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Notícias

13/03/2019

Diário Matinal Coinvalores - 13 de março de 2019

Bom dia,

 

 

Indústria decepciona em janeiro. A produção industrial caiu 0,8% na comparação mensal, com destaque negativo para bens de capital, segmento que teve produção 3% menor que a do mês anterior. Em doze meses, a produção ficou praticamente estagnada, com alta de 0,5%, sinalizando uma recuperação muito lenta da atividade. Após o pregão, deve ser instalada a CCJ, primeira parada do projeto de reforma da previdência.

 

Europa no radar. Em termos econômicos, saíram hoje cedo dados da produção industrial da zona do euro, que surpreenderam positivamente em janeiro, ao avançar 1,4% sobre o mês anterior. Houve melhora em todas as áreas, com destaque para energia e bens de consumo. Todavia, o que de fato movimenta o mercado europeu são as notícias sobre o Brexit. Ontem, a primeira-ministra novamente foi derrotada no Parlamento e hoje será votada uma possível saída sem acordo. A expectativa do mercado é que essa opção também seja rejeitada, deixando o processo ainda cercado de incertezas. Entre as opções na mesa estão o adiamento do prazo para a ruptura ou até mesmo um novo referendo, passando pela saída de May do poder.

Incertezas globais pressionam Bolsas mundo a fora. Após um pregão otimista, com ganhos expressivos ontem, hoje o dia foi de realização no mercado asiático, com as dúvidas com relação ao Brexit e a falta de novidades sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China aumentando a aversão ao risco. Na Europa, entretanto, alguns índices operam com viés levemente positivo, com a melhora na produção industrial do bloco e a espera de dados do mercado norte-americano, com destaque para a inflação ao produtor, que pode reforçar as expectativas de manutenção dos juros por lá.

  

                     

 

Sonae Sierra (SSBR3) tem sólido resultado. O top line da companhia apresentou evolução de dois dígitos, com destaque para o faturamento com quiosques e publicidade nos shoppings, que cresceu 17,2% na comparação com o 4T17. O aluguel variável, aquele que depende das vendas dos lojistas, também apresentou boa expansão, de 13,5%, fruto do aumento de 5,7% nas vendas. Além disso, os descontos nas locações foram 15% menores na comparação anual, sinal de que a política de descontos que foi regra para as empresas de shoppings durante a crise, tem ficado para trás. O FFO da companhia ficou em R$ 35,7 milhões, avanço de 16,5% com ganhos de margem. Esperamos reação positiva do mercado à divulgação.

Trisul (TRIS3) tem mais um sólido resultado. Como nos últimos trimestres, a incorporadora manteve a tendência de números positivos nesse quarto trimestre, com receita em linha com o 3T18 e 24% acima do 4T17, margem bruta perto dos 35%. Os últimos dois anos foram de retomada dos lançamentos para a Trisul, com 2017 e 2018 muito parecidos em termos de VGV lançado. Ainda assim, como esse é um setor com um ciclo mais longo, a evolução operacional entre os dois anos foi grande, com alta de 23% na receita líquida, considerando os dois anos cheios, e lucro líquido mais que dobrando entre os períodos. Mesmo com a alta dos últimos meses, seguimos considerando a Trisul uma boa opção para investidores que querem se posicionar no setor.

Resultado um pouco mais tímido da Tenda (TEND3). Em relação ao trimestre imediatamente anterior, a receita da companhia apresentou retração de 1,5%, vale lembrar que a prévia divulgada em janeiro já tinha mostrado um trimestre um pouco mais fraco que o restante do ano em vendas, sendo que a Tenda justificou isso com uma concentração de lançamentos no final do trimestre. As margens EBITDA e líquida também vieram mais pressionadas do que no trimestre imediatamente anterior. Vale destacar, no entanto, que a margem bruta veio forte e, no consolidado do ano, a companhia furou o teto do guidance, ficando em 36,3%, quando a projeção era entre 34% e 36%. Para 2019, a companhia manteve o guidance de margem bruta entre 34% e 36%. A projeção de vendas da Tenda para o ano é de algo entre R$ 1,95 bilhão e R$ 2,15 bilhões, sendo que a companhia vendeu R$ 1,85 bilhão nesse ano, que era o teto do guidance. Não esperamos uma forte reação do mercado aos números da companhia.

Minerva (BEEF3) atinge seu guidance de receita em 2018. Os ativos da companhia fora do Brasil na América do Sul continuaram sendo os grandes propulsores da elevação em sua receita líquida consolidada no 4T18, que foi 16,3% superior à do mesmo período do ano anterior. O EBITDA também veio maior neste 4T18, com melhora de margem. O resultado final veio melhor se comparado com o 4T17, mas ainda com prejuízo líquido. A companhia encerrou 2018 com aproximadamente 74% do endividamento bruto exposto à variação cambial. A alavancagem atingiu 3,9x o EBITDA redução de 1,1x em três meses por conta do recente aumento de capital. A companhia ainda pretende abrir o capital da Athena e anúnciou o guidance de receita líquida de R$16.500 a R$ 17.500 milhões (crescimento de 1,8% a 7,9%), refletindo o cenário de maior demanda no mercado externo.

Reajuste tarifário da Light (LIGT3). Ontem, no final da tarde, a ANEEL determinou o índice de reajuste tarifário médio da companhia em 11,12%, a ser aplicado ainda essa semana, a partir de sexta-feira. Essa elevação visa compensar tanto a inflação do período quanto os maiores dispêndios com compra de energia e itens financeiros. As ações da elétrica tendem a reagir de forma positiva à novidade.
 

 

 

Bons negócios.

 

 

 


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