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Notícias

16/01/2019

Diário Matinal Coinvalores - 16 de janeiro de 2019

Bom dia,

Inflação se mantém controlada. O IGP-10 de janeiro caiu 0,26%, após a forte queda de 1,23% em dezembro. Os preços dos combustíveis ajudou a manter o indicador no campo negativo. No comparativo anual, o índice de janeiro de 2018 ficou em 0,79%, acumulando queda de 0,51% em 12 meses. Já o IPC-S subiu 0,52%, 0,08 p.p. acima da taxa registrada na última divulgação.

Brexit é destaque na Europa. Ontem, o Parlamento Britânico rejeitou o acordo costurado pela primeira ministra, Theresa May, para saída da União Europeia. Foram 432 votos contra e apenas 202 favoráveis. Agora, o cargo de May volta a ser colocado em xeque, em votação, ainda hoje, no Parlamento. Com May, ou não, o Reino Unido tem até 29 de março para sair da UE, com ou sem acordo. A postergação dessa data, ou até mesmo a realização de um novo plebiscito são possibilidades que seguem no radar e devem trazer mais volatilidade aos mercados bursáteis. Por fim, tratando dos indicadores divulgados nesta manhã, a inflação avançou 1,9% na Alemanha, ligeiramente acima dos 1,8% registrados em 2017, em razão da forte alta em energia e alimentos. No Reino Unido, por outro lado, houve arrefecimento nos preços ao consumidor, com CPI acumulado em 12 meses caindo para 2,1% (ante 2,3% em novembro).

Bolsas de lado com indefinições. A derrota acachapante de Theresa May no Parlamento mantém a situação britânica completamente aberta para o futuro próximo e o shutdown do governo americano já é o maior da história. Esses dois fatores impedem uma reação mais forte do mercado aos estímulos anunciados pela China para conter o arrefecimento da sua economia. Mesmo as Bolsas chinesas fecharam próximas da estabilidade nessa quarta-feira. Na Europa, a maior parte dos índices também abriram próximos do 0x0, com destaque negativo para o FTSE 100 da Bolsa de Londres, que cai 0,42% enquanto escrevemos esse diário. Na agenda americana, as vendas no varejo e os estoques empresariais não devem ser divulgados, por conta da paralisação no governo americano, já os dados semanais de estoque do petróleo têm sido divulgados normalmente. Já próximo do fechamento por aqui, o Fed divulga o Livro Bege, com um panorama sobre a atividade nos EUA. 


 


Produção da Petrobras (PETR4) avança em dezembro. No último mês do ano, a produção total de petróleo e gás foi de 2,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), crescimento de 3,0% frente a novembro. Já no acumulado de 2018, a produção total foi de 2,63 milhões/ boed, ligeiramente inferior à meta de 2,7 milhões, em reflexo da realização de desinvestimentos em seis campos e da entrada em operação de quatro novos sistemas. Para 2019, a companhia projeta chegar a 2,8 milhões/ boed, o que representa um avanço de mais de 6%. A novidade, entretanto, não deve impactar os papéis da companhia de forma relevante.

Menor velocidade do repasse impacta vendas da MRV (MRVE3). A incorporadora divulgou sua prévia operacional referente ao 4T18 com forte avanço nos lançamentos, que subiram 33% tanto na comparação com o 3T18 quanto com o 4T17. As vendas, no entanto, não acompanharam esse forte desempenho, com alta de 19,3% em três meses, mas praticamente em linha com o reportado há um ano. A MRV culpou uma instabilidade no processo de repasse das vendas pela postergação do reconhecimento das unidades. Pelo que a empresa chama de “Venda Garantida”, que é reconhecer a venda apenas quando o cliente é repassado ao banco, a MRV deixou de reconhecer R$ 279 milhões em vendas no último trimestre do ano passado. Isso impactou também o fluxo de caixa, muito inferior aos últimos trimestres, também influenciado pelo alto volume de lançamento e maior desembolso com terrenos. Vale destacar a forte queda no volume de distratos, exatamente pela implementação da venda garantida. Não esperamos uma forte reação do mercado aos números do trimestre.

Tenda (TEND3) lança e vende menos nesse 4T18. Ainda assim, a companhia bateu o teto do guidance de vendas para o ano. Na comparação com o 3T18, houve queda de 8,0% no volume lançado e de 7,2% nas vendas brutas. Com distratos também bem menores, as vendas líquidas caíram menos, 6,2%, na mesma base de comparação. Segundo a Tenda, houve uma estratégia de concentrar os lançamentos nas últimas semanas do trimestre do ano, o que explicaria parte da retração nas vendas e a velocidade de vendas também inferior. Assim como na MRV, consideramos a prévia da Tenda um pouco mais tímida que o esperado, mas também não esperamos que ela tenha um grande impacto nos seus papéis.

Bons negócios!

 


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