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13/02/2019

Diário Matinal Coinvalores - 13 de fevereiro de 2019

Bom dia,

Alta do presidente deve animar mercado. A expectativa é que Bolsonaro deixe o hospital hoje à tarde, o que pode acelerar o cronograma da reforma da previdência. Nem mesmo a notícia que a idade mínima para aposentadoria pode ser menor que a esperada desanimou muito o mercado, que aposta que qualquer medida nesse sentido será compensada por outra, como um período de transição menor, para se atingir o número mágico de Paulo Guedes, de uma economia de R$ 1 trilhão em 10 anos. Entrando na agenda de indicadores, o IBGE divulgou os dados referentes às vendas no varejo que caíram 2,2% em dezembro, com as vendas da Black Friday, em novembro, ofuscando as de Natal. No acumulado de 2018, o varejo cresceu 2,3%, sem considerar veículos, autopeças e materiais de construção. O varejo ampliado, que considera esses itens, avançou 5,0% no ano.

Produção industrial da zona do euro vem pior que o esperado. A queda de 0,9% em dezembro frente o mês anterior e o tombo de 4,2% na comparação anual são piores que as projeções de mercado, que eram de recuos de 0,3% em um mês e de 3,0% frente dezembro/17. Os destaques negativos do mês couberam às produções de bens de capital e bens de consumo não duráveis. Os países com os piores resultados foram a Irlanda (-19,8%), a Espanha (-6,7%) e a Croácia (-6,6%).

Bolsas seguem no campo positivo. Desta vez os comentários de Trump vieram mais amenos, pois mesmo não gostando do acordo entre republicanos e democratas com um valor bem abaixo do pretendido para o seu muro, o presidente sinalizou que deve aprovar o orçamento, evitando mais um shutdown do governo. Outra fala positiva diz respeito às negpciações com a China, com o presidente americano considerando adiar o prazo para elevar as tarifas sobre os produtos asiáticos. Esses comentários deixam o mercado mais otimista hoje, com as Bolsas da China fechando em alta e na Europa os pregões também abriram no azuil, mesma direção dos futuros em NY.

 

Bom resultado da Rumo (RAIL3). A companhia entregou EBITDA ajustado em 2018 bem próximo ao topo do guidance em R$ 3,242 bilhões, com o último trimestre trazendo aumento de dois dígitos no volume transportado, ajudado pelo volume de fertilizantes, soja, madeira, além de papel e celulose, que mais do que compensaram a queda em açúcar e a performance mais fraca em milho e combustíveis. O EBITDA ajustado aumentou 8,9%, levando a um ganho de 2,4% na margem EBITDA. A Rumo teve um lucro de R$ 137 milhões nesses três meses, praticamente a soma dos demais trimestres do ano, para fechar 2018 com R$ 273 milhões. Em 2017 a empresa tinha tido um prejuízo líquido de R$ 258 milhões. Esperamos reação positiva do mercado.

Romi (ROMI3) tem bom desempenho. Apesar do crescimento ainda lento da economia doméstica, a Romi apresentou bons números no 4T18, com crescimento de 32% no EBITDA e 42% no lucro líquido, frente ao mesmo período do ano anterior. Também houve expressiva melhora frente ao trimestre imediatamente anterior, sobretudo em razão do maior volume de venda de máquinas Romi e de sua subsidiária alemã, Burkhardt+Weber. O segmento de fundidos e usinados, por outro lado, continuou em retração, com a demanda por peças de grande porte reprimida, o que pressiona a rentabilidade do negócio. De toda forma, as iniciativas adotadas pela companhia para ganho de eficiência e redução de custos se sobressaíram neste trimestre. No acumulado de 2018, houve ligeira retração no EBITDA, de quase 3% ante 2017, com as incertezas eleitorais pesando no 3T. Contudo, a divulgação deve propiciar novo fôlego aos papéis da companhia, que seguem entre nossas recomendações na carteira de Small Caps.

Falta de chuva atrapalha Biosev (BSEV3). A moagem nos nove primeiros meses da safra caiu quase 4% na comparação com a safra anterior, bastante afetada por condições climáticas menos favoráveis nos canaviais. Além disso, o preço do açúcar seguiu mais pressionado, apesar de uma breve recuperação entre setembro e outubro, o que prejudicou o faturamento da companhia. Na comparação trimestral, a receita líquida da venda de açúcar caiu 51,9%. O EBITDA ajustado da Biosev veio 27,9% menor e o bottom line seguiu negativo, nesse trimestre em R$ 230,6 milhões.

BRF (BRFS3) anuncia recall. A companhia comunica ao mercado que fará uma campanha de recolhimento de aproximadamente 164,7 toneladas de carne de frango in natura destinadas ao mercado doméstico, bem como a retirada de aproximadamente 299,6 toneladas de carne de frango in natura destinadas ao mercado internacional, produzidos na planta de Dourados – MS, em decorrência de possível presença de bactéria Salmonella enteritidis nos produtos produzidos no final do ano passado. Notícia negativa para as ações da empresa que já vem tendo uma grande pressão por conta dos fracos resultados reportados e do menor valor captado em seu plano de desalavancagem.

Weg (WEGE3) anuncia aquisição nos EUA. Foi adquirido o negócio que projeta, desenvolve e fabrica sistemas de armazenamento de energia, em Vermont, nos Estados Unidos, da Northern Power Systems - NPS. A Weg, agora única proprietária dos ativos, carteiras de patentes e outros bens, deve manter a equipe comercial e de engenharia do negócio. Cabe lembrar, que a companhia já firmou acordos com a NPS em 2013 e comprou uma empresa de turbinas eólicas de grande porte da mesma, em 2016. O valor da transação não foi informado, mas o investimento não é relevante, segundo a própria Weg. De toda forma, para empresa "este é um mercado de muitas oportunidades de crescimento" e que deve trazer sinergias às suas soluções em energias renováveis, como solar e tração elétrica. A novidade deve exercer pouca influência sobre as ações WEGE3 hoje.

General Shopping (GSHP3) vende participação. A companhia vendeu os 9,8% que detinha do Internacional Shopping de Guarulhos, por R$ 125,5 milhões. Notícia que deve impactar positivamente os papéis da companhia no pregão de hoje.

 

Bons negócios


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