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Notícias

29/01/2019

Diário Matinal Coinvalores - 29 de janeiro de 2019

Bom dia,


Mercado de olho na política. O mercado acompanha o desenrolar da tragédia de Brumadinho e fica de olho nos nomes que podem entram no páreo na eleição da Câmara e do Senado, na sexta. Hoje, podemos conhecer os nomes que irão disputar as presidências das casas, o que é de fundamental importância para o governo conseguir emplacar a tão esperada reforma. De indicador, o único divulgado, mais cedo, foi a sondagem da indústria, que subiu para o maior nível desde agosto do ano passado. Esse resultado reflete basicamente a melhora das expectativas dos empresários, já que o indicador da situação atual continua sob influência de um fraco ritmo da atividade, sendo comprovado pela queda do nível de utilização da capacidade instalada que recuou 0,5 p.p. em janeiro, para 74,3%.

Tensão comercial impõe cautela. As acusações dos Estados Unidos contra a chinesa Huawei elevaram os temores quanto às negociações comerciais entre os dois países, o que aliado ao receio crescente de uma desaceleração econômica mais contundente pressionou boa parte das Bolsas asiáticas nesta manhã. Os futuros de NY também apontam para uma abertura no campo negativo, com a insistência de Donald Trump na construção do muro na fronteira com o México aumentando a probabilidade de outro shutdown, daqui a três semanas. Além disso, o mercado segue atento à reunião do FOMC, que começa hoje, mas só traz novidades amanhã, e à divulgação de resultados corporativos. Na agenda macro, destaque para a balança comercial e para confiança do consumidor, que deve seguir em trajetória de arrefecimento. Na Europa, as Bolsas ensaiam uma leve recuperação, à espera de uma votação importante no Parlamento britânico sobre o andamento do processo do Brexit. 

 


Cielo (CIEL3) segue com números pressionados. A companhia mostrou recuperação na base de equipamentos instalados, mas o crescimento veio todo na modalidade de venda de maquininhas, já que a base de maquininhas alugadas caiu quase 8% em um ano, impactando essa linha de receita da Cielo. O volume financeiro total caiu 1,7% na comparação com o 4T17, fruto de um ambiente competitivo que segue se deteriorando, já que o último trimestre do ano passado foi de recuperação para o varejo. O volume acumulado em 2018 ficou 3,1% maior que em 2017, quando o guidance da Cielo era de algo entre 5% e 7%. Além disso, o yield de receita da Cielo também seguiu piorando, por conta da (não tão) nova dinâmica de preços do setor. As margens da companhia também vieram muito mais pressionadas, por conta da necessidade de maiores gastos com marketing e despesas relacionadas a contratação de novos colaboradores, especialmente força comercial. O resultado de todos esses fatores foi uma queda de 20,8% no EBITDA e de 30,6% no lucro líquido. Para 2019, a companhia espera que seu lucro fique entre R$ 2,3 bilhões e R$ 2,6 bilhões, queda de 20% a 30% em relação ao lucro do ano passado. A companhia anunciou que vai pagar dividendo de R$ 0,2613 por ação para os acionistas posicionados ao final do dia 22 de fevereiro, ex no dia 25. Pagamento será em 11 de março. O yield é de 2,4% em relação ao fechamento de ontem. Mesmo com a boa distribuição, ainda esperamos um impacto negativo nos papéis por conta do resultado ruim e da perspectiva também mais nebulosa.

Bons negócios

 


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