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Notícias

23/01/2019

Diário Matinal Coinvalores - 23 de janeiro de 2019

Bom dia,


Inflação sobe, mas não preocupa. O IPC-S apresentou ligeira aceleração na terceira semana do mês, ao subir 0,58%. O reajuste das tarifas de transporte público e a alta sazonal nos preços do grupo educação, leitura e recreação explicam, em boa medida, tal desempenho. Já o IPCA-15 ficou em 0,30%, alta de 0,46 p.p. frente à última leitura. O grupo alimentação e bebidas foi o que apresentou maior aceleração, enquanto vestuário e transportes tiveram deflação no período. De toda forma, esse é o menor resultado para janeiro desde 1994. A prévia da sondagem da indústria aponta para uma recuperação neste início de ano, com o índice atingindo o maior patamar em cinco meses, em 97,6 pontos.

Mercados de lado com noticiário agridoce. O pregão abriu em alta na Ásia, com o anúncio de mais estímulos na China, com incentivos fiscais para pequenas empresas, mas perdeu tração com temores quanto às negociações do país com os EUA. Ontem no final da tarde, a CNBC noticiou que autoridades americanas teriam cancelado uma reunião que estaria marcada para essa semana, informação negada pelo conselheiro econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, mas que ajudou a ligar o sinal de alerta nos mercados. Na Europa, as Bolsas abriram orbitando o 0x0, sem uma direção definida, enquanto os futuros em NY apontam para uma abertura mais positiva, após a forte queda de ontem. A agenda econômica não tem muitos indicadores relevantes previstos para hoje.

 


Lançamentos turbinam vendas da Eztec (EZTC3). A incorporadora lançou R$ 518 milhões no último trimestre do ano passado, mais do que nos quatro trimestres anteriores somados. Com isso, as vendas também deram um grande salto nesse trimestre, ajudadas também pela queda nos distratos. Vale destacar, além das vendas de lançamentos, dos R$ 98 milhões em estoque pronto vendidos nesse trimestre. O ritmo de venda de estoque ainda patina um pouco, mas já dá sinais de recuperação. Esse trimestre mais forte de lançamentos pela companhia já era esperado e como o ritmo de vendas também não mostrou grandes novidades, esperamos reação apenas marginal dos papéis da companhia à divulgação.

Ações dos frigoríficos (BRFS3 e JBSS3) sofrem com suspensão da Arábia Saudita. Segundo comunicado da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), 58 plantas são habilitadas a exportar para o país, 30 embarcam produtos efetivamente, e 5 dessas 30 foram impactadas pela decisão, por não cumprirem as regras de abate. Notícia negativa para o setor que já vem passando por diversos problemas de fechamento de mercados e elevação de tarifas (como foi no caso das exportações para a China). Até o momento, somente a BRF se pronunciou, comunicando que o impacto se restringe à planta de Lajeado, que vinha operando com um volume de aproximadamente 6,5 mil toneladas/mês de exportação para a Arábia Saudita. Segundo a empresa, as exportações para a Arábia dessa planta representam cerca de 0,1% da receita líquida total da BRF e que permanece com oito plantas habilitadas para exportar carne de frango para o país.

Decisão negativa do CARF à Petrobras (PETR4). Em processo semelhante ao que ocorreu na semana passada, onde a decisão também foi desfavorável, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais manteve a cobrança de imposto de renda e CSLL de 2012 sobre o resultado de uma controlada da Petrobras, na Holanda. A Petrobras alega que a existência de um tratado entre os dois países, contra a dupla tributação de renda, impossibilita a tributação do lucro da controlada aqui no Brasil. Entretanto, quatro de sete conselheiros defendem que os acordos internacionais não inviabilizam a cobrança de tributos e, portanto, foi mantida a autuação de R$ 1,7 bilhão (valor não provisionado). A autuação da semana passada foi de R$ 1,5 bilhão. A companhia irá recorrer. Cabe destacar, ainda, que no STJ existe um precedente, com decisão favorável ao contribuinte. De toda forma, as ações da estatal devem responder de forma marginalmente negativa à novidade.

Bons negócios

 


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