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Notícias

01/03/2019

Diário Matinal Coinvalores - 1º de março de 2019

Bom dia,

 

 Bolsa na concentração para o carnaval. O feriado de carnaval esvazia Brasília e seca a fonte de notícias referentes à reforma nesses dias. Na agenda de indicadores, o IPC-S saiu, mostrando desaceleração, fechando fevereiro em 0,35% ante 0,57% de janeiro. A má notícia, no entanto, é que os preços dos alimentos seguiram acelerando. Com dois pregões e meio sem negociação no começo da semana que vem e as Bolsas lá de fora sem descanso, o clima por aqui pode destoar um pouco do otimismo visto lá fora, com uma maior cautela por parte dos investidores.

 

Agenda externa. Os PMIs da Markit vieram majoritariamente negativos hoje, confirmando boa parte das prévias reportadas no meio de fevereiro. A produção se contraiu na China, no Japão e na zona do euro, com destaque negativo na Alemanha, que confirmou o pior índice em mais de seis anos para a indústria. Na China, apesar do índice seguir no campo da contração, em 49,9, ele veio bem acima do esperado. O desemprego na Europa mostrou uma leve melhora, quando a expectativa era de estabilidade. A inflação na zona do euro mostrou certa estabilidade, com o CPI harmonizado em 1,5%, apesar da pressão nos preços de energia. O índice que exclui itens mais voláteis ficou estável em 1,2%. A inflação segue abaixo da meta estipulada pelo BCE, próxima mas inferior a 2%. Como boa parte das notícias negativas já eram esperadas e até mesmo conhecidas, com as prévias dos PMIs, o mercado recebe bem alguns dados melhores que o esperado.

Bolsas no azul. O grande destaque lá fora foi o PMI chinês, que apesar de seguir abaixo dos 50 pontos, indicando contração da atividade, superou bastante a expectativa do mercado. O PIB divulgado ontem cedo nos EUA também veio acima do que o mercado esperava, mostrando que a atividade está surpreendendo, mesmo com todos os fatores negativos, como as disputas comerciais, o shutdown do governo que começou em dezembro e o ano novo chinês agora em fevereiro. Março pode ser um mês muito positivo para as Bolsas, dependendo do desenrolar das negociações entre Trump e Xi Jinping e do tom adotado pelos integrantes do FOMC. Mas os riscos também estão presentes, com destaque para as incertezas do Brexit.

  Bom resultado da MRV (MRVE3). Apesar da prévia aquém do esperado divulgada em janeiro, a MRV reportou números sólidos nesse quarto trimestre, com crescimento de dois dígitos no top line tanto na comparação com o 4T17 quanto com o 3T18. Destaque para o bom avanço do ROE anualizado. As margens da companhia vieram praticamente em linha com o reportado há três meses, sem surpresas. Consideramos os números positivos e esperamos reação positiva do mercado.

Banco Pine (PINE4) tem forte prejuízo. Os números foram bastante impactados pela reavaliação dos ativos na carteira que o banco chama de “monitorada”, que teve um resultado bruto da intermediação financeira negativo em R$ 46 milhões, praticamente o dobro da perda reportada nessa linha há três meses. A carteira corporate, a carteira saudável do Pine, apresentou bom avanço de 25% nessa mesma linha entre esses dois períodos, mas não foi suficiente para evitar um prejuízo líquido recorrente de R$ 39,5 milhões nesses três meses, contra um lucro de R$ 4,8 milhões no 3T18. Esperamos reação negativa do mercado aos números bem pressionados.

Rede de franquias continua pressionando o resultado da Hering (HGTX3). A receita líquida ficou 1,4% inferior à do 4T17, influenciada pela performance de vendas negativa nos franqueados e em lojas multimarcas, neutralizando o aumento das vendas em lojas próprias e no e-commerce. O EBITDA e o lucro líquido do período evoluíram por conta do melhor controle das despesas e pela menor alíquota de imposto. Para 2019, a companhia está mais otimista devido a melhora no ambiente para o consumo e pela continuidade de seu comprometimento com uma gestão austera de despesas, foco em geração de caixa e em manter uma estrutura de capital conservadora. A Hering espera aumentar as suas vendas mesmas lojas, seguindo o que fez neste 4T18, onde suas vendas, nesse conceito, tiveram alta de 13%, através da manutenção dos investimentos em marketing e plataformas mais digitais, para facilitar a venda para o consumidor. Além dos resultados, a empresa anunciou um programa de recompra de até 1,20% das suas ações no prazo de um ano.

Copasa (CSMG3) anuncia proventos, mas reduz payout em 2019. Os números da companhia foram afetados pela queda de 3,5% no consumo médio por unidade neste 4T18, frente ao trimestre anterior, bem como pela piora na linha de outras despesas/ receitas operacionais. Do lado positivo, além do crescimento no número de ligações de água e esgoto, houve significativo controle sobre custos e despesas gerenciáveis, como pessoal, material e serviços de terceiros. Contudo, o EBITDA ficou estável frente ao 4T17 e o lucro líquido foi impulsionado pela melhora no resultado financeiro, crescendo 18% no período. Junto aos resultados a companhia anunciou a distribuição de JCP no valor de R$ 0,6202 (já líquido de IR), o que equivale a um yield de 1% sobre o fechamento de ontem. Os papéis serão negociados como ex proventos no próximo dia 11/03. Para 2019, a companhia definiu que o payout será de 25%, inferior aos 50% aprovados em 2018. Suas ações, portanto, devem responder de forma negativa ao longo do pregão hoje.

Custos pressionam desempenho da Transmissão Paulista (TRPL4). O desempenho operacional da companhia neste 4T18 foi impactado pela elevação nas despesas com consultoria estratégica e pessoal, dado  um acordo coletivo realizado em junho. Soma-se a isso a menor receita bruta e a maior incidência de encargos setoriais, e o EBITDA regulatório caiu 6,1% frente ao 4T17. A margem recuou 5,8 p.p. no período, mas seguiu em patamar elevado, em 74,7%. Já o resultado final foi favorecido pela expressiva melhora no resultado de equivalência patrimonial e pela economia fiscal auferida com a distribuição de JCP, avançando mais de 90% no período. Além do balanço, a companhia propôs o desdobramento de ações, na proporção de 1 ação para 4. Seus papéis devem reagir de forma marginalmente negativa à divulgação.

Sinqia (SQIA3) anuncia aquisição. A companhia adquirida, a ADSPrev, atua no segmento de softwares para entidades de previdência complementar e teve receita bruta de R$ 7,3 milhões nos últimos doze meses, usando setembro como referência. O valor da aquisição pode chegar a R$ 18 milhões, incluindo assunção de dívida e considerando uma parcela de R$ 4 milhões em 2021 que depende de algumas metas atingidas. A receita bruta da ADSPrev equivale a pouco menos de 5% da receita bruta da Sinqia em 2018. O impacto nos papéis da companhia, dessa forma, deve ser marginal. No entanto, reforça a estratégia de crescimento da empresa.

OPA da Multiplus (MPLU3). O preço corrigido pelos dividendos pagos pela companhia até agora é de R$ 26,84. Para participar da oferta, o acionista de Multiplus deve se habilitar entre o dia 1º e o dia 29 de março. O leilão será realizado no dia 1º de abril.
 

  

Bons negócios.

 

 

 


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