Menu

Notícias

30/01/2019

Diário Matinal Coinvalores - 30 de janeiro de 2019

Bom dia,


IGP-M de janeiro apresenta alta, acima das projeções de mercado. O IGP-M registrou variação positiva de 0,01% em janeiro depois de recuar 1,08% em dezembro. Essa alta reflete a elevação dos preços dos alimentos e das categorias educação e habitação. Outro indicador divulgado foi a sondagem de serviços, que apresentou melhora. O indicador subiu 3,6 pontos em relação ao dado de dezembro, alcançando 98,2 pontos esse mês. O resultado representa o maior patamar desde março de 2014.

Sentimento econômico da zona do euro vem em linha com o esperado. O indicador que mede a confiança caiu de 107,3 em dezembro para 106,2 em janeiro. Esse resultado é o pior desde novembro de 2016, mas não foi uma surpresa. Já o índice de confiança do consumidor alemão subiu para 10,5 pontos em janeiro segundo o GfK, que projeta uma nova alta para 10,8 em fevereiro. O resultado acabou surpreendendo as projeções de mercado que esperavam por uma queda, mostrando uma melhora na expectativa para a economia no próximo mês.

FOMC e tratativas comerciais mexem com as Bolsas. Além da reunião do FOMC, que deve manter os juros e dar uma sinalização quanto à tocada da política monetária para o ano, no finalzinho da tarde, o mercado segue atento ao início de uma nova rodada de negociações entre autoridades chinesas e americanas, que desta vez se encontram em Washington. As Bolsas asiáticas tiveram um pregão bem volátil e fecharam mais pressionadas, ainda que a Bolsa de Hong Kong tenha conseguido se manter no azul. Na Europa, a abertura é de queda em Frankfurt, mas de alta em Londres, mesmo sem sinais de avanço no processo do Brexit, com o parlamento aprovando emendas ao acordo costurado pela primeira-ministra Theresa May e a UE, que dificilmente serão aceitas pelos mandatários europeus. Nos EUA, os futuros de NY apontam para uma abertura no campo positivo, na esperança de um Powell mais dovish no fim da tarde e de avanços nas negociações com a China. A agenda por lá ainda tem os dados da processadora de folhas de pagamento ADP, sobre o mercado de trabalho no setor privado, e dados do mercado imobiliário. As divulgações do PIB americano do 4T18 e do deflator do PCE foram adiadas, sem nova data, ainda por conta do shutdown do governo americano, que só acabou sexta passada, após 35 dias.

   


Um bom resultado do Santander (SANB11), com alguns pontos negativos. O banco abriu a temporada de balanços entre os bancos com números sólidos, com destaque para o ROE anualizado chegando a 21,1% nesse trimestre, vindo de 19,5% há apenas três meses. O lucro líquido do banco veio acima do esperado, em R$ 3,4 bilhões, turbinado por uma forte alta nas receitas com prestação de serviços e tarifas, com destaque para a área de cartões, pelos números da Getnet, que seguiu ganhando mercado, atingindo 14,4% de market share, e por uma forte queda nos gastos com IR e CSLL. A carteira de crédito PF do banco foi a que mais cresceu (5,8% contra set/18) e já representa 43,4% do total. Por outro lado, a carteira de crédito consolidada cresceu pouco nesses três meses, com destaque negativo para a retração de R$ 4,5 bi na carteira de grandes empresas, as despesas com PLD subiram além do esperado e o índice de eficiência do banco, que mostra quanto o G&A do banco representa em relação às receitas, piorou. Como os papéis do banco vem de um forte rali nos últimos meses, os pontos negativos da divulgação podem acabar pesando mais que os positivos no curtíssimo prazo, apesar de considerarmos os números sólidos.

Vale (VALE3) descomissionará barragens. Como resposta à tragédia de Brumadinho (MG), a Vale optou por apresentar as autoridades brasileiras um plano para descomissionamento de todas as suas barragens construídas pelo método utilizado em Mariana e Brumadinho. Ao todo a companhia possui 10  barragens nessa modalidade, todas inativas. Todavia, para a realização das obras com segurança e agilidade, a companhia terá que paralisar temporariamente a produção das unidades onde as estruturas estão localizadas. O impacto deve ser de cerca de 40 milhões de toneladas ao ano até o final das obras (10% do guidance de produção para 2019), sendo parcialmente compensado pelo aumento da produção em outros complexos da mineradora. Já em termos financeiros, a estimativa da Vale aponta para um investimento de cerca de R$ 5 bilhões, com o processo acontecendo ao longo dos próximos três anos. Apesar do CAPEX adicional e da queda no volume de produção, a iniciativa da companhia deve ser bem recebida pelo mercado, uma vez que pode ajudar na recuperação, ainda que parcial, de sua imagem, e reduzir os riscos atrelados a novos rompimentos. Ademais, a redução na oferta deve influenciar positivamente a cotação do minério.

Petrobras (PETR4) obtém decisão favorável do CARF. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais proferiu decisão favorável à companhia em relação à cobrança de impostos sobre remessas ao exterior para pagamento de afretamento de embarcações entre 2011 e 2012. Os processos administrativos totalizam o valor de cerca de R$ 11,9 bilhões e não estão provisionados no balanço da companhia. Essa decisão, entretanto, "não altera a expectativa de perda possível". De toda forma, as ações da companhia tendem a reagir de forma positiva à novidade, bem como à expectativa de aceleração no processo de venda de ativos, como vem sendo defendido pelo atual presidente da estatal, Roberto Castello Branco.

 

Bons negócios

 


« Voltar