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Notícias

05/02/2019

Diário Matinal Coinvalores - 5 de fevereiro de 2019

Bom dia,


Câmara e Senado parecem alinhados com o governo. Com agenda de indicadores bem fraca, o mercado está à espera de novas notícias sobre a reforma da previdência. Ao que tudo indica, o cenário é bem positivo, com as presidências das duas casas alinhadas com o governo, o que anima o mercado. O novo presidente do Senado irá se reunião com líderes dos partidos para começar a discutir o assunto. Hoje começa reunião do Copom que, salvo uma grande surpresa, deve manter os juros em 6,5% ao ano.

Economia perde ímpeto na Europa. Começando pelos PMIs do setor de serviços e composto que, apesar de ficarem ligeiramente acima das prévias, seguiram em trajetória de queda em janeiro. O índice composto da zona do euro foi o menor em cinco anos e meio, dado o recuo das exportações e as dificuldades enfrentadas, principalmente, pela França e Itália. Na Alemanha, houve suave melhora no setor de serviços, mas a indústria ficou estagnada. Já as vendas ao varejo, também divulgadas nesta manhã, apresentaram retração de 1,6% em dezembro, contra o mês anterior. Nesse caso, a Alemanha (-4,3%) foi a maior influência negativa e apenas três países (Portugal, Áustria e Irlanda) avançaram no período. 

Bolsas no azul. Com agenda pouco carregada e o feriado na China, os índices futuros das Bolsas nos Estados Unidos apontam para uma abertura em leve alta motivada por bons resultados reportados pelas empresas no quarto trimestre. Após o pregão, o mercado fica atento ao discurso de Trump sobre o Estado da União, no Congresso americano. As bolsas da Europa operam em alta na abertura mesmo em meio aos números fracos de atividade, também repercutindo resultados corporativos. Internamente, a bolsa segue apontando para uma alta, refletindo e na espera de mais informações quanto à agenda de reforma do governo. 

   


Itaú (ITUB4) tem trimestre de tímido avanço no lucro, apesar de pontos positivos, com dividendos em destaque. O trimestre trouxe algumas notícias positivas, como o bom avanço nas receitas de prestação de serviços e da continuidade da queda nas despesas com PDD. O índice de eficiência do banco veio melhor, na contramão dos outros grandes bancos privados, mostrando bom controle de despesas. A carteira de crédito, porém, apresentou crescimento baixo na comparação com o 3T18, por conta da queda na linha de grandes empresas e pelo efeito da variação cambial na carteira, fatores compensados pelo crescimento das carteiras PF e micro, pequenas e médias empresas. Destaque negativo no trimestre para o resultado da tesouraria do banco, 8,5% inferior ao trimestre anterior, que já havia sido fraco, e para o impairment (redução do valor recuperável) de alguns títulos privados no Brasil em um patamar superior ao do 3T18, ainda que em linha ao 4T17. Com isso, o lucro líquido recorrente do banco ficou praticamente estável em três meses, vindo abaixo do esperado. Além disso, o banco anunciou a distribuição de proventos bem polpudos. Entre dividendo e JCP, o Itaú vai pagar R$ 1,687 (valor já líquido de IR) para os acionistas posicionados ao final do dia 21 de fevereiro. Papéis ficam ex na sexta, dia 22, e os acionistas recebem os proventos no dia 7 de março. O yield da distribuição, em relação ao fechamento de ontem, é de 4,3%. Com isso, e considerando a recompra de ações, o pay out do Itaú em 2018 ficou muito próximo dos 90%. A distribuição dos proventos pode mitigar o efeito do lucro abaixo do esperado nos papéis do banco.

Resultado da LOG (LOGG3). O primeiro resultado após a cisão da companhia trouxe elevação de 9,6% na receita líquida na comparação com o 4T17, com destaque para o ganho de margens, tanto EBITDA quanto FFO, que cresceram mais que a receita, também pelo efeito da diluição de custos. O FFO, que é uma espécie de lucro líquido ajustado, passou de R$ 9,7 milhões há um ano, para R$ 14,7 milhões. Não esperamos um forte impacto da divulgação nos papéis da companhia.

Prévia de janeiro da Gol (GOLL4). A cia aérea divulgou os dados preliminares de janeiro com avanço de 5,6% na demanda na comparação com janeiro/18, puxada pela forte alta na demanda por voos internacionais. A taxa de ocupação consolidada da companhia ficou em linha com a apresentada há doze meses. A divisão de cargas, porém, transportou 10% a menos que no mesmo período do ano passado.

Fertilizantes Heringer (FHER3) pede recuperação judicial. A companhia comunicou ao mercado que solicitou “em caráter de urgência”, a sua recuperação judicial. A empresa vem a um longo tempo fazendo uma grande reestruturação, mas sem sucesso, dada a sua situação precária de liquidez. Vale comentar, que neste 3º trimestre, a companhia reportou dívida líquida de R$ 2,9 bilhões, sendo que sua receita veio 20% menor se comparado ao mesmo período de 2017. O EBITDA permanece negativo, fechando o trimestre R$ 24,1 milhões no vermelho, com um prejuízo líquido de R$ 117,4 milhões.

Bons negócios

 


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