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Notícias

12/04/2019

Diário Matinal Coinvalores - 12 de abril de 2019

Bom dia,

 

   

 

Contexto político traz apreensão. Apesar da postura mais proativa de Jair Bolsonaro na defesa das reformas e do anúncio do projeto de lei complementar que trata da autonomia do Banco Central, a relação entre governo x parlamento continua trazendo preocupações, com a PEC do Orçamento impositivo e a reforma tributária ganhando espaço, e colocando em xeque o foco na  previdência. Além disso,  hoje, o mercado deve ficar atento também aos possíveis desdobramentos da investigação da PGR, que apura denúncias de corrupção contra o presidente da Câmara. Em termos econômicos, as novidades também não suscitam ânimo, com o volume do setor de serviços recuando 0,4% em fevereiro, ante o mês anterior.

 

Bolsas um pouco menos pressionadas hoje. As bolsas na Ásia fecharam sem direção definida, com o Nikkei como destaque positivo, por conta da fala do presidente do BoJ de que a economia vem desacelerando, mas a recuperação já será sentida no segundo semestre, e as Bolsas da China mais pressionadas, com as importações mais fracas em março reforçando o cenário de desaceleração, ainda que as exportações tenham subido fortemente, mitigando um pouco esse efeito no mercado bursátil. O receio, no entanto, permanece com a falta de solução para um acordo com os EUA, que também vem enfrentando um ritmo de crescimento menor. A temporada de resultados corporativos que começa nos EUA e na Europa deve trazer muita volatilidade, com expectativa de números mais pressionados. Na Europa, as bolsas operam em alta, com alguns indicadores melhores que o esperado. A produção industrial na zona do auro recuou 0,2% em fevereiro ante janeiro e 0,3% ante o mesmo mês do ano passado, quando a expectativa do mercado era de quedas de 0,6% e 1,0%, respectivamente.

 

             

 

Mais um mês forte para a B3 (B3SA3). No mês que o Ibovespa começou na faixa dos 95 mil pontos, bateu a histórica marca de 100 mil, voltou pra casa dos 91 mil, para fechar nos mesmos 95 mil do começo do mês, o volume negociado na B3 mostrou forte elevação em relação ao mesmo mês do ano passado. Destaque para a elevação no volume da Bovespa, com alta de 49,4% em relação a março do ano passado. Na BM&F, o volume foi 23,2% maior. Na Cetip, o número de transações aumentou 5,4%. Papéis devem responder positivamente à prévia operacional.

JHSF (JHSF3) vende participação no Catarina Outlet para financiar expansão. A companhia vendeu 17,99% do empreendimento por R$ 111,9 milhões para um fundo imobiliário (XPML11). Com isso, o fundo tem 49,99% do empreendimento, sendo que o restante segue com a empresa. A JHSF vai utilizar os recursos para financiar a nova expansão do outlet. Por um acordo entre a JHSF e o fundo, o XPML11 poderá participar da expansão com uma participação de 32%, nas mesmas condições da empresa. Notícia positiva, mas já esperada, o que pode mitigar o efeito nos papéis da companhia.

Vendas da Tenda (TEND3) desaceleram. A companhia apresentou retração nas vendas tanto na comparação com o 4T18, que teve um volume de lançamentos mais forte, quanto com o 1T18, quando a companhia até lançou menos, mas vendeu mais unidades do que nesse 1T19, e com um preço médio também maior. As vendas desse trimestre representam apenas 20,8% do piso do guidance da companhia para o ano de 2019. Ou seja, a Tenda vai ter de acelerar a velocidade de vendas para atingir a sua projeção para o ano cheio. A companhia destacou que algumas mudanças no processo de contratação dos empreendimentos levaram à retração dos lançamentos e também ajudaram nas vendas mais tímidas e reforçou que espera atingir o guidance. Ainda assim, o mercado não deve receber bem os dados trimestrais.

Dúvidas sobre a autonomia da Petrobras (PETR4) voltam à tona. Ontem, a Petrobras anunciou o reajuste do preço do diesel em 5,7%, porém, hoje, logo pela manhã, a estatal divulgou fato relevante retirando o reajuste. A companhia alega que "revisitou sua posição de hedge e avaliou, ao longo do dia, com o fechamento do mercado, que há margem para espaçar mais alguns dias o reajuste no diesel", além de reiterar que mantêm a paridade internacional dos preços. Porém, algumas matérias na imprensa relatam que a mudança se deve a um pedido direto de Jair Bolsonaro, suscitando dúvidas quanto à autonomia da petrolífera. Ademais, com o aumento na percepção de risco no que tange a ingerência política, seus papéis devem reagir de forma negativa ao longo do pregão hoje.
 

 


Bons negócios.

 


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