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Notícias

06/02/2019

Diário Matinal Coinvalores - 6 de fevereiro de 2019

Bom dia,

Política segue em destaque. Sem indicadores econômicos relevantes nesta quarta-feira, os investidores devem ficar atentos ao noticiário político, sobretudo à eleição para a mesa diretora no Senado, e para as articulações que visam o comando das comissões permanentes e mistas no Congresso. Ademais, novas sinalizações a respeito da reforma da previdência, certamente, seguem no radar, após o ministro da Casa Civil declarar, ontem, que a proposta será bem diferente da minuta divulgada pela mídia no início da semana. A ANFAVEA divulga a produção de veículos em janeiro, ainda pela manhã. Já o Copom deve anunciar, no final da tarde, a manutenção da taxa de juros em 6,5%.
Bolsas de lado lá fora. Na Ásia, o pregão foi de leve alta no Japão, enquanto as Bolsas chinesas seguem fechadas. Na Europa, as Bolsas abrem em leve queda, com destaque negativo para o DAX da Bolsa de Frankfurt que repercute a nova queda dos pedidos à indústria do país em dezembro, dessa vez de 1,6%. Nos EUA, os futuros de NY apontam para uma abertura também um pouco pressionada, com o discurso do Estado da União de Trump, não trazendo novidades que indiquem um acordo para evitar um novo shutdown do governo.

   


Banco ABC (ABCB4) traz resultado sólido, mas crescimento da carteira vem abaixo do esperado. O lucro líquido do banco seguiu evoluindo nesse trimestre, como resultado do avanço da sua margem financeira e queda nas despesas com PDD, por conta na melhora na inadimplência no decorrer do ano. Ainda assim, o ABC não atingiu o guidance de crescimento da carteira de crédito em 2018, que era entre 9% e 13%, fechando o ano com elevação de 7%. Para 2019, o banco estima crescer entre 11% e 15% na concessão de crédito. Apesar de não entregar o guidance para o ano, não esperamos reação negativa do mercado, tendo em vista alguns fatores como greve dos caminhoneiros no primeiro semestre e a indefinição eleitoral até outubro, que elevaram o grau de incerteza no ambiente doméstico e impactaram o apetite das empresas por crédito.

Banco Pan (BPAN4) tem mais um bom trimestre. Em linha com o forte resultado que reportou no 3T18, o banco conseguiu manter suas despesas e a inadimplência sob controle, o que ajudou o avanço do lucro. O apetite menor da Caixa ainda tem afetado a originação, mas já vemos uma trajetória positiva, especialmente em veículos. A originação de consignado nesse trimestre foi menor que a média dos demais trimestres do ano. A margem financeira apresentou leve avanço na comparação trimestral e também ajudou a elevar o resultado do banco. Além disso, nesse trimestre o banco teve um forte aumento nas receitas advindas da portabilidade de crédito consignado, que, resumindo, é uma compensação paga ao banco que perde um cliente para outro. Dessa forma, apesar de trazer uma receita no curto prazo, é um sinal de alerta para os próximos resultados e deve ser monitorado. Vale destacar que, ainda assim, a carteira de crédito do banco cresceu 4,4% em três meses, e a carteira de consignado 5,5% no período, ou seja, a perda desses clientes não teve um efeito muito forte.

Sanepar (SAPR11) reporta bom desempenho. Mesmo com o volume faturado de água crescendo em ritmo lento, a companhia teve bom resultado, com o reajuste tarifário aplicado em maio e a alta de 4,9% no número de ligações de esgoto alavancando a receita líquida do trimestre. Na rubrica de custos e despesas, destaque para a redução no quadro de pessoal e para o programa de recuperação de créditos. Soma-se a isso alguns fatores não recorrentes, como a reversão de provisões, e o lucro líquido mais que dobrou em um ano, com alta de 107,5%. Expurgando tais itens o resultado seguiria positivo, com crescimento de 25% no lucro e de 10,8% no EBITDA em um ano. A margem EBITDA ajustada subiu 1,2 p.p. no período, para 37,2%. As ações SAPR11 tendem a responder de forma positiva à divulgação.

Vale (VALE3) volta ao radar. Em consequência da suspensão de suas operações na mina de Brucutu, pela justiça de Minas Gerais, a mineradora declarou "força maior em uma série de contratos de venda de minério de ferro e de pelotas". Segundo a companhia, entretanto, isso não significa necessariamente perda de volume, já que a partir da declaração é possível entregar produtos com outras especificidades (de teor de ferro, por exemplo), vindo de outas minas. Além disso, a Vale ressalta sua expectativa de que a medida seja revertida em breve, já que auditores independentes já estão trabalhando no local, para emitir laudos de segurança, conforme solicitado pela justiça. De toda forma, a novidade deve pesar sobre os papéis da companhia no curto prazo.

Novo investimento na Alupar (ALUP11). Sua controlada, Empresa de Transmissão do Espírito Santo - ETES, recebeu autorização para implementar reforços em suas instalações de transmissão em até 24 meses. O investimento previsto é de R$ 22,5 milhões e a Receita Anual Permitida adicional é de R$ 2,9 milhões (data base jun/17), o que representa uma alta de quase 19% frente a RAP total da ETES. Para a RAP da Alupar, entretanto, o impacto é marginal, de menos de 1%.

Duratex (DETX3) informa impacto em seu resultado do 4T18. A companhia informou que submeterá ao conselho a inclusão, neste quarto trimestre, do impacto negativo em seu resultado, por conta de ajustes não recorrentes em função de impairment de ativos intangíveis e planos de reestruturação em fase de implementação. Caso aprovadas, os impactos negativos esperados nos resultados são de aproximadamente R$ 314 milhões em EBITDA e R$ 296 milhões em Lucro Líquido. Essses ajustes terão efeito caixa de aproximadamente R$ 30 milhões no 4º trimestre de 2018. A companhia espera um impacto anual positivo estimado em R$ 40 milhões no EBITDA recorrente, a partir de 2019.

 

Bons negócios

 


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