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Notícias

12/03/2019

Diário Matinal Coinvalores - 12 de março de 2019

Bom dia,

 

 

Inflação acelera, mas foco segue no campo político nesta terça-feira. Os investidores devem seguir atentos às articulações políticas para a formação da CCJ na Câmara, responsável pela primeira análise da reforma da previdência. E o otimismo observado ao longo do pregão ontem deve seguir, com a liberação de R$ 1 bilhão em emendas parlamentares levando à indicação de nomes mais alinhados ao Planalto. Já em termos econômicos, destaque para o IPCA de fevereiro que acelerou mais do que o esperado, com alta de 0,43%, sobretudo em razão dos maiores preços de educação e saúde. Já na primeira semana de março, o IGP-M avançou 0,71% e o IPC- Fipe manteve o ritmo de alta em 0,54%, ambos pressionados pelo preço dos alimentos no período.

 

Dia de forte volatilidade lá fora. Na Ásia, o dia foi de pregão positivo, na esteira dos dados melhores que o esperado do varejo americano, e das notícias de que o Theresa May tinha chegado a um acordo com a UE que resolvia a questão referente à fronteira entre Irlanda e Irlanda do Norte. Vale lembrar que hoje à noite ocorre a votação do acordo no Parlamento britânico. Agora cedo, no entanto, a libra e os mercados acionários europeus perderam força, após declarações do procurador geral britânico, mais desfavoráveis aos acordos fechados ontem à noite. O dia deve seguir volátil lá fora, com os mercados esperando a votação da noite. Na agenda americana, destaque para o CPI, ainda que o índice não deva trazer novidades.

  

             

 

Bom avanço nos números da JSL (JSLG3). A companhia vem de um período longo de reestruturação, assim como as suas controladas, como a Movida, que já havia divulgado seus números no final de fevereiro, também com melhora. Destaque para a evolução operacional com ganhos de margens na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior e também para a readequação do seu endividamento, com redução da alavancagem, mesmo em um ano de capex líquido (já subtraindo aqui a venda de ativos) superando R$ 2 bi, e alongamento do perfil da dívida. O resultado foi um salto de 21% no top line (4T18x4T17) e lucro líquido mais de 7x maior que os R$ 8,6 milhões reportados há um ano. Os papéis da companhia vêm de um bom desempenho e esperamos que a tendência se mantenha com os números divulgados.

Resultado sem surpresas da São Carlos (SCAR3). A venda de ativos durante o ano manteve a tendência negativa na receita de locação entre o 4T17 e o 4T18, ainda assim, a companhia conseguiu entregar avanço no FFO, que é uma espécie de lucro líquido ajustado utilizado pelas empresas do setor. Isso decorre basicamente dos esforços para redução do G&A e das menores despesas com áreas vagas, já que o índice de vacância mostrou melhora entre os períodos, mesmo com a venda de imóveis com vacância baixa. Após um rally no final do ano passado, os papéis da companhia estão mais pressionados nesse começo de ano, ainda assim, com o upside atual, de cerca de 17% em relação ao nosso target price, mantemos nossa recomendação de manutenção para os ativos.

Bom resultado da Direcional (DIRR3). Na esteira de uma boa performance de vendas, a companhia entregou números bem sólidos no 4T18, com expansão forte no top line, de 131,8% em doze meses, e voltando a dar lucro nesse trimestre. Além da forte evolução nas faixas mais altas do Minha Casa Minha Vida, que continua sendo o foco da Direcional, o segmento de média e alta renda, que não tem um lançamento há dois anos e teve boa parte do estoque vendido no 3T18 para um FII, também apresentou boa recuperação nesses três meses. A companhia ainda anunciou dividendos de R$ 0,38 por ação, bom yield de 4,3%, com base na posição do final do pregão da quinta-feira dessa semana, dia 14, com os papéis ficando ex na sexta, dia 15. Pagamento será no dia 25 desse mês, já. Esperamos reação positiva do mercado à divulgação.

Bom resultado da Iochpe (MYPK3). Com a venda de veículos comerciais em alta aqui e nos Estados Unidos, a Iochpe seguiu com números robustos, a despeito da desaceleração econômica na Europa e da queda nas exportações de veículos leves para a Argentina. Os custos sofreram com a elevação global no preço de matérias primas, bem como pela alta do frete no período. Assim, o EBITDA ajustado cresceu 22,9% em um ano, mas a margem ficou praticamente estagnada em 10,1%. Já o resultado final foi favorecido pela estratégia de redução da alavancagem e renegociação de dívidas, adotada desde o início do ano, que reduziu pela metade as despesas financeiras do trimestre. Com isso, o lucro líquido saiu dos R$ 11,8 milhões registrados no 4T17 para R$ 76,7 milhões agora. No acumulado de 2018, a variação é ainda mais expressiva, de R$ 6,4 milhões para R$ 201,3 milhões. Suas ações tendem a responder de forma marginalmente positiva à divulgação.
   
Melhora mais consistente no resultado da M. Dias Branco (MDIA3) virá no médio prazo. A companhia vem melhorando seus números, no entanto a alta do preço do trigo e as despesas não recorrentes (integração da Piraquê e comitê independente) levaram à compressão das margens no ano e no trimestre. Segundo a companhia, com o processo de integração da Piraquê, algumas sinergias já começaram a ser capturadas , contudo, o maior potencial de sinergias será capturado ao longo dos próximos dois anos.

Números da Vulcabras (VULC3) vêm melhor, mas não supreendem. A receita líquida foi 12,5% maior sobre o 4T17. Consequência da maior receita com as vendas de calçados femininos e de maior participação em confecção com a entrada da marca Under Armour. Já a Olympikus permaneceu estável no mercado interno e continuou enfrentando muitas dificuldades nas vendas para o exterior, principalmente pelo mercado argentino. Já o EBITDA e o resultado final foram afetados por eventos não recorrentes como o processo de reestruturação organizacional para a incorporação da recém-adquirida Under Armour Brasil.

Multiplus (MPLU3) apresenta avanço. Mesmo com queda no total de pontos resgatados, a companhia apresentou evolução no resultado trimestral, pela elevação no preço dos pontos, beneficiados pela variação cambial entre os períodos, e também pela redução nos gastos com resgates. Mesmo com a queda no resultado financeiro, fruto de um caixa menor e juros mais baixos, a Multiplus ainda apresentou boa evolução no bottom line, os números, no entanto, não devem ter impacto nos papéis da companhia, por conta da OPA de fechamento de capital.
 

 

Bons negócios.

 


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