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Notícias

11/03/2019

Diário Matinal Coinvalores - 11 de março de 2019

Bom dia,

 

 

Focus sem grandes alterações e previdência volta ao radar. O boletim dessa segunda não trouxe grandes mudanças, com tendência de PIB mais pressionado que o esperado esse ano, IPCA sob controle e IGP-M para cima. As projeções para o PIB do ano que vem, no entanto, vêm melhorando. O mercado deve voltar a acompanhar a tramitação da reforma da previdência nessa semana, após a pausa para o carnaval, com a instalação da CCJ na Câmara, esperada para quarta.

 

Produção industrial da Alemanha vem abaixo (mas um pouco melhor) do que o esperado em janeiro. Parece impossível, mas a queda de 0,8% ainda foi um pouquinho melhor que a queda de 0,4% que era esperada pelo mercado. Isso porque o dado de dezembro sofreu uma forte revisão de uma queda de 0,4% para uma alta de 0,8%, modificando a base de comparação. Quando olhamos para a comparação anual, janeiro 19 x janeiro 18, a expectativa era de uma queda de 3,4%, mas o resultado foi uma retração um pouco menor, de 3,3%. A leitura, no entanto, ainda é de que a atividade na indústria alemã, assim como nas demais principais economias do mundo, tem desacelerado nesse começo de ano, afetada pelas disputas comerciais iniciadas por Trump.
   
Europa e Ásia no azul, futuros nos EUA mais pressionados.
Na Ásia, o mercado responde positivamente à sinalização de que mais medidas de estímulo podem ser anunciadas nos próximos dias, com as Bolsas chinesas operando em forte alta. Na Europa, em semana agitada por votações importantes no processo do Brexit, sendo ainda impossível um prognóstico preciso do que deve acontecer, as Bolsas também operam no campo positivo, mas com altas mais modestas, destaque para os dois principais bancos alemães, que sobem em meio a notícias sobre uma possível fusão. Nos EUA, os futuros em NY indicam uma abertura mais pressionada, com destaque negativo para a Boeing, pressionada por um acidente com um 737 MAX 8, o segundo com o modelo que tem menos de três anos. A China, por exemplo, já proibiu voos com a aeronave. A Gol opera o modelo por aqui, enquanto a Azul comprou jatos de nova geração da Airbus.

  

   

 

Azul (AZUL4) compra ativos da Avianca. A aérea deve pagar US$ 105 milhões pelo certificado de operador aéreo da Avianca, 70 pares de slots e cerca de 30 aeronaves Airbus A320. A finalização do acordo ainda depende de due diligence, aprovação dos reguladores e do CADE e a conclusão do processo de recuperação judicial da Avianca. A Azul estimou que isso tudo deve levar uns três meses. Esperamos reação positiva do mercado à notícia, especialmente por evitar que um concorrente ganhe força em voos regionais, comprando esses ativos.

Petrobras (PETR4) deve aumentar desinvestimentos. O "Plano de Resiliência", divulgado pela companhia no final da última sexta-feira, tem como base a melhora na alocação de capital, através da ampliação do programa de desinvestimentos, com a inclusão de campos maduros de petróleo e gás terrestres e em águas rasas, bem como ativos de produção e distribuição de combustíveis. Outro pilar contempla a redução dos gastos operacionais gerenciáveis, com uma economia estimada de US$ 8,1 bilhões (ou 6,6%) do valor orçado no plano de negócios e gestão para 2019-2023, mediante corte de gastos com pessoal e despesas como publicidade, patrocínios, além da otimização do uso de prédios administrativos. Já a terceira e última alavanca está voltada a "liberação do excesso de capital estacionado nas disponibilidades de caixa" para usos mais produtivos. As ações da companhia devem reagir de forma positiva à novidade.
 

 

 

Bons negócios.

 


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