líquida da companhia foi negativa em R$ 435 milhões. No mês anterior, o resultado havia sido positivo, em R$ 79 milhões. Esse desempenho reflete, principalmente, a alta de 72% no volume de investimentos realizado, o que, segundo a própria companhia, "permitirá o avanço dos projetos de serviço de banda larga de alta velocidade, principalmente por fibra ótica, e de ampliação da rede de acesso móvel". Mesmo estando em linha com o fluxo previsto em seu Plano de Recuperação Judicial, esse resultado deve trazer influência negativa para OIBR4.

Ômega Geração (OMGE3) adquire parque eólico. A companhia comprou 100% do Complexo Eólico Assuruá, por R$ 1,9 bilhão. O empreendimento, localizado na Bahia, entrou em operação em fevereiro de 2018 e possui 303 MW de capacidade instalada. O preço corresponde a uma assunção de dívida de cerca de R$ 1 bilhão, e outros R$ 900 milhões em caixa, onde até 28% pode ser pago em ações, em até três anos. Além dessa transação, que está sujeita a aprovação dos órgãos reguladores, a companhia também firmou um acordo que lhe garante o direito de realizar a primeira oferta para aquisição dos projetos a serem desenvolvidos pelo vendedor na região. Todavia, o valor da operação, a nosso ver, foi um pouco esticado. O múltiplo EV (R$ mm) / MW é de 6,3, bem acima dos 4,8 das ações da própria Ômega e da média do setor.

Proventos do Santander (SANB11). O banco vai pagar R$ 1,17 (valor já líquido de IR) por unit já somando o dividendo e o JCP que serão distribuídos. O acionista precisa estar posicionado ao final do pregão da próxima segunda, dia 7 de janeiro, para receber os dividendos no dia 26 de fevereiro, já que os papéis ficam ex na terça, dia 8. O yield, em relação ao fechamento do último pregão, é de 2,7%.

Natura (NATU3) pagará JCP. A companhia distribuirá o valor líquido de R$ 0,2199 por ação. Terão direitos os acionistas posicionados até o dia 04 de janeiro, com as ações sendo negociadas ex-JCP a partir do dia 07. O pagamento aos acionistas ocorrerá em 26 de fevereiro de 2019. O yield desta operação está em 0,49%.

Aumento de capital da Log (LOGG3). A companhia informou as condições do aumento de capital de até R$ 300 milhões que vai realizar. O preço das ações na oferta será de R$ 22,00 e cada acionista posicionado ao final do dia 8 de janeiro terão preferência para subscrever 0,1969730630 nova ação para cada ação detida. O direito de preferência poderá ser exercido entre 9 de janeiro e 7 de fevereiro. Os controladores da MRV se comprometeram a subscrever ao menos R$ 100 milhões em ações, garantindo o mínimo para realização da oferta.

Alpargatas (ALPA4) inicia o prazo para conversão de suas ações. A conversão da totalidade de ações preferenciais em ordinárias, na proporção de uma ação ordinária para cada ação preferencial, iniciou-se, em 31 de dezembro de 2018, com o encerramento no dia 29 deste mês.

Bons negócios e FELIZ ANO NOVO!!

 


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